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sexta-feira, abril 29, 2016

Para o chefe da Princesa Bafienta, um Cigarette Duet com cheirinho
-- se ela quiser, também pode atirar-se para o paf-charco onde, aliás, parece que os pró laparianos estão a sentir-se muito bem.


Não sou espetadora assídua, só de vez em quando. E mesmo quando espeto é em doses homeopáticas. Também sou um bocado alentejana apesar de não ter raízes por lá. Mas como tenho avós algarvios, se calhar é isso. A coisa deu-se há dias e só agora caíu a ficha. 
Não. Não foi isso. Deu-me pena. Pensei: 'Coitada' e, por isso, resolvi que não ia tocar no assunto.
Mas hoje resolvi que sim. Mas não é por ela, coitada, não merece que a gente fale sobre o assunto, acho que mais vale a gente fingir que não viu. Ocorreu-me usar a palavra caridade mas isso podia soar a maldade e, a sério, acho que maldade grande já foi a que o chefe dela lhe fez, já chega.

Por isso, este meu texto não é para ela, coitada, a sério que não. Este texto é para o chefe dela, aquele a quem o André Gustavo -- que não sei se foi apanhado no Lava-Jato ou não -- tratou da campanha eleitoral. Ele, o láparo maldoso, para discursar no 25 de Abril, a Assembleia à pinha, as televisões a filmarem, é que mandou aquela pobre coitada para os cornos do toiro.

E ela, coitada, com aqueles olhos de quem toma muito drunfo e sabe-se lá que mais, subiu ao parlatório e, com aquele seu ar que tenta, com a veemência, disfarçar a insegurança, para ali leu um chorrilho de disparates, adjectivos bafientos, salazaristas. Um despropósito, um desatino. Coitada.

Mas, como disse, não vi tudo. A televisão apanhou-a a meio e o meu marido disse: 'olha para isto, mal consegue abrir os olhos, e ouve só a conversa dela'. Tentei mas nem percebi de que é que ela estava a falar. Aquilo foi coisa escrita numa altura em que não estava em grandes condições, coitada, e o sacana do láparo, em vez de a ajudar, deixou ir assim mesmo. Não se faz. Por isso, desviei-me, não quis ver. Deu-me pena. Porque é que aquele ali não mandou avançar o enxúndias, o cão com pulgas, o joker ou o puto charila? Mandou aquela pobre coitada porquê? Não achará que queimada e mais que queimada já ela está? De facto, há pessoas cujo carácter se vê na forma como se tratam os mais desvalidos. 

Por isso, este texto é para ele, o láparo. Ela, se quiser, pode ir à boleia, pode ser que um banho de água fria lhe faça bem. Os dois para o banho. Aliás, estou certa que ao Presidente Marcelo vontade não deve ter faltado de lhe dizer: 'Ó minha senhora, vá dar banho ao cão' ou, a ele, ao salazarista e bafiento láparo: ''A que propósito é que em vez de ter ido dar banho ao cão, resolveu expor a loura a esta banhada? Isso faz-se? Acha que isso é de homem? O outro gabou-se de o ter posto aqui, como se tivesse feito um lindo serviço, mas não senhor, não fez grande trabalho, não senhor, não conseguiu fazer de si flor que se cheire. Olhe lá, não estará na hora de ir pregar para outra freguesia, de ir abrir portas lá para o império dele, do seu amigo banqueiro, o vai-estudar-ó-relvas? Vá. Xô!'

Uma miséria, este PSD.

Princess Chelsea - The Cigarette Duet

 

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