Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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domingo, maio 29, 2016

Francisco Assis também já anda de tshirt amarela a clamar pela liberdade dos meninos andarem num colégio privado em vez de irem para a escola pública do bairro?


Pergunto. Só pergunto. Mas não me admirava nada. Ele e a Miss Cambalhotas Leite*, os dois de mão dada, a defenderem os subsídios aos colégios mesmo havendo escola pública disponível na zona. Não me admirava nada.


Não li nem ouvi a entrevista do dito, nem é criatura que me desperte pitada de interesse. Francisco Assis, do que lhe conheço, é daqueles seres inconseguidos que queriam ser mas não são, queriam que gostassem dele mas não gostam, queriam que o escolhessem para qualquer coisa mas não escolhem. Se ainda houvesse a moda de uns irem buscar outros para dançar e fosse ao contrário, as mulheres a escolherem os homens, o Assis seria daqueles a quem mulher alguma ia buscar. Não tem graça, não tem sentido de humor, é um maçador, e, para além disso, dá ideia que não consegue tirar um pé do chão.

Talvez por isso, sempre que pode, vinga-se.

Ora, como a comunicação social que temos (especialmente a que pertence ao redil do militante nº 1, o datado Balsemão; mas não só, porque ninguém lhe quer ficar atrás, namely o DN ou o Observador ou as televisões papagueadoras), não faz outra coisa senão andar a ver se desencanta múmias, mesmo que paralíticas, para andarem a dizer mal do governo do António Costa, dando primazia aos dissidentes e amarelos, eis que o Assis, todo contente, logo se prestou ao número.

Assis: É "uma deturpação da realidade"
dizer que Passos é neoliberal


Do que vejo nos títulos e parangonas, disse mal do governo do Costa e, de caminho, disse que, bens vistas as coisas, o Passos Coelho não é neo-liberal e que, que ele saiba, as vacas não voam. Boa, Assis. 


E o Cavaco, conta lá: um estadista do melhor que há? E a Maria Luís, é meu, diz lá: uma nobelizável nas finanças? 


Ai, Assis, Assis, a que triste figuras te prestas, rapaz... E para quê? Julgarás que te tornarás mais amado....? Não. Não penses nisso. Roma não paga nem jamais pagará a traidores. Se bem que tu, a bem dizer, não é bem traição, pois não?, é mais uma descontrolada pirraçazinha, uma vingançazinha mal atamancada, um descontrolo emocional, talvez até  um excruciante ataque de rangelite, uma histeria contida que de vez em quando se manifesta, um padecimento recorrente, uma coisa assim nessa base. É isso, não é, ó Assis? Vá, confessa.


Em qualquer época ou regime há sempre personagens destas. Ressabiados, despeitados, padecendo de dor de cotovelo ou de corno, eis que desfilam a sua prosapiosa figura à espera que alguém lhes dê palco. Mas, enfim, dão bons personagens literários ou de filmes cómicos, mas hélas, não ficam para a história. Temos pena, Assis.

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* Já agora, por falar na Miss Manuela Cambalhotas Leite, permitam que vos mostre a Senhora numa intrépida manobra acrobática (e daqui agradeço ao Leitor que me enviou o link)

           As cambalhotas de Manuela Ferreira Leite sobre a Escola Pública, os contratos de associação e as ideias que (alegadamente) já não tem idade para mudar - mais uma produção de Luís Vargas.



É assim, em épocas de mudança aparecem sempre anedotas destas, de um e outro lado das trincheiras.

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Disclaimer


Eu ter falado do Assis no mesmo dia em que falo de aumentos de pénis a partir dos próprios tecidos adiposos é mera coincidência. 

Por isso, suas mentezinhas perversas, façam-me o favor de não se porem para aí a conjecturar que isto é alguma indirecta para o distinto deputado amarelo -- digo europeu, sorry

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E tenham, meus Caros Leitores, um belo domingo. 

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1 comentário:

P. disse...

Francisco Assis é um despeitado. Um pobre Diabo. Um perdedor. Mas, sobretudo, um conservador que devia era, se fosse honesto, rasgar o cartão do seu Partido (PS) e juntar-se ao PSD. Um tipo de má fé, cheio de raiva anti-Costa, que escreve coisas patéticas, que ninguém, a não ser a Direita, leva sério. Bem fez A.Costa (o homem é imparável nos debates na A.R!) em não lhe dar nada.
Quanto à MFL, o que me impressionou, negativamente, neste seu comentário sobre as decisões do actual M.E foi a pobreza dos seus argumentos. Chega a ser confrangedor! MFL já teve o seu tempo, é altura de se reformar.
No fim de contas, a Direita vai-se revelando, na forma como “esgrime” esta questão, do Ministro da Educação, não conseguindo esconder a questão ideológica.
O grande receio da Direita é simples de compreender: se amanhã o Estado conseguir proporcionar escolas em todos os distritos, concelhos e freguesias, com qualidade e bem-estar, grátis, pergunto-me o que sucederá às tais empresas privadas do ensino, vulgo escolas privadas (algumas da Igreja)? Sobreviverão? Talvez, mas quantas? Um número diminuto, quero crer.
P.Rufino