Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

sexta-feira, maio 11, 2018

Só uma pergunta:
a diligentíssima Santa Mana Joana já seguiu as orientações da pura donzela que dá pelo nome de Manuela Moura Guedes e já começou a investigar o seu antecessor Pinto Monteiro?



Só a ficção poderá um dia descrever o que a SIC, o Correio da Manhã e demais avençados andam a fazer, ressuscitando mortos, desencantando fantasmas e fantasiando de jornalistas toda a espécie de figurantes e ressabiados.
[E, para que não subsistam dúvidas, uma vez mais repito: que quem for julgado culpado -- pelos Tribunais e não pela justiça popular -- seja condenado. E chamo a atenção: não é isso que, neste meu humilde texto, está em causa. O que está em causa é a tentativa de atropelo aos valores mais basilares do Estado de Direito, criando na opinião pública o sentimento de que os Tribunais são desnecessários uma vez que a verdadeira condenação é a que acontece na praça pública. Perigoso isto.]
Só a ficção poderá reproduzir a sanha desenfreada a que se assiste. Galinhas destravadas, desbocadas a preço de saldo, patetas que se julgam ilustrados, dâmasos e manos costas de braço dado -- de tudo tem vindo a terreiro para saltar a pés juntos sobre quem está na mó de baixo. De repente, um único homem arca com todas as culpas do universo e todos os que o tocaram são postos sob escuta, sob suspeição. Todos. Os que parece que fizeram, os que podem ter feito, os que alguém acha que gostavam de ter feito, os que se pensa que gostavam de um dia poderem fazer, os que ninguém sabe se não fizeram, os que talvez tenham tido um sonho em que pareciam que estavam a fazer, os que juram que nunca fizeram mas sabe-se lá se fizeram, se não fizeram -- tudo suspeito, tudo condenado, tudo pronto para ir para a cruz, tudo pronto para ser apedrejado.

Um desfile de acusadores de pedras na mão.

E, cereja em cima do bolo, em horário nobre, a mega-bocas, a injuriadora-mor, a desbocada Moura Guedes é alcandorada ao balcão da SIC para mostrar a mal contida raiva, para clamar por ainda maior vingança -- e, para tornar ainda mais divertida a ópera bufa, enquanto louvava a Santa Mana Joana,essa eficientíssima magistrada, lança o repto de mandar investigar Pinto Monteiro. Nem mais.

Pena que tenha deixado pelo caminho outros de quem poderia ter-se lembrado como o tal dos submarinos ou aquele de quem se falou aquando dos cartões gold ou o outro que ganhou uns oportunos e valentes cobres com acções do BPN ou os da Tecnoforma. E mais uns quantos. Mas desses a boca escancarada da Moura Guedes esqueceu-se. Pena. Pena.

Isto de que agora falo deu-se há dois dias e eu nem estava para falar no assunto. Mais que fazer. Mas agora, depois dos meus bem-amados bailarinos da areia e do Charlot, apeteceu-e encerrar o expediente com um verdadeiro número de burlesco e nada melhor do que falar em mais uma palhaçada da SIC, esta com a Boca Guedes.

Vamos ver quem ainda lá vão ter em horário Nobre. A Felícia Cabrita, talvez. Essa é que era. Quiçá, até, uma mesa redonda moderada pelo Dâmaso: a Felícia Cabrita, a Moura Guedes, a Lenita Matos e o Totó Miguel Tavares, mesa redonda essa, no fim, comentada pelo mano Costa. Boa?

.......................................................................................................

Mas vá, chega de burlesco em mau. Que entre o burlesco em bom.

Imaginemos, por exemplo, esses dois grandes admiradores do tal que agora todos querem espezinhar: a acima referida, a pura Moura Guedes, com o marialva José Rodrigues dos Santos. Imaginemo-los in love, unidos pelo ódio ao tal outro. Faz de conta que são estes aqui abaixo, Masokiss e Sven Inches. Apreciemos a sua arte.


__________________

E agora permitam que vos aconselhe a continuar a deslizar porque abaixo é que estão os números de qualidade.