Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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sábado, março 10, 2018

A Maria José Morgado, no fundo, no fundo, continua a ser uma MRPP pura


Cheguei a casa há pouco e, aterrada aqui no meu sofá mais fofo, dei com a Procuradora Maria José Morgado no Expresso da Meia-Noite.


Desde que deixou de pintar as pálpebras superiores de negro carregado, maquilhagem que quase a fazia parecer uma figura de Paula Rego, julguei que tivesse moderado o espírito.
Nunca percebi bem o que ela dizia. Desde que escrevia crónicas já nem me lembro bem onde (no Expresso?) que aquilo me parecia sempre uma conversa redonda travestida de coisa bombástica. Mesmo na televisão: conversa meio encriptada, afirmações muito assertivas sobre generalidades. 
Mas meti na cabeça que, com a suavização da maquilhagem, teria vindo alguma capacidade de concretizar alguma coisa.

Mas não. Ou diz lugares comuns ou usa expressões incendiárias que inflama com expressões faciais também exacerbadas mas espreme-se e dali nunca sai nada de concreto.

Contudo, o que percebo é que por debaixo daquela camada histriónica o que existe ainda é a matéria fundamentalista do MRPP. 

Quanto mais os magistrados se mostram mais eu me assusto. Gostava de ver magistrados neutros, isentos, sóbrios, moderados -- mas o que vejo é gente justicialista, gente com ar desvairado, gente agitada, gente cheia de paranóias, gente que gosta demais de se ouvir.

Olhem. Vou mudar de canal.