Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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terça-feira, fevereiro 07, 2017

Uma explicação e um ou outro apontamento


Não coloquei espaço para comentários na notícia quase em cima da hora do nascimento do meu querido quinto pimentinha pois teria muita vontade de, em resposta a cada um, me derreter, mil vezes agradecida, contar como são as suas mãos, tão bonitas, o seu narizinho, tão perfeitinho, a sua boquinha, mais linda, a carinha mais fofa, a forma como se pôs a olhar espantado para a confusão que ia à volta dele, ia ter vontade de contar como andou de colo em colo, bonequinho mais querido, ou como os maninhos olharam para ele. Ou seja, ou me ia pôr aqui, babadésima, a contar cada aspecto deste menino mais fofinho, ou fazia isto, não abria a caixa dos comentários. Apesar disso, ou por mail ou no 2º post, os votos de felicidades vieram. E claro que agradeço muito. Não fosse eu contida quanto à divulgação de imagens e já aqui vos mostraria a forma como pôs a mãozinha sobre o rostinho lindo ou como aguentou estoicamente passar de colo em colo. Tirei muitas fotografias e porque não posso usar flash ou sequer focar na direcção dele, que acende a luz interna, metade das fotografias estão escuras ou com alguém desfocado. Mesmo assim, aqui estive, sorrindo, vendo uma a uma, devagar. Acho que podiam vir mais meia dúzia de pimentinhas que eu ficaria assim, na mesma, encantada até à raiz da minha alma.

Não falei no que aí vinha, Teté, porque gosto de falar apenas quando os tenho cá fora. Não é por nada. São coisas cá minhas. Quero é que nasçam bem, que a mãe esteja bem, que tudo corra bem e isso é um desejo meu muito intenso, não partilhável. 

É como quando acontece algum problema de saúde grave na minha família: também só consigo falar quando as coisas estão ultrapassadas (para o bem ou para o mal). Durante o percurso, não me apetecem conversas. Um desejo muito intenso de que tudo corra bem é, para mim, coisa íntima.

Por vezes, enquanto escrevo sobre palhaçadas, cavacadas, laparices ou trumpalhadas tenho a acontecer, no meu círculo familiar mais próximo ou, mesmo, comigo, factos que seriam suficientes para me catapultar para fora de palco. Mas essa não é a minha natureza. É como se houvesse um conjunto de caminhos à minha frente e eu conseguisse movimentar-me entre eles, afastando-me de uns, percorrendo alegremente outros. 

Nisto de virem bebés a caminho, agora há análises em cima da hora e as jovens mamãs sabem logo se estão ou não grávidas. Antes havia atrasos e, ao fim de uma falta prolongada, ia-se ao médico, faziam-se análises, esperava-se pelo resultado. Levava o seu tempo e, por vezes, no entretanto, a coisa sofria outros desenlaces. Penso que, por vezes, quando havia um atraso no período e, ao fim de algum tempo, vinha uma menstruação mais abundante com dores de barriga mais violentas, talvez fosse uma inviabilidade que se resolvia por si. Nem se falava em aborto. Comigo, pelo menos, era assim. Digo que só estive grávida duas vezes mas sei lá. Admito facilmente que, duas ou três vezes mais, possa ter tido uma gravidez inviável. Agora não é assim. 
Nestes tempos recentes, já aconteceu saber-se que vinha aí mais um bebé e, ao fim de um ou dois meses, um choque: a gravidez ficava por aí com o natural desgosto de quem, mentalmente, já se preparava para uma nova criança. Quando isso aconteceu, foi também para mim um desgosto. No entanto, sentei-me aqui e espantei as minhas tristezas, falei de outras coisas, fiz por relativizar. 
Não sou uma super-mulher nem (acho eu) uma pobre de espírito, sempre contentinha. Tenho é em mim esta característica: penso que as coisas más passam, acabam por passar, a vida regenera-se, a vida arranja maneira de compensar as perdas, e tenho é vontade de valorizar as coisas boas.

E, portanto, pode ser que um dia eu arranje paciência para ter um diário onde escreva tudo, tudo, o que se passa na minha vida. Até lá, é isto: umas assim e outras assado, conforme a minha disposição ditar.

De resto: fui à cabeleireira no sábado, cortei o cabelo, tenho agora um visual ligeiramente diferente. 

Perguntei ao ex-mais-novo quem era o Presidente da República. Disse, convicto: Rebelo Marcelo de Sousa. E o primeiro-Ministro? António Costa. Viu na televisão o Donald Trump e disse: Olha o Donall Strumps. Corrigi-o: Donald Trump. Disse-me: Isso é dito em português, quando se diz em inglês, diz-se assim, Donall Strumps. A irmã, abana a cabeça e, do alto dos seus 6 anos, sorri, condescente. 


Mais novidades familiares? A minha mãe tem produzido casaquinhos, botinhas, calçõezinhos e gorrinhos sem parar. Tudo bonito. Tricot. Dos mais variados modelos e cores. Compra revistas e inspira-se ou inventa. A semana passada lembrou-se que, para cada bisneto, tinha sempre oferecido uma mantinha de lã para o ovinho ou para o berço e foi, aflita, a ver se arranjava alguma do género das outras. Ficou toda arreliada consigo própria por tão imperdoável esquecimento. Hoje lá levei o saco com a mantinha que, felizmente, conseguiu encontrar.

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Mas ainda não disse o principal: 
do mais fundo do meu coração agradeço a todos quantos desejaram felicidades ao meu menininho mais querido.
Muito obrigada.

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2 comentários:

Alice Alfazema disse...

Olá UJM!

Fiquei tão feliz ao ler esta boa notícia. :)

Durante estes anos tenho acompanhado, aqui no blogue o aumento da sua família. E tem sido um gosto ler relatos de momentos muito felizes. Desejo-lhe assim muitas, muitas, felicidades para si e para este novo pimentinha, que se estendem também para os pais, irmãos, e avós, que a boa saúde vos faça companhia por muitos e longos anos. :)


Um abraço

Anónimo disse...

Que boa Notícia:::
Muitas Felicidades para o novo pimentinha e para Toda a Família.
Que ele tenha muita Saúde e vos traga muitas Alegrias. Lia