Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

terça-feira, fevereiro 23, 2016

Não há vida para além do Orçamento? - pergunto.
E pergunto à TSF, à SIC, à TVI, à RTP, todos esses que, com tanta conversa da treta levada a cabo por tanta gente desqualificada, ainda não perceberam que andam a dar tiros nos pés, uns atrás dos outros.


Nas televisões todas, o mesmo: enxames, resmas, paletes de comentadores, os jornalistas também transformados em comentadores, toda a gente a opinar, à boca cheia (e, a maior parte, com a cabeça vazia) sobre economia e finanças. Fulanos e fulanas que não devem ser capazes de somar 2 e 2 para ali estão, ensarilhados na aritmética mas armados em técnicos de finanças públicas. Todos opinam, todos baralham e dão de novo, pontapés nas rubricas em catadupa, uma confusão pegada sobre as regras mais elementares da aritmética -- mas não faz mal, no meio da confusão, vale tudo. Em suma (e desculpem a franqueza): uma porcaria de comunicação social que não se pode ver, uma intoxicação, uns fazedores de trapalhadas mentais - em geral e em suma, uma cambada.

E à hora de almoço, de carro, ouvi a abertura do noticiário da TSF e quem é que lá foi plantado (provavelmente a ver se pega de estaca)? Passos Coelho! Quem mais?! Mais de 4 minutos! Bacoradas do princípio ao fim, um exercício verbal que deveria ser analisado por um psiquiatra para ver se o fulano é um mentiroso vulgar ou se é esquizofrénico ou se qualquer outra coisa ainda pior.


Aguentei só para ver até onde ia a pouca vergonha dele e a da TSF. Quase 5 minutos. Desliguei de imediato e passei para música. É que uma pessoa podia não concordar mas enriquecer a perspectiva ou aprender qualquer coisa, ouvindo-os. Mas não: desinformação pura do lado da TSF e um puro exercício de falta de vergonha do lado do Passos Coelho.

E o que eu digo é: se o PSD não correr rapidamente com esta sinistra figura, de uma coisa podem estar certos -- nas próximas eleições, o partido valerá tanto como o CDS. Ou seja, desaparece tal como o CDS. Tende para a mais absoluta irrelevância. 


E se a rádio e a televisão persistirem neste banho de PàFs, bem os seus trabalhadores podem começar a ver se arranjam outro tipo de emprego -- porque isto não vai acabar bem. As audiências devem tender a diminuir à força toda. Estes gestorzinhos de meia tigela ainda não devem ter percebido que, com estas opções perdedoras (quem é que ainda está para ouvir o desqualificado Passos Coelho ou estes comentadores a metro?), não tarda estão sem audiência e, sem audiência, não há publicidade e, sem publicidade, não há receitas.

[Apre que nunca pensei que houvesse tanta gente incapaz neste país.]

___

Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma boa terça-feira. 
(E daqui a nada já cá volto. Tenho um outro post praticamente pronto mas estou perdida de sono, não sei se aquilo está, ao menos, bem formatado. Mas me aguardem.)


1 comentário:

Anónimo disse...

Essa gente nem tem formação académica em economia, nem experiencia que nao seja de bla bla. Mas armam-se em sabichões, apenas porque de vez enquando fazem uma perguntas a alguns deles.
Porque não falam antes de medicina já que tambem se auto-medicaram alguma vez para tratarem uma constipação?
Ou porque nao falam de antropologia porque passam a vida a entrevistar fosseis '
ummsjeito+