Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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quinta-feira, julho 28, 2016

As sanções inexistentes e as reacções catatónicas de Cecília Meireles e Miguel Morgado.
O never ending Caso Marquês e as estonteantes luminárias José Gomes Ferreira, Micael Pereira e um pardal de que não registei o nome que a SIC trouxe à cena para testarem a paciência do Rogério Alves e do João Araújo.



Esteve bem Antóno Costa quando se manteve seguro da sua razão ao defender Portugal do tratamento absurdo, ridículo e até pueril por parte da camarilha burrocrática ancorada em Bruxelas: que viesse um cêntimo que fosse de sanção que ele lhes diria o que é que era bom para a tosse. Que avançaria com um processo, disso estivessem certos. E tal o peito feito com que o disse que ninguém duvidou de que o faria.

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As galinhas, os papagaios, as meninas que se borram de medo ao primeiro abre-olhos da perceptora, as virgens ofendidas que não abandonam a naftalina que a elas se colou, os vendidos e os lambe-cus logo se puseram do lado dos homens do garrote e logo peroraram: que este governo não merecia confiança, que este governo andava a atrair o diabo, que com eles não haveria sanção nenhuma. 
Desavergonhados, a fazerem de conta que o que estava a ser avaliado pela camarilha não era o resultado da sua governação pafiosa.           
(Desavergonhados - disse eu?)

Pois não sei se estou certa ao achá-los desavergonhados. Desde que esta tropa fandanga se uniu em torno da ambição de um certo cão com pulgas e de outros ávidos de poder para derrubarem um programa de recuperação aprovado por Bruxelas (e agora, interesseiramente, até me vou fazer de esquecida do fatídico papelão a que o PCP e o BE também se prestaram) que alimento esta dúvida metódica: são desavergonhados, mal-intencionados ou, simplesmente, burros que nem portas?

Desde sempre me inclino para esta última hipótese: burros. Burros encartados.

Agora caíu-lhes em cima, outra vez, o cuspo que andaram a atirar para o ar. Sanções = zero

Parece que aquele do nome intragável e que parece que bebe vinagre às colheres já veio vomitar azedume com uma cara que parece ela própria regurgitada. Comeu e não gostou. Azarinho.

Claro que, no meio daquela basbaquice, para parecerem que são inteligentes, aqueles comissários de meia tigela lá vieram armar-se em compreensivos e, como quem não quer a coisa, para não aparecerem aos olhos de toda a gente como uns atrasados mentais, embrulharam a decisão com meia dúzia de vacuidades celofânicas. Querem mostrar que estão vivos. Deixá-los. Que sejam parvinhos à vontade. A seu tempo serão varridos de onde estão.

Pois bem. Face a esta boa notícia de que, depois de muito ladrarem, os comissários da treta regressaram à casota com as sanções entre as pernas, qual a reacção das inúteis e nacionais pafianas criaturas?

De gargalhada.
(Mas, também, que outra coisa seria de esperar?)


Do lado do CDS, apareceu aquela que, coitada, não tem culpa de ter cara de má, de bruxa amarga: a Cecília Meireles (quando falo nela tenho sempre que ir confirmar, não vá estar baralhada e a dar-lhe o nome da poetisa de tão bom nome). Nem sei bem o que é que saíu daquela boca ressabiada, parecia que estava agoniada com a notícia. Se calhar, nem percebeu bem o que se tinha passado. Falou como se estivesse a dar uma lição de moral mas não se percebeu quem era o destinatário nem qual a mensagem. Um acto falhado, portanto.



Do lado do PSD, apareceu um que mais tem cara de delinquente (ou de polícia infiltrado no bas-fond), coitado que também não tem culpa (mas o fácies não costuma enganar...): era só desarrumar-lhe um bocado a roupa, vestir-lhe uma tshirt pintarola, fazer-lhe umas tatuagens pelos braços acima, enfiar-lhe um piercing no canto da boca e calçar-lhe uns ténis maneiros que não tinha que enganar. Chama-se Miguel Morgado e bolsou um palavreado mal-enjorcado, sem inteligência nem articulação lógica. Também não conseguiu avaliar a situação. Mais parecia um actor que ali estava na decorrência de um casting falhado: ou se enganou no vestuário ou desatinou com o texto. Não se aproveitou nada. É que nem deu vontade de rir, só pena.


E é isto a oposição que sobrou: uns desenquadrados, incapazes de perceberem o que se passa à sua volta, apenas ainda presos à vontade servil de bajular aqueles que ainda encarnam os ideais liberais que sonharam para Portugal, muitos dos quais bebidos de luminárias que, em seu tempo, instruíram as hostes laranjas (João Duque, por exemplo; e não falo talvez do principal porque esse já não está entre nós).

Como ilustre professor dos descerebrados pafiosos talvez seja justo incluir também o putativo primeiro-ministro, o fantástico José Gomes Ferreira, que não se cansa de enunciar as medidas do seu putativo governo.

A propósito: esta quarta-feira à noite lá tivemos o fantasioso artista, falando a partir de Faro, opinando sobre PPPs e autoestradas e decretando que se dizem que há fumo, é porque há fumo e, se dizem que há fumo, é porque há fogo e se há fogo não é preciso mais nada, está tudo provado. Sócrates meteu a unha. Onde, como, a que propósito, a troco de quê - isso não interessa para nada. E, em conjunto com o Micael Pereira do Expresso e com uma apardalada figuroca de quem nem fixei o nome, disseram tantos, tantos disparates e alarvidades a propósito do caso Marquês e da personalidade de Sócrates que o meu marido não teve a paciência de santo que vi a Rogério Alves e João Araújo e, depois de os mandar para sítios feios, mudou de canal. Xô!



E eu pergunto: como é possível a SIC juntar tão indigentes opinadores com duas pessoas inteligentes e articuladas? O que pretende? Tornar a SIC num sucedâneo do Correio da Manhã TV? Testar até que ponto resistiriam os dois ilustres advogados antes de atirarem um copo de água à cara dos flausinos ou recusarem-se a falar mais se dessem mais canal ao José Gomes Ferreira (que cada vez mais parece um vendedor de banha da cobra jornalística)?


Não há pachorra. Mas lá está: penso que têm desígnios mal confessados mas, às tantas, também não têm, às tantas também é só burrice da parte de quem engendra estes programas. Burrice da grossa. Inclino-me para isso. Estes são os tempos em que ainda há carradas de burros em lugares de decisão. Aos poucos irão sendo corridos mas, até lá, ainda haveremos de ter que continuar a assistir a isto: burrices atrás de burrices. Se calhar, temos que aprender a pacientar. Ainda mais.

Ou não.

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E agora aceitem o meu convite e desçam até ao post seguinte onde refiro a angústia que testemunhei no rosto de uns pais assustados com a deriva do seu filho, e onde falo também de Adel e Ali a propósito dos perturbados que têm espalhado o terror na Europa.

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1 comentário:

P. disse...

A nossa Direita actual, PSD/CDS, é um vómito. Gostariam que as sanções se tivessem aplicado, lá no fundo do coração, para piorar a situação económica, logo política, do país e procurarem rentabilizar com isso. A Meireles, o Morgado e quejandos, como os "porta-vozes deles na comunicação social" são politicamente abjectos.
Entretanto, há pouco, outro troglodita dessa Direita, o Nobre Guedes, perorava umas aleivosias que metiam nojo, quando sorridente e contente, fazia a apologia do cabotino do Schaubler, nesta história das sanções, deixando a esperança de que em Setembro/Outubro o ordinário alemão imponha algum “sangue” por aqui. Quanto ao imbecil do Eurogrupo, só espero que seja corrido nas próximas eleições, de 2017, no seu país. Um cab…que de social-democrata só tem a sigla.
Esta UE por este caminho vai acabar por implodir. E poucos chorarão pelo seu fim.
P.Rufino