Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

quinta-feira, março 02, 2017

Breaking news:
Brad Pitt e Jennifer Aniston andam a trocar sms
(e o Lobo Xavier parece que já fez das dele)
Já nasceu o 4º neto de Carolina de Mónaco
(e eu até tenho vergonha de vos confessar os meus pensamentos)
E o Trudeau é o PILF do momento
(destronando o João Ferreira do PCP e o Ricardo Robles do BE)


Há vários assuntos sobre os quais falaria de gosto. E isto já para não falar na vontade de ficcionar. 




Hoje de tarde, no carro, a caminho de um dos locais de trabalho, chegou-me uma frase. Uma mulher contava como, em criança, saía à rua, à noite, para olhar o céu. E, ao contar isto, estava ela própria a olhar o céu. Mas a situação em que ela estava era uma situação especial. Eu ia a conduzir e a fala da mulher surgia e eu sentia uma emoção estranha porque eu já era a mulher que evocava umas outras noites, lá bem para trás nas memórias. Se não estivesse a conduzir e tivesse um computador à mão, tinha mesmo que escrever. Mas não era o caso. Depois, mal cheguei, entraram-me no gabinete com um problema, dois problemas e depois um advogado sobre um parecer que eu tinha pedido e depois isto, aquilo e o outro e nem mais me lembrei da comoção daquela mulher que se tinha metido dentro de mim para eu contar a sua história.


Quando, à noite, aterrei no sofá a primeira coisa que fiz foi deixar-me dormir. Estava a dar na SIC o Assalto ao Castelo sobre o BES e eu, que estava com curiosidade, caí redonda. E ainda nem tinha jantado. Estava apenas a descansar durante uns minutos enquanto o meu marido aquecia a sopa e fazia uns ovos deliciosos, mexidos, com cebola picada, courgette, tomate e queijo que comemos acompanhados com alface. Depois ele chamou-me, eu acordei e, quando cheguei à mesa para jantar, já aquilo tinha acabado.


Depois de jantar, estava meio zen mas, ao pegar no computador, lembrei-me do desavergonhado Núncio e escrevi o post abaixo. A seguir entrei outra vez naquele comprimento de desonda em que, tendo aqui ao meu lado as Cartas a Lucílio, opto por ver os vídeos que mostram o frete que a Melania faz para aturar o anormal do marido.

E é assim que estou, a pensar que o dia devia ter mais umas duas ou três horas para eu poder estar para aqui nesta indolência até espertar, depois escrever e, finalmente, ir dormir uma bela noite de sono.

Mas as coisas são o que são e, portanto, não podendo dilatar o tempo, rendo-me à minha limitada circunstância e falo daquilo a que a minha condição me permite chegar.

E, assim sendo, respigo o que da lobotomizada actualidade me parece relevante. A saber:

Brad & Jenn in the good old days

1. Quando fez anos, não há muito tempo, Brad Pitt terá enviado umas sms à sua ex-mulher, a formosa Jennifer Aniston: que, snif-snif, estava a atravessar um mau período, e que bla-bla-bla -- e passado um bocado parece que já estavam a discutir. 


Não sei como é que se soube disto que agora não se fala de outra coisa. Admito que tenha sido o Lobo Xavier que se tenha sentido na obrigação de ir mostrar as mensagens do Brad a alguma revista ou ao marido dela. Às tantas, o Concelheiro-Alcoviteiro-Fiscalista-Multi-Administrador (Concelheiro com c, sim senhor) ainda pensa ganhar algum com um eventual divórcio dela já que se sempre se disse que a Jenn morria de amores por belo Pitt e, portanto, com esta reaproximação, quem sabe se ela não vai sucumbir -- e, dizem, o Concelheiro fareja o $ como o macaco fareja a banana.
[Mas também é natural que a Jenn sucumba. Quem é que não sucumbia? Pena tenho eu que ele não venha chorar no meu ombro. A ver se não o consolava, pobrezinho -- e até passava a informação ao Cavaco para ele, no próximo romance, ter alguma história verosímil para contar.]

2. Parece que a Princesa Carolina já é tetra-avó. Agora é o filho do mais novo dos rapazes, Pierre Casiraghi casado com Beatrice Borromeo.


E eu, feita parva, ponho-me a ler a notícia e dou por mim a olhar para ela e a pensar: 'Está velha, tanta ruga, rosto já tão cansado'. E só pelo meu estado debilitado, mais a dormir que acordada, é que não vou a correr ver-me ao espelho para ver se posso concluir que felizmente eu, apesar de penta-avózinha, tenho ar de filha dela.
Ah, as mulheres, em segredo, são tão inseguras, tão invejosas, tão cruéis. Como se o aspecto dela importasse alguma coisa: é e sempre foi bonita e elegante e, no meio daquele glamour todo, sempre teve uma vida tão cheia de infelicidades. Tomara que agora esteja bem, com mais ou menos ruga.
E, afinal, que raio tenho eu a ver com ela, ó caneco? Ela lá tão sossegada no seu rochedo e eu aqui refastelada no sofá, sem a conhecer de lado nenhum, que conversa esta, mais parva, senhores. Em vez de estar, simplesmente, a desejar saúde e sorte à criança estou para aqui a pedir meças em relação à avó. Raios partam tanta parvoíce, a minha. 

Juntin Trudeau a beijar Sophie, a mulher

3. Interessante mesmo é a sigla: PILF. depois das MILF eis que chegam agora os PILFs. Parece qe o caso mais flagrante é o Trudeau, o tomba corações canadiano que deixa o mulherame com olhinhos de carneiro mal morto. Os jornais de todo o mundo consideram-no o político mais sexy do mundo, dizem-no hot e mostram-no em tronco nu ou como um galã perante quem as mulheres fazem olhos de bambi à espera de serem salvas. E, num ápice, destronou Obama, Putin e, mesmo, o João Ferreira do PCP.  A Catarina, que gosta de jogar umas cartadas fortes, atirou o Ricardo Robles para cima da mesa e as que, como eu, gostam do fino, perceberam logo que está ali um capaz de disputar a freguesia ao João Ferreira. 


Mas, enfim, os media ainda não deram com estes dois puro-sangue lusitanos e ainda andam entretedidos com o Justin. Dizem-no uma mistura de Hugh Grant, Woody Harrelson e Joaquin Phoenix, um sério candidato a intérprete do próximo James Bond. 


Além do mais, parece que, quando lhe dá para agarrar a mulher e beijá-la, o faz com tamanha intensidade que, mal se aproxima, em eventos internacionais, as mulheres políticas se põem logo a jeito. Angela Merkel que o diga. 

Os olhos melados da Ivanka ou o rubor de Kate Middleton não contam -- são jovens, pouco sabem da vida.


E  com esta bela imagem de Angela nos braços de Justin, pronta para um beijo à Tyrone Power vos deixo.

................................

As duas fotografias (a preto e branco) são da autoria de Eve Morcrette.

Lá em cima é Noa Lur & Antonio Lizana interpretando Sombras


.......................

E, agora que já espaireci a alma, deixem que vos recomende uma descida ao quinto dos infernos, isto é, ao mundinho dos coisinhos, um mundinho habitado por nunciozinhos que nem mentiras como deve ser sabem dizer e onde as trumpalhadas proliferam

...........................

13 comentários:

Anónimo disse...

Já aqui disse repetidas vezes que estava na universidade aquando do 25 de Abril. Facilmente se deduz a sua idade, pelo menos aproximada. Mas gosta de se fazer ainda nova, a dizer que ainda faltam muitos anos para a reforma, por exemplo. E também já não é a primeira vez que fala em Carolina do Mónaco. Classe, muita classe. Pode ser velha à vontade. Mas a UJM representa-se como a Kate Blanchett. Isto é tudo tão engraçado.

Um Jeito Manso disse...

Cara Anónima,

É mesmo verdade, tem razão: isto é tudo tão engraçado. Eu, pelo menos, achei graça ao que escreveu.

Confirmo: sou mais velha que a Sé de Braga. Passo a vida a dizer 'há mil anos' e é verdade, já cá ando para cima disso.

E também confirmo: faltam-me montes de anos para me reformar. A idade da reforma é um alvo em movimento. A gente faz planos para uma coisa e, pumba, vao eles e 'pena la mais um bocado que agora, por causa da esperança de vida há que trabalhar mais'. Um colega meu diz que havemos de ter mais de oitenta anos, andar de garrafa de oxigénio às costas, todos com dores nas cruzes, e ainda a trabalhar. Mas para ver como são as coisas: tenho uma colega que vai reformar-se daqui por uns meses e anda sempre a dizer que não vê a hora, anda sempre a queixar-se que lhe falta imenso tempo. Tenho outro que vai fazer setenta e parece que está na maior, sem vontade nenhuma de ir para casa. Isto do tempo e da idade, sabe, é uma coisa muito relativa.

Mas já quanto a eu representar-me como a Cate Blanchett aí, lamento, não posso concordar consigo. Anda a tresler-me. Penso que se refere ao folhetim Dindinha. Aquilo era ficção. Ficcionei e representei uma personagem (Diana, a mulher de sexualidade fluida e gostos liberais, digamos assim) como a Cate Blanchett. Achei que ilustrava bem aquela personagem.

A mim, Cara Anónima, falando em nome próprio (como falei justamente neste post em que até contei o que foi o meu jantar), representei-me como verá nas fotografias que escolhi (aquelas duas primeiras, da autoria de Eve Morcrette). Claro que, uma vez mais, estou a ser generosa para comigo própria: ainda não estou assim tão magra mas, com os cuidados que vou passar a ter, pode bem acontecer que fique toda 'enxuta'. Mas, tirando isso, sou assim, com asas nas costas e tudo. Não me vejo como a Cate Blanchett, portanto: vejo-me, sim, como uma santa, uma santa com asinhas. Se calhar é mais uma anjinha, não...?

Agora quem já está um bocadinho acabado é o meu marido. Já viu? Mas não me importo, continuo a achá-lo um gato e, sobretudo, continua benzinho de cabeça. E, como se vê, continua danadinho para a brincadeira. Veja bem a pose que ele arranjou para a fotografia.

Portanto, Cara Anónima, isto é mesmo tudo tão engraçado, não é?

:)

Uma noite boa para si!

Anónimo disse...

Feitas as contas, a Jeitinho tem aí uns 63 anitos, mais coisa, menos coisa. Ou seja, a idade da tal da Carolina (ou estarei enganada?). Portanto, não falta assim tanto tempo para se reformar. Está para breve! Até porque, isto nas empresas, um dia acordam e chutam-nos para casa. É normal. Ligar aos novos. Sabe bem que é assim. Não vale a pena querer esconder os anos. Eles passam, queiramos, ou não! Vá pensando nesse dia, cada vez muito mais próximo, de ir para casa. Não é drama. Drama é não sabermos aceitar a idade que temos.
Helena B.

Anónimo disse...

Bem UJM, pode sempre sugerir umas cotoveleiras a 'helenas' ressabiadas :-)
Tantas 'helenas' que gostavam de ser como a UJM. E 'Helenos' também.
E Helenas e Helenos a subir pelas paredes por lhes tocar nas 'feridas' e nos podres? Ui, devem ser aos magotes.
L.

Um Jeito Manso disse...

Olá Helena B.

Tem graça essa sua curiosidade a meu respeito. Eu, por exemplo, não a tenho em relação a si.

Quanto ao seu palpite: não acertou. É mesmo 'menos coisa'. Embora tudo seja relativo, claro está. Também pode ser 'mais coisa', mais jovem, por exemplo :). Além do mais, é aquilo que um amigo meu diz: juntei o casamento à 1ª comunhão.

Mas de uma coisa pode ter a certeza: não tenho nenhum problema com a minha idade. Tenho até muito orgulho nela. Não me passa pela cabeça iludi-la. Não a disfarço seja de que forma for, nem no blog nem na vida real. Simplesmente não me apetece estar a deixar aqui os meus dados pessoais. Altura, largura, comprimento, peso, perímetro abdominal, freguesia de nascimento, cor de cabelo, impressão digital, etc. -- acho que nada disso é para aqui chamado. Escrevo aqui simplesmente porque gosto de escrever, não para me exibir. De outra forma, fazia selfies, publicava aqui e estava feito. Ou melhor, nem teria um blog.

Quanto a isso de trabalhar, acho que também não percebeu. Ou, mais que certo, fui eu que me expliquei mal. Acha que, quando estiver na altura, me vai custar deixar de trabalhar...? Pois lamento mas frio, frio. Não que não goste de trabalhar. Gosto. Mas também vou gostar de fazer outras coisas diferentes. Ideias não me faltam, como acho que deve dar para perceber.

Portanto, tenho que concluir que ando a passar a mensagem errada.

A verdade é esta: não apenas gosto de ter a idade que tenho como gosto de ser como sou, bem como gosto de ter tempo para mim e tal como gosto do meu trabalho -- e também gosto do que faço quando não estou a trabalhar. Ou seja, a bem dizer acho que não me queixo de nada e nunca me passa pela cabeça fazer dramas sobre o que quer que seja, muito menos com coisas que me envolvam. Sou mais dada à comédia que ao drama.

Portanto, agradeço o seu comentário mas olhe que ele foi um bocadinho ao lado. Mas lá está. Com isto da relatividade (salvo seja, claro), tanto pode ter sido falta de pontaria da sua parte como posso ter sido eu que, com a destreza de uma gazela, me desviei.

:)

Uma boa noite para si, Helena B.

Um Jeito Manso disse...

Olá L., boa noite,

Prefiro convidar toda a gente para esta humilde casa e oferecer um chá. Acho que beber chá faz bem à alma, ao espírito.

Aqui nesta casa há vários alvos nas paredes, em lugares devidamente protegidos, pelo que se aceitam de bom grado as visitas de quem gosta de atirar flechas. Atirar flechas é um entretenimento que é capaz de descontrair quem as atira. E gosto de ver quem se esmera por acertar na mouche, sou espectadora dessa actividade.

E, portanto, tenham ou não dor de cotovelo, tenham ou não boa pontaria, sejam simpáticos ou antipáticos, aqui são todos bem tratados -- esta é uma casa inclusiva.

Só não sei é se também serei assim, quase carmelita, se aqui me aparecer o láparo ou a pinóquia... Mas, sei lá, santa-anjinha como sou, já não digo nada.

A sério: obrigada pelas suas palavras.

E uma noite boa e um dia (o que aí vem) ainda melhor.

Maria disse...

A UJM não me passou nenhuma procuração para a defender mas o seu azedume resultante de uma dor de corno do caralho, Helena B., é tanto que até a mim me atingiu.
Só consigo entender essa sua fixação pela idade versus reformo nesse contexto: uma valente dor de corno por não ter uma via e até, por que não, um blog assim.
Saiba, minha cara, que há mais vida para além do trabalho, do marido, dos filho/netos e amigos.
Há a nossa vida interior que é uma coisa que seguramente não tem.
Um conselho de amiga: saia mais, ouça boa música, vá a exposições, cinemas, dê passeios pela marginal, pelos jardins, pela cidade e sobretudo, passe menos tempo na net a fazer contas à idade de quem escreve e, acredito que não é só isso que a faz ficar acordada
Ok ok sei que não me pediu nenhum conselho mas eu sou assim

https://www.youtube.com/watch?v=tJucR8_dxJA

Abraço

GG

Um Jeito Manso disse...

Olá GG!

Ali em cima estava a referir-se àquele tal cestinho que punham lá em cima, no mastro das embarcações, não era...? :)

Pois eu agradeço as suas veementes palavras. E é isso mesmo: a vida é uma monte de coisas e inclui a família, o trabalho, os amigos, etc, etc, e, também, nós mesmos. A vida interior de uma pessoa e o que fazemos com ela é coisa muito nossa. E nós seremos tanto mais felizes e equilibrados quanto as saibamos viver a todas com leveza e gosto.

E depois acrescento ainda uma coisa: quando aqui escrevo, recorro frequenetemente à ironia. Na vida do dia a dia uso-a também muito e, acho eu, dá para perceber quando estou a ser irónica pois há sempre um sorriso ou uma expressão que a sublinha. Ao escrever, ficam só as palavras. Eu penso que quem lê, percebe que estou a ser irónica e não a fazer um uso literal das palavras. Por exemplo, se escrevo que tenho ar de ser filha da Carolina de Mónaco acho que ninguém de bom senso achará que estou a falar a sério. Imagine-se que tinha escrito que me acho com cara de neta da Carolina... que escândalo provocaria, não...?

Mas, enfim, aceito todas as indisposições ou remoques com bonomia. Era o que me faltava ficar arreliada com isso. Até porque poderia não ter publicado o comentário. Mas publiquei-o até para poder brincar um pouco com a sua autora.

Só não publico quando são comentários homofóbicos, raciastas, ou de uma agressividade despropositada para com alguém.

E gracias GG.

Um belo dia para si!

Anónimo disse...

Nada de mais errado do que “mexer” com a idade das mulheres. Passam-se dos carretos!
Os comentários bem o provam!
Leitor do Sexo Masculino

Maria disse...

ahahahahahahha
mas óh leitor masculino quem está a falar da idade. Não catrapiscou nadica
:)

Um Jeito Manso disse...

Olá Leitor do Sexo Masculino,

Se me tivesse visto: espreitei o telemóvel, vi o seu comentário e... dei cá uma gargalhada...!

A si, leitor muito masculino, o que lhe pareceu: um bando de mulheres ao sopapo num tanque de lama...? Uma cena boa de se ver...? Ou, tanta a fúria que viu no mulherame, que chegou até a sentir medo...?

Conte, conte....

Um Jeito Manso disse...

Olá Maria,

Os homens muito masculinos não sabem bem lidar com a alma das mulheres, pois não...? Para nos compreender, nada como os homens pouco masculinos, não é mesmo...?

:)

Anónimo disse...

UJM,
Desta vez não me atrevi a dar a cara, so to say. Mas, o que me diverti. Uma mulher não tem idade. É intemporal! O que importa é o que os olhos vêem. E o que o (nosso) coração sente (por elas). E, regra fundamental, nunca, mas, nunca, perguntar, questionar, ou o que quer que seja, sobre a idade de uma mulher. E, bem vistas as coisa, interessa isso para quê?
Bom fim de semana!