Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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domingo, abril 24, 2016

Passos Coelho ama Sócrates (que deu em dizer mal do Costa) e não gosta dos jornais que tentam calá-lo.
Ricardo Salgado pagava a umas centenas de amigos que espalhavam likes pelos jornais e televisões
(mas, então, qual a novidade? De que outra forma se consegue motivar os comentadores avençados e os influentes políticos?)
Ângelo Correia teve uma offshore no Panama mas diz que não se lembra
O Daniel Bessa aposta um jantar com António Costa em como ele vai ter que aumentar o IVA
((cá para mim, o Daniel Bessa anda a posicionar-se para ser o sucessor da cassandra Medina Carreira)


E é isto. 

Se quiserem saber mais, vão comprando o Expresso ou ouvindo a SIC que pode ser que eles, um dia, digam qualquer coisa para além dos títulos. Mas vou já avisando: eu não teria muitas esperanças. A julgar pelo que vou sabendo, as probabilidades são diminutas. Aquilo ali é mais palha que outra coisa.

Como já disse várias vezes, não apenas deixei de comprar o Expresso como praticamente já não vejo a SIC. Só se lá for parar sem dar por isso mas, mal percebo onde fui cair, logo de lá me tiro.

Parangonas, correio da manhãzices, insinuações, cassandrices, comentarolices, bla-bla-bla e pouco mais. 

Em tempos e durante muitos anos, no Expresso, pensei que por ali se praticava bom jornalismo. Mas a coisa foi decaindo. Ainda acreditei que aquilo era fruto da desqualidade do Henrique Monteiro ou da vaidade pacóvia e, mais tarde, dos fraternais ciúmes do mano Costa. Mas chegou a um ponto em que não aguentei mais. E a verdade é que o mano Costa deu lugar ao Pedro Santos Guerreiro e, pelos vistos, a coisa não mudou. Pelo contrário, parece que, no Expresso, aquilo é quase só o embrulho.


Manipulam, induzem, fabricam, tentam levar a opinião dos leitores ao redil onde ex-Bilderberg, fundador Nº1 do PSD/PPD quer os clientes bem arrumadinhos e, como chamariz, fazem títulos em que anunciam grandes revelações. Quem vai no engodo, chega e vê que, afinal, zero, revelações zero e, como sempre, grande parte do restante está infestado pelos defensores da linha lapariana, austeritária, perna aberta aos mercados e castigadora para com trabalhadores (que esses, coitados, mal piem, logo desencadeiam, no Expresso e na SIC, toda a espécie de previsões de hecatombe generalizada).

Mas não eu, não vou no engodo, não senhor. Abri agora o Expresso online para confirmar aquilo que vou sabendo por interpostas pessoas. Tretas. Pelo meio um ou outro artigo que se aproveita mas, na generalidade, uma pobreza jornalística.

E, portanto, a mim não me enganam eles com aquelas titulhices em que prometem a revelação de segredos cabeludos só para ir atraindo o pagode, E quero é que o Sr. Balsemão e os seus amigos procriem muito uns com os outros (e digo assim em vez de usar a f-word porque acho que seria um desperdício usar são carinhosa palavra com tão fracos destinatários)

E, para terminar, pergunto: para quando um novo órgão de comunicação social? Coisa decente, profissional? Não haverá quem se afoite a apostar num novo projecto? 

Mercado não falta. Mão-de-obra qualificada também não: com tanto bom jornalista desempregado, rapidamente se reunia uma equipa de luxo. 

Se me saísse o euromilhões, podem estar certos que seria coisa em que investia sem hesitar.
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PS: Lamento a generalização que fiz. Sei que há gente qualificada, independente e digna quer no Expresso quer na SIC. Mas a má moeda expulsa a boa moeda. Nada como a mediocridade para ofuscar a qualidade. E, quando se vende um produto contaminado, a má impressão estende-se a todo o produto.
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E sigam, por favor, até ao post abaixo para uns momentos de humor em redor de Shakespeare.


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