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domingo, maio 29, 2016

Atenção ao método usado para os aumentos penianos!
(Depois não digam que não avisei)


E mais outra. Isto de estar num retiro em que praticamente não vejo televisão (e agradeço as dicas, meus Caros Leitores, sei que poderia subscrever cabo por satélite, mas é que não queremos mesmo, não consideramos que o pouco tempo que cá estamos a ver televisão justifique uma assinatura com custos fixos mensais) tem o seu lado positivo.

Ou vê-se o que há e fica a conhecer-se a indigente oferta dos canais generalistas, ou desliga-se, lê-se, ouve-se música, uma paz. E o que tenho dormido? Acordo tarde e a seguir ao almoço deixo-me outra vez dormir. Dá ideia que o meu corpo, volta e meia, precisa de fazer reset. Que descanso.

Portanto, conforme referi no post abaixo em que falei das parangonas que apenas vi de través a propósito do rangélico Assis (que, num relance, me pareceu despeitado e a ranger os dentes à má fila), quase não sei a quantas andamos. E, do pouco que espreito, logo concluo que não estou a perder grande coisa.

Mas no outro dia, na televisão, assisti a uma conversa que me deixou a pensar. Ele há riscos que se podem correr e que, se calhar, as pessoas nem estão bem alertadas. Vão em cantigas e depois ainda se metem em sarilhos. E, então, eu aqui que sou toda fervorosa do serviço público e que, de boa vontade, me disponho a prestá-lo, cá estou a lançar os avisos que a comunicação social deveria lançar mas não lança.

O tema, nada de enganos, não tem a ver com aquela velha questão metafísica para a qual a ciência ou a filosofia ainda não conseguiram encontrar resposta: Does size matter?


Num outro fórum talvez a questão pudesse ser debatida e eu não sou de me furtar às discussões mas faltam-me aqui arguentes para me darem luta e, portanto, não me detenho nessa questão (com que me parece que são sobretudo as pessoas com falta de assunto que se entretêm) -- e passo directamente ao tema que aqui me traz.

A questão é que, no outro dia, vi o 5 para a Meia Noite com a Marta Crawford. Tinha lá, como convidado, o Dr. Biscaia Fraga, cirurgião plástico. Como estava a escrever no blog, não estava a prestar muita atenção. Mas, às tantas, percebi que ele contava que há muitos homens a procurá-lo para mudarem o aspecto e as dimensões do pénis, que nem ele se tinha apercebido da importância que isso tem para os homens. Pareceu-me que essa sua especialidade se vem tornando um hit: aumento peniano, aumento este que não é coisa qualquer. Leio no site: aumento tridimensional


Referiu que, às vezes, a coisa não tem bem a ver com o tamanho do dito cujo, ou seja, que alguns têm é muita gordura na zona circundante e que basta tirá-la para a pilinha aparecer. 

Mas não é sobre isso que aqui estou a prosear que isso seria tema de interesse demasiado exíguo para o meu gosto.

A questão é que, diz ele, agora a coisa já não funciona tanto à força de implantes, que agora é mais tirar de um lado para pôr onde falta. Por exemplo, se a zona abdominal está carregadinha de gordura, pois tira-se de lá e aumentam-se nádegas, maçãs do rosto, lábios, seios. Este exemplo no caso das mulheres (ou, até, quem sabe?, de homens que preferem parecer menos viris; veja-se o ex-conde José Castelo Branco, todo com maçãzonas do rosto, beiçolas iguais às da Srª Dona Lady, glúteos redondinhos como os de uma patinadora no gelo). 
Não sei como é que isso de passar gordura de um lado para o outro se faz, se tem que se abrir mesmo, corta e cose, ou se pode funcionar em regime de transfega pelo sistema dos vasos comunicantes, uma mangueirinha da barriga para os lábios, até os lábios estarem bem insuflados. Mas adiante, que esse não é o tema.
O ponto é este. Diz o senhor doutor Biscaia Fraga que algumas senhoras o procuram a dizer que voltaram a ganhar peso mas que já não engordam no pneu, como antes, mas, sim, nos peitos. Simples, explica ele: pois se passou as células adiposas para os seios, agora quando engorda é lá que se nota. Elementar.

E, então, eu fiquei a pensar. Vá que um cavalheiro acha que tem um penisinho muito pininim e que vai ao Dr. Fraga pedir para lhe passar um bocadinho de enxúndia da pança para o pequeno membro. 

Sai de lá todo contentão, Uau, que grande péni que eu agora tenho, agora, sim, posso ir à luta! 
(Digo assim porque há pessoas que dizem téni, como singular de ténis e, portanto, também devem referir-se ao coiso como péni)
e assim anda, durante algum tempo, todo deliciado ao espelho, Ai, coisa tão grandiosa. Nem preciso de falar que ele fala por mim, é tão eloquente...!

Mas vá que um dia se desleixa e volta a engordar e, com estupefacção, vê o seu mais que tudo, o menino mais lindo do papai, o penão, transformado numa bola gorda, numa big fat ball, uma bola de ténis humana XXL, quiçá até de rugby. Já se imaginou tal desconformidade...? Credo.

Portanto, Caros Leitores do sexo masculino, caso andem descontentes com a configuração, esbelteza ou comprimento do vosso pirilau não vão na conversa de o enxertar com células adiposas porque, caso dêem em engordar, nunca se sabe onde é que a coisa poderá ir parar. 


Depois não digam que a Sta UJM não vos avisou...

___

E não é que o senhor tenha alguma coisa a ver com o assunto (acho eu), mas, se me permitem o convite, queiram descer para o amarelo e rangélico Assis que iria bem de braço dado com a Miss Cambalhotas Leite. Um par de jarras que enfeita bem o regime. 

...

2 comentários:

Rosa Pinto disse...

Reforço essa sua preocupação.
Então com o colesterol todo o cuidado é pouco.
Por um lado o comprimido anticolesterol ...por outro, diz na bula, que faz diminuir a potência...é como nos carros, depois há chapa mas falta o motor!
Cuidado!

Claudia Sousa Dias disse...

Cara UJM, tenho de lhe dizer que o plural do dito cujo é...penises! Então não se lembra das lições do Diácono Remédios do Herman Enciclopédia :-D


Um bom resto de domingo!


CSD