Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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sexta-feira, maio 11, 2018

Olha outro. E o que eu também gosto deste...!


Juro que me delicio com estas cenas. E já digo quais. Agora, com vossa licença, uns preliminares.
Ontem ouvi aquela última da Google na inteligência artificial com um robot (e robot porque não é pessoa mas presumo que não passe de programa que corre num computador qualquer) que fala por telefone, interagindo como uma pessoa, fazendo perguntas e dando respostas como uma pessoa normal. Marca hora na cabeleireira, marca mesa num restaurante. Quem está do outro lado do telefone nem sonha que não está a falar com uma pessoa de verdade. E eu ouvia aquilo e pensava: só os nerds é que dão atenção a isto, os políticos não estão nem aí. Nem o Marcelo que é ubíquo e omnisciente como o Nosso Senhor ainda lhe deu para prestar atenção aos riscos que se adivinham com proezas destas.
Mas, enfim, enquanto as máquinas não desatam a autoprogramar-se e a interagir umas com as outras sem necessidade de humanos e, pior que isso, não obedecendo a humanos, vou aproveitando alguns dos lados bons da inteligência artificial. E um desses lados é este. Face aos dados que possui sobre as minhas preferências e talvez sobre o meu estado de espírito (a partir do que escrevo ou dos lugares onde me detenho), o algoritmo do Youtube faz uma pesquisa aos milhões de milhões de vídeos que tem pairando na nuvem e dá ordem para que se encontre e se ordene de forma a que o que me seja mostrado nos primeiros lugares sejam vídeos, por exemplo, de o mais maluco que se encontrar que meta dança ou que meta piadas ingénuas e não-burras ou música de ir às lágrimas tanta a perfeição ou bizarrrias que não lembram ao diabo ou arte de um género nunca antes visto. Mas já lá chego. Ainda estou nos preleminares.

Estava ali, na televisão, a dar o mítico Rangel, agora com um surreal penteado novo, como sempre a a lançar infâmias e disparates que vão para além do ridículo -- e eu pensei que aquele zinho ali estava bem era num programa de humor, vestido apenas com uma fralda e com os três cabelos arrumadinhos num totó. Agora a fazer de conta que está a falar a sério não tem qualquer credulidade. Olho para ele e só me lembro daquela imagem dele, delirantemente empolado, da autoria do querido Kaos. Ou isso ou quando foi apanhado, em pleno PE, a escarafunchar no nariz, feito gaitinhas porcalhoto. Mas a TVI continua a contratá-lo para programas de debate político. Não se percebe. Falta de faro mediático. Ali o coisinho estava bem era a contracenar com o Nelo ou com o radialista Mário Graça ou mesmo a fazer um número de standup. Ou um número sexy de burlesco. Qualquer coisa menos a efabular sobre macadas que não lembram ao careca. Tenho pena dos outros que ali estão e que, por decoro, têm que fazer de conta que o aturam. O Rosas volta e meia passa-se. O Pereira encolhe os ombros e puxa o beicinho ao lado. A Cunha e Sá tenta manter o equilíbrio. Coitados. Gabo-lhes o gosto.

Fizemos zapping, pronto. 

E, dado que às 5ªs feiras à noite é o que há, apareceu-nos ali aquele tal advogado dos que querem escapulir-se ao fisco e que está em tudo o que é administração ou sei lá mais onde (já para não falar nas fofocas que gosta de fazer com sms alheios, nomeadamente quando, feito alcofinha, vai levá-los ao Senhor Presidente) e, já que gosta muito de se apresentar de gravatinha pink, eu, para além de o manter de gravatinha pintarolas em rosinha, punha-o também com cabelinho pink a la Pascoal e talvez também apenas de cuecas, mas cuecas de pele de tartaruga para fazerem pendant com a armação dos óculos --  e, para disfarçar, a tocar guitarra feito músico ié-ié. 

E estava eu nisto, sem grande paciência para mais xavieradas, viro-me, de novo, para o YouTube.

Pois bem. Depois dos fantásticos Wilson, Keppel & Betty, eis que o algoritmozinho agora me propõe, uma vez mais, o impagável e eternamente divertido Charlie Chaplin.

Ah, que bom... Desta vez, está na prisa às voltas com um copo cheio de coca. Uma graça. Mesmo a calhar para esta noite. Mil vezes o Charlot todo ganzado que o Xavier com os miolos pinks às bolinhas ou o Rangel com uma mise e uma conversa abaixo de ajudante de ajudante de ajudante de cabeleireira.

É ver.


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Eu devia era ter juntado num mesmo post este meu querido Charlot e os meus novos ídolos, Wilson, Keppel & Betty. Mas pronto, não juntei, não juntei. Queira, pois, fazer o favor de descer para dar um pezinho de dança com aqueles ali.