terça-feira, dezembro 23, 2025

No Almirante, claro

 

Como já referi muitas vezes, nenhum dos candidatos se apresentou, à partida, como meu inequívoco preferido. Aliás, quase todos apareceram como, de caras, não merecedores do meu voto. Portanto, será, para mim, uma votação por exclusão de partes.

Claro que, em primeiro lugar, me preocupo com a primeira volta. E, aqui, claro que não dá para vacilar. O pior, na segunda volta, seria ter que escolher entre um escroque e uma nulidade. Portanto, em Janeiro, na 1ª votação, vou votar naquele que, à partida, do que lhes conheço, me oferece mais garantias de não fazer porcaria.

E chamo a atenção do que a seguir vou dizer pode vir a ter que ser engolido caso aquele em que votarei não passe à segunda volta. Aí, posso ter, de novo, que ir por exclusão de partes.

Mas, concentrando-me na primeira volta:

  • Não votarei em Seguro pois, para mim, o Menino da Lágrima é uma espécie de amiba, uma rolha, um zero.
  • Não votarei em Marques Mendes, esse facilitador, esse chico-esperto, esse videirinho, essa perfeita nulidade.
  • Não votarei em Cotrim. É bonito, é charmoso, é civilizado, veste-se bem, sabe estar. Aprecio a sua boa pinta e seu sentido de humor. Mas não. Para presidente da República, obrigada mas não.
  • Não votarei no Jorge Pinto porque, embora goste da sua atitude e partilhe muitas ideias, me parece que lhe falta vivência para um lugar que requer mundo, experiência, reconhecimento.
  • Não votarei em Catarina Martins embora lhe reconheça boa cabeça, uma visão humanista e moderna. Mas ainda a colo muito ao Bloco, e o Bloco, como se tem visto, para além de traições, inconsequências e descaminhos, agora, na prática desembocou em coisa nenhuma.
  • Não votarei no Antônio Filipe, que é um fofo, pois é PCP da cabeça aos pés e a incapacidade que todos eles têm de renegar utopias comprovadamente falhadas, ao mesmo tempo que não conseguem compreender o que é o novo mundo, coloca-o naquele infeliz caminho descendente que conduz à total irrelevância.
  • Obviamente não votarei em Ventura. E nem vou dizer porquê pois a eleição não é para animador de uma taberna.
  • Sobra o Almirante e, como é evidente, é nele que votarei na primeira volta. E na segunda, claro, se, como desejo, lá chegar.

Intuo que será um bom PR. Gouveia e Melo não é um totó, não é uma galinha descerebrada, não é um medricas, não é um chico-esperto, não é uma vizinha, não é um choramingas, não acredita em amanhãs que cantam, tem maneiras, é educado, não é fofoqueiro nem intriguista, parece-me inteligente, optimista, positivo, e, forçosamente, pelas funções que já desempenhou, razoavelmente culto e bem informado. Acresce que, na situação de instabilidade política interna e, talvez até ainda mais, geo-estratégica a nível global, parece-me o único com estaleca para enfrentar situações potencialmente sensíveis.

Portanto, Almirante, conte com o meu humilde voto. 

3 comentários:

Anónimo disse...

A fazer fé (...) nas sondagens, o almirante fica em terceiro e a segunda volta é entre o Luís e o André.

Até lá a Pitagórica e a Intercampus vão enterrar diariamente, centímetro a centímetro, o almirante.

Se assim for, foi uma bela estratégia de quem no PSD pôs o André em campo para secar o almirante.

Caso contrário, é um susto e vão ter de pensar o que vão fazer com as "reformas" que já devem estar prontas a assinar e só aguardam a posse do Luís.

A propósito de reformas, que notícia foi a de ontem sobre o novo aeroporto? A ANA de Arnaut conseguiu esvaziar o anexo com os requisitos técnicos inicialmente estipulados? Que fato por medida é esse? Onde se lia A passa a ler-se a, onde se lia B passa a ler-se b? No final Portela continua em funcionamento porque o novo é pequenino. Quando a Lusa dá a notícia é caso para desconfiar.

ccastanho disse...

Já somos dois a votar no Almirante logo na primeira. O MM hoje ainda anda aos papéis da coça que ontem levou.

Anónimo disse...

E já somos três a confiar no almirante Gouveia e Melo, uma pequena parcela dos muitos que nele votarão por se reverem na sua conduta de cidadão e na forma como serviu exemplarmente o País ao longo de quase meio século.

É um homem decente, vertical, corajoso, descomprometido com interesses mais ou menos camuflados. É, de entre o leque de candidatos, o único que temos a certeza de que que jamais nos trairá nem envergonhará na representação do nosso do País.

É, para seu e para nosso bem, exactamente o oposto dos videirinhos e oportunistas que o acompanharão no boletim de voto.

Viva o nosso grande almirante!
A Belém! A Belém!