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terça-feira, abril 03, 2018

O antes e o depois.
Os efeitos das dietas, dos exercícios ou dos tratamentos de beleza.


Devo dizer que já antes tinha ido a uma nutricionista. Sentia que tinha alguns quilos a mais e, sobretudo, arreliava-me não poder vestir blusinhas justinhas sem que se percebessem os pneus. Em verdade se diga que eram uns pneus a modos que raquíticos mas ainda ssim pneus. Seguindo eu uma dieta super saudável e na base do regime crudífero, que é o que prefiro, o meu pequeno almoço era sobretudo peças de fruta, iogurte com cereais, ao almoço bebia sumo natural a acompanhar a refeição e no fim rematava com uma salada de fruta, chegava a casa e comia uma peça de fruta e uma mão cheia de frutos secos e terminava com um jantar leve com salada e fruta. Conclusão da nutricionista: fruta a mais. Eu parva. E ela, ah pois é, açúcar que se farta. Adoptei o novo regime, perdi peso, fiquei bem e assim me mantive durante bastante tempo.

Até que, aos poucos, fui deixando para lá. Pãozinho com queijo, iogurtezinhos, fruta e mais fruta, uma ou outra sobremesa sempre que calhava, um copo de vinho às refeições e já lá ia eu upa, upa.

O médico da medicina do trabalho disse que estava bem assim, sem peso a mais. Eu a protestar, que sabia que tinha uns quilitos a mais e ele que não. Já o contei aqui pois fiquei furibunda -- acrescentou: 'Para a sua idade...'. 

Até que voltei à nutricionista.

Como sou disciplinada, num instante perdi seis quilos e doze centímetros de perímetro abdominal. Mas como não sou tão disciplinada como deveria ser, já estou outra vez a fraquejar. Já aumentei um quilo. No entanto, a nutriconista achou bem, diz que se me mantiver assim, estarei bem. Mas eu sinto que mais um deslize e lá as blusinhas brancas a tender para o revelador passarão à história. E se tenho comido doces... (bolos de anos, folares, sericaias, fruta, fruta e mais futa, etc...)

A nível estético é que ainda não realizei nenhuma intervenção. Nem corrigi imperfeições de nascença nem disfarecei os efeitos da iadade. Não que não precise mas porque não nasci para sofrer (e acho que o pós-operatório dessas coisas deve ser péssimo) nem tenho coragem para correr o risco de ficar a parecer uma múmia pastelona de beiças esbandalhadas.

A despropósito: um colega chegou ao pé de mim a mostrar-me uma foto no seu telemóvel: 'Veja lá se sabe quem é'. Olhei e não conheci. Ele insistiu: 'Veja bem'. Vi bem. A feição não me era estranha mas não, não identificava. Mas, então, reparei no último nome do seu apelido e ia-me dando uma coisa. Era um ex-colega nosso. Tinha-me despedido dele há uns anos como um homem de meia-idade. Aquele ali era um homem já com um ar entrado. Mais bonito, com muito melhor aspecto mas, caneco, com mais uma carrada de anos em cima. Fiz as contas. De facto, mais de dez anos depois, talvez fosse natural que já não parecesse ser o quarentão de que me despedi. 

Agora uma coisa é certa: é frequente que os homens melhorem como tempo. Já as mulheres não, perdem viço sem ganharem nada em troca. Mas, enfim, é o que é.

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E isto a propósito de uma série de fotografias antes e depois, mas uma daquelas séries mesmo ao meu gosto.




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Até já.