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quinta-feira, dezembro 29, 2016

Mas querem lá ver que hoje vai ser aquele dia em que não vou conseguir escrever um post....?





Desde há uns dias andava cansada, com alguma dor de cabeça, a sentir-me murcha. Como nada disto me é usual, pensei que não estava lá muito bem.

Passei o dia de natal e o dia a seguir a caminho de casa dos meus pais, preocupada, a minha mãe com gripe, muito abananada, com febre. Com a idade que tem e com esta estirpe de gripe que por aí anda fiquei apreensiva. Não sou fatalista mas nos últimos dias morreram as mães de três conhecidos. Sintomas um bocado idênticos, fraqueza e tiro e queda. Chamou-se médico a casa. Pulmões limpos mas repouso, muitos líquidos, medicação até passar. Lá fomos à procura de farmácia de serviço no dia de natal. 

Na segunda feira tinha metido dia de férias. O meu corpo estava a pedir descanso, a minha cabeça tréguas.

Zero. Na segunda-feira era o meu pai. Tosse permanente, febre. Para agravar, não quer a cabeceira da cama levantada. Quase afogado na tosse. E a minha mãe fraca, muito apanhada. Médico a casa. Necessidade de antibiótico e mais isto, aquilo e o outro. E eu de roda deles.

Às tantas, recebo um sms. Vou ver. Era do meu marido que estava lá na sala, a avisar-me para não andar completamente de volta deles e para lavar as mãos.

E à noite eu já com frio, frio, a cabeça a incomodar-me. Fui trabalhar mas a sentir que não estava na forma normal.


Esta quarta-feira mais um dia de férias para ficar com dois dos pimentinhas. Mas toda eu arrepios, os olhos vermelhos, a arder, a cabeça a estalar, o corpo dorido.

Agasalhada, com chapéu (a minha filha deu-me um chapéu lindo), lá fui com eles para um parque infantil. O meu filho também de férias juntou-se-nos mas apenas com o mais novo porque a menininha tinha ido ao médico com a mãe, tosse, febre.

Para começar, quando lá cheguei vi que me tinha esquecido do telemóvel em casa. E o meu filho ainda sem chegar, se calhar a ligar-me para ver onde é que eu andava. Imaginei: vai ligar para o pai, o pai vai ligar e eu não atendo, vai ser logo um drama.

Lá fui com os dois irrequietos rapazes a uma pastelaria pedir se me deixavam telefonear. Felizmente tenho um papel mínimo, já meio gasto, com alguns números (porque não sei nenhum número de cor, só meu e o fixo de casa da minha mãe). Liguei ao meu marido. Atendeu-me furioso, que sou sempre assim, despistada, que já estavam fartos de me ligar e de ligar um para o outro, já preocupados, há mais de meia hora.

Passado um bocado, lá chegou o meu filho. Jogo de futebol, viril, sarrafada de criar bicho. Três pimentinhas e um pimentarolas, a jogarem a sério, com faltas, discussões. E eu enregelada.

Depois fomos lanchar. À chegada perto cá de casa, ainda aproveitaram para uma futebolada. E eu toda apanhada.

Ao fim da tarde, já sozinha em casa, enrolei-me numa manta e dormi, dormi. Não tenho feito outra coisa senão dormir. Acho que estou com febre. Dói-me a cabeça, dói-me o corpo. Já tomei um comprimido. Ainda não começou a fazer efeito. Se calhar mais daqui a nada vou tomar paracetamol.

Não sei se amanhã consigo ir trabalhar. Dói-me um bocado o peito, estou a ficar com tosse.


Gostava de ser capaz de escrever alguma coisa minimamente de jeito e não sei sobre o quê. Está a dar uma entrevista ao Júlio Isidro. É um homem inteligente e equilibrado. Mas não consigo prestar muita atenção. A sala está quente e eu super agasalhada mas não me passa o frio e o mal-estar. Também me está a doer a garganta.

A médica que foi ver o meu pai e o médico que foi ver a minha mãe acharam que mais valia ficarem em casa, em repouso, a beberem líquidos e a serem medicados, pois, disseram e vi na televisão, os hospitais estão caóticos.

Já lhes telefonei hoje umas três vezes. Parece que estão melhores. Mas agora está doente a senhora que vai lá a casa tratar da higiene e das refeições do meu pai e dar um jeito na casa. Tomara que não vá à cama, senão como é que ficam os meus pais?

Ai....


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As fotografias mostram arranjos florais que o florista Geoffroy Mottart espalha pelas estátuas de Bruxelas, fotografando-as ao abrigo de um projecto a que deu o nome de Fleurissements. Não têm nada a ver com o que escrevi. Só se for pelo facto de eu achar que era bem bom que me apetecesse ter flores a enfeitar o cabelo.

A música é um bocado mal empregada aqui mas é o que suporto ouvir. Trancrevo directamente do youtube:
"O Virgin Pure”, Hymn of Saint Nectarios, num arranjo vocal e musical de Vassilis Tsabropoulos
Voz: Nektaria Karantzi; Piano: Vassilis Tsabropoulos
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Um dia feliz para vocês, meus Caros Leitores, e saúde. 
Abifem-se e abafem-se a ver se escapam a esta malvada gripe. 

4 comentários:

bea disse...

melhorinhas de tanta doença. Isso é quase uma avalanche. Mas por vezes acontece.

Anónimo disse...

Abifem-se, avinhem-se e abafem-se, assim é que está correto.
E aconselho a UJM que se avinhe com um tinto bom da minha região da Bairrada, com moderação, vai ver que fica muito melhor!
Um Bom Ano!

UC

Anónimo disse...

a duas semanas penei das 10 da noite de domingo ás 5h30 no S.João para ser atendido, e no Sábado 3 horas em famalicão,como não fui com a cara da médica que saiu-me na rifa, vim embora e no dia seguinte, fui ao S.joão e finalmente só num médico particular é que comecei a ter melhoras, no meu caso tenho bronquite, uma semana não conseguia estar na cama, esperava pelas 5 da manhã para não parecer muito mal e ía passear, nessa semana devo ter dormido 10 horas.

tenho pavor da gripe, espero sempre fora, e olho pelo vidro para ver quando é a minha vez, nos serviços nesta altura

Bob Marley

não disse um Bom Natal ,mas desejo-lhe um Bom Ano, para mim este é para esquecer

Um Jeito Manso disse...

Ontem estava tão azamboada que nem agradeci... Obrigada pelo vosso cuidado. Parece que já me sinto melhor.