Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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sábado, agosto 26, 2017

Pescar um beijo


Nem tudo o que parece é. Nem tudo o que é parece. Nem sempre quem muito porfia alcança, nem quem muito caminha lá chega. Nem sempre quem alça a perna toca a cabeça, nem sempre dentro da valise vai o dossier do executivo. Nem todas as bocas são mornas, nem todas as línguas são apetitosas. Nem tudo o que anda tem pernas, nem tudo o que nada nada dentro de água. Nem sempre quando se pesca, se apanha, nem sempre quando se beija, é um peixão que se beija. Nem todas as bocas se atraem, nem todos os peixes se amam.

Nem sempre que se teoriza se filosofa, nem sempre que se filosofa se acerta. Nem sempre que se escreve, se diz. Nem sempre que se diz, tudo se aproveita.

Tem dias. 

Fish Kiss


[Para ver até ao fim. E em boa hora me apresentaram Alexander Ekman]


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Um sábado muito bom para todos quantos aqui estão na minha companhia.

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