Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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sábado, março 17, 2018

Uma forma eficiente e civilizada de servir vinho


Se há coisa que nunca fiz na vida foi abrir uma garrafa de vinho. Se calhar é porque nunca foi necessário mas, certamente, também porque não é coisa que me motive. Qualquer coisa no meu ADN não me puxa para exercitar a cena do saca-rolhas. Por exemplo, todos os anos, organizamos um certo lanche que, entre outras coisas, mete champanhe. Pois, sendo um grupo maioritariamente masculino, é sempre uma das mulheres que abre o champanhe. Ela gosta e toda a gente acha que ela tem jeito. E isso é que eu, nunca na vida, me ofereceria para fazer. A perspectiva daquilo dar um estoiro, assustar-me-ia a ponto de não me atrever a puxar ou a rodar a rolha. O meu lado feminino que, em algumas coisas pode ser visto como mais ténue (por exemplo, gosto de arriscar e liderar -- coisas que, para as mentes captas, está associada à masculinidade), já nestes petits riens é ultra intenso. Abrir garrafas de vinho, usar berbequim ou lavar o carro, estou fora. Mas nem abrir garrafas, nem servir inho a homens. Qualquer coisa no mais íntimo de mim sente que os homens é que devem servir as mulheres (e gosto que me sirvam), nunca o contrário.

Mas isto para dizer que, para resolver estes dilemas, nada como este engenho que Leitor amigo me deu a conhecer. É coisa pequena, pode servir como bibelot, adapta-se a qualquer decoração, é ultra-prático, deve ser uma pechincha e é mais rápido a exercer a função que o speedy gonzalez.

Ora vejam este ovo-de-colombo. Quando não souberem que presente oferecer a alguém, já sabem. Vai ser um sucesso.


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