Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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terça-feira, setembro 06, 2016

Alô, alô Professores do meu País e Sr. Ministro da Educação!
Chega de estudos, reformas e grandes reflexões.
Não sabem como manter os alunos interessados e aumentar o aproveitamento escolar?
Eis a solução: a mesa-bicicleta!


Chega de lamúrias, de darem o caso como perdido, de pensarem que é impossível manter os alunos encafuados numa sala de aulas, cheios de uma energia que não podem extravasar e, cúmulo das impossibilidades, mantê-los com atenção à matéria. 

Chegue-se ao pé de um grupo de professores e a conversa é sempre a mesma: snif, snif, snif, somos tão incompreendidos, snif, nif, snif, não vejo a hora de poder ficar em casa. E, em vez de saírem do beco onde se enfiaram, mantêm acesa a cantilena em que se viciaram. Quais carpideiras, lamentam não terem condições, lamentam a instabilidade ou desadequação dos programas, lamentam a falta de educação que os alunos trazem de casa, lamentam tudo.

Pois bem.

Bethany Lambeth, uma simpática professora de matemática, também tinha problemas. Mas teve uma ideia. E, posta a ideia em prática, constata agora que as virtudes são mais que muitas. Gostam os professores e gostam os alunos. O filme abaixo mostra a ideia posta em prática.

E eu acho que vou adoptar isto também para o meu gabinete. Para além daquela ideia do outro dia para aliviar o stress, acho que isto é mesmo aquilo de que preciso para me manter em forma.


Transcrevo o texto de apresentação do vídeo.

An indoor cycling class or a North Carolina middle school?! An eighth-grade math teacher from Wake County, NC, was looking for a way to keep her students focused throughout the day and alleviate their need to fidget, which is when she thought of cycling. 


At the end of last year, Bethany Lambeth began using desk cycles in her classroom, and the results have been impressive. "Before, they were drumming on their desks, they were touching other people; they don't do that anymore. Their feet are getting the movement out," she told the local news station. "There has been a huge increase in the quality of our students' work and a decrease in the amount of missing work."


Even the students are loving this unique way to let out their energy and squeeze some fitness into their busy days. One student said that before 10 a.m., he pedaled 5.5 miles and burned 133 calories. Fidgeting is undoubtedly an issue for students at any age, and it sounds like this teacher has implemented a legitimate way to keep her kids focused.

Pode não resolver a macacada das burocracias extremas ou a inadequação de alguns programas mas se resolver o problema do comportamento na sala de aula, já não sera mau.

Passar o tempo lectivo a pedalar
ou
pedalar contra a desatenção



____

E já cá volto com a reportagem fotográfica do que andei a fazer ate às tantas.

....

6 comentários:

João L. disse...

Com licença, não queria incomodar, vou-me já embora mas era só para dizer que a Deskcycle até é baratinha e que está a ser adoptada por executivos de primeiríssima linha e, até, pelos tolos das bikes nos respectivos empregos para curar ressacas de abstinência de pedaladas. As desculpas pela intromissão. Era mesmo só isto. Espero não ter incomodado.
Ah, para encomendas é só ir a: http://www.deskcycle.com

Boas pedaladas, quer dizer boa noite e as desculpas pelo incómodo.

Um Jeito Manso disse...

Olá João!

Incomodar? Nada. Já me fez foi rir.

E não é que a deskcycle é mesmo baratinha...? estou mesmo capaz de arranjar uma coisa destas. E para si, já viu? Nem precisa de ressacar.

Uma boa noite, João!

bea disse...

Já me ri a imaginá-la em actividade no seu escritório: um pandemónio de pés e mãos a par de ideias luminosas.

P. disse...

O que esta malta que vive nas cidades inventa é incrível! Não lembra ao Diabo! Ainda esta manhã, quando passava, como sempre faço todas as manhãs, pelo Guincho até Cascais, lá vi várias pessoas, muitas delas mulheres, de todas as idades, a andarem de bicicleta, num sentido e noutro. No caso vertente de hoje, chamou-me à atenção duas senhoras já idosas, muito perto dos 80entas, em cima de uma bicicleta e por ali iam, em animada conversa. Uma das coisas que registo de amigos e familiares que vivem na cidade é aquela necessidade de, ao fim de semana, sobretudo quando faz bom tempo, sair para qualquer lado, praia ou campo, numa espécie de necessidade de se libertarem do "caixote" e da cidade. Uns vizinhos nossos, que viviam em Lisboa, um dia fartaram-se e decidiram comprar uma casa aqui e como nos diziam, já passam mais tempo por aqui, onde têm o mar e a serra de Sintra por perto. E por aqui se dá uns belos passeios de bicicleta, até mesmo ao fim da tarde, quando se regressa a casa, ou com os cães, quem os tem, ou só pelo simples prazer de o fazer, para descontrair. Não é por acaso que muita gente, embora ainda uma minoria, decidiu sair da "comodidade" citadina para ir viver noutros locais onde a vida é mais pacata, permite passeios a pé ou de bicicleta a qualquer altura, longe da confusão da grande urbe. Como o trânsito, o ruído, etc. E nem nos passa na cabeça aderir a semelhantes invenções, como essa da deskcycle. No fim de contas, há muito lugar para onde ir viver fora da cidade (no caso de Lisboa, mas não só) e perto, meia-hora ou pouco mais. São opções. temos o exemplo dos tais amigos e familiares que só de pensarem sair de Lisboa morrem. E lá vão, todos os fins de semana por entre o costumeiro trânsito para a Caparica, Sesimbra, ou outros sítios, até mesmo o Algarve, a um fim de semana! São opções. Nós decidimos um dia dizer basta e mudámos, de vez, para onde hoje vivemos, perto do mar e da serra.
P.Rufino
PS: quanto ao tal restaurante que mencionei outro dia, as minhas desculpas pelo erro da rua, que não era da Misericórdia, mas do Alecrim. É o Palácio Chiado, bem conhecido de muitos lisboetas, onde se é bem recebido e se pode comer bem e barato, naturalmente dependendo da escolha, mas genericamente os preços são aceitáveis. Hoje não vi os sofás da outra vez (?).

Um Jeito Manso disse...

Olá bea!

E ainda falta uma ocupação física para a cabeça. Talvez uma bola macia, suspensa, tipo pêndulo, para eu ir dando uns toques de cabeça quando ela passar perto de mim...

Ideias luminosas isso é que já não sei...

Um bela quarta-feira para si, bea!

Um Jeito Manso disse...

Olá P. Rufino,

Obrigada pela indicação do restaurante. Para a semana devo ir para esses lados, até é capaz de calhar bem.

De facto, a escolha do lugar da sua casa foi na mouche. Tem o melhor dos mundos. Houve uma altura em que quisemos mudar mas os meus filhos já eram adolescentes e fizeram um tal finca pé, não queriam mudar de escola, mudar de amigos, namorado ela que já namorava, ele praticava andebol e também não queria mudar de clube. Fizemos-lhes a vontade.

Mas, enfim, vamo-nos adaptando às circunstâncias e procurando ter praia e campo e cidade nas doses certas. Pode é ser mais díficil lá chegar...

Uma boa quarta-feira, P. Rufino!