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sexta-feira, abril 28, 2017

Uma ventania que tira os marinheiros do mar



Hoje acordámos mais cedo. Dentro do quarto não se imagina a música sinfónica que vem da marina. Indo-se à varanda, e que frio e que vendaval!, ouve-se o chocalhar de amarras, dos mastros, das bandeiras dos barcos, o vento nas árvores, mil sons. O mar está mais verde, encolhido de frio.

Só hoje reparámos que da marina há acesso directo ao restaurante do hotel. Estavam lá homens com grandes corta-ventos, casacos fortes para os proteger dos ventos no mar. Tisnados, um deles de grande barba branca, alguns de boné. Tinham vindo tomar o pequeno almoço a terra.

Já fizemos a nossa caminhada, hoje também fui. Quatro ou cinco quilómetros debaixo de um vento frio, por vezes molhado. O meu marido aborrece-se comigo, diz que venho sempre carregada de blusas e blusinhas, echarpes e outras mariquices (e, claro está, que não é 'mariquices' que ele diz) mas que roupa quente ou para a chuva está quieto. Não percebe que o meu termostato não é igual ao dele. Cheguei com um calor dos diabos.

E claro que foi andando mais à frente que eu ia-me ficando para fotografar. Do outro lado da baía, Cádis onde ontem passámos o dia.


Reparem nas árvores para verem o vento.

E agora me vou que o meu dia está a começar. Até mais logo.


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2 comentários:

Anónimo disse...

Só por curiosidade: foram de carro? É uma viagem que se faz bem?

Um Jeito Manso disse...

Olá,

Pode vir de várias maneiras, incluindo de barco.

Presumo que de avião também mas de avião nunca vim.

De carro, que é a sua pergunta, também se faz bem. Vindo de Lisboa, por exemplo, em direcção ao Algarve, faz-se por auto-estrada até Vila Real de Sto António e depois Sevilha e para baixo, até Cádis, Puerto de Sta Maria, Puerto Sherry ou esses sítios ali das redondezas. Ou, em vez de ir ao Algarve, saindo em Elvas e descendo. As estradas são boas e bem sinalizadas. De Lisboa, é coisa para umas cinco horas, acho eu, mais coisa menos coisa.

Um bom fim-de-semana!