Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

quarta-feira, janeiro 27, 2016

Maria Luís Albuquerque, a Pinóquia, está bem para Cavaco, el-rei das Cagarras


Ouvi a Marilú e custei a assimilar. Estamos quase no carnaval e admiti que se estivesse a fazer passar pela Pinókia, a chefe do Láparo. Mas não, Pinókia então e Pinókia forever.

Antes prometia o que sabia que não podia cumprir e agora, com aquela sua deslavada cara de pau, veio lamentar aquilo que sabe que é da sua responsabilidade.

Refiro-me à sua estuporada intervenção lamentando a impossibilidade de devolver a sobretaxa dados os resultados fiscais alcançados. 


Maria Luís “desiludida” por não receber a devolução da sobretaxa que tinha anunciado

Alguém lhe devia dizer para se deixar ficar calada, de preferência escondida debaixo do tampo da secretária na Assembleia da República. Ou, até, dada a época carnavalesca, que se mascare de banqueira malévola ou, se quer fazer-nos esquecer a sua passagem pelo Ministério das Finanças, que se apresente no hemiciclo armada em enfermeira sexy ou em coelhinha do Playboy. Qualquer coisa desde que não nos apareça mais à frente feita desavergonhada. É que, se continua a mostrar que ainda acha que os outros são parvos, arrisca-se a que alguém lhe atire uma bicha de rabear para os pés para ver se ela não vai a correr, corredor fora, aos ésses, com a bicha a rabear atrás dela -- ai não que não vai. 

Não é que a senhora seja sonsa que isso já seria desagradável - não, é pior: não tem mesmo uma boa relação com a verdade. É daquelas pessoas de quem se deve guardar distância. Não tem consciência moral nem aprende a estar calada. É má, sem vergonha e descarada. Chiça para a mulher. Credo.

Depois há o Cavaco, essa incómoda figura que se plantou na nossa democracia. 


Chegou como se viesse por acaso, foi ficando, foi dando cabo do país, tudo sempre como se não fosse com ele. Depois foi-se embora debaixo da hostilidade geral do país.

Passados uns anos ressuscitou e, graças à falta de jeito do PS em gerir a questão presidencial e à dificuldade das esquerdas em unir-se, conseguiu alcandorar-se à Presidência da República. Aí foi a saloice que se viu, sempre a auto-citar-se, sempre a atacar aqueles com que não concorda, mau todos os dias, ressabiado, uma daquelas pessoas com maus fígados, até deve ter mau hálito -- desagradável, o homem. 

E depois a Primeira-Dama Cavaca que, como o Leitor ECD disse em comentário abaixo, para além de bimba é metediça. Um atraso de vida, este casal presidencial. 

O homem não foi capaz de interpretar o sentir do país, não foi capaz de reagir quando se impunha, não foi capaz de defender o país, nada. Não descansou enquanto não infernizou a vida a Sócrates, não descansou enquanto não o viu pelas costas.

E depois não se percebe se aquilo foi só matarruanice dele ou se está agarrado de alguma forma -- a verdade é que não foi capaz de se mostrar acima dos interesses do PSD e CDS. 

E já nem falo das cenas do BPN nem das inventonas das escutas nem da incompreensível birra por causa do estatuto dos Açores nem de nada disso, que já não vale a pena. 

O que sei é que a rejeição é generalizada: Cavaco está num total estado de isolamento face ao país. Praticamente ninguém gosta dele e ele também não parece gostar de ninguém. 

Agora, a poucos dias de nos vermos livre dele, ainda veio feito mete-nojo a vetar aquilo que está mais que farto de saber que vai ter que deixar passar (adopção por casais do mesmo sexo e alterações à lei da IGV). 


O Presidente devolveu ao Parlamento o diploma que permitia a adoção por casais do mesmo sexo e as alterações à lei da interrupção voluntária da gravidez


Dá ideia que é mesmo só para chatear, que irá até ao último dia a provocar os deputados de quem não gosta, a picar os partidos que, por ele, estavam era a dar banho ao cão.

Não se aguenta. Mas é que não se aguenta mesmo tal pacóvia e aborrecida figura.

Sai com a popularidade nas ruas da amargura, toda a gente a querer vê-lo pelas costas, desejando que saia de cena, que não chateie mais, que vá curtir a reforma para a Coelha ou para onde quiser e que não chateie mais. Chiça para o homem. Credo.

....

A única coisa boa destas duas fracas figuras são os fantásticas imagens que o Kaos fez com eles. Gente tão má (como a Marilú ou o Cavaco) é uma inspiração para quem tem sentido de humor e prazer no uso da ironia. 
..

Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma quarta-feira muito boa.
  Enjoy.

4 comentários:

Anónimo disse...

Essa Maria Luís é um asco! Até a voz dela me enerva.
Acabo de ler no Publico on-line que "Bruxelas não aceita o Orçamento para 2016". Isto é uma afronta, uma provocação inqualificável, um atentado à nossa soberania e ás nossas instituições democráticas, em particular a Assembleia da República e o Governo. Espero e só desejo que o governo de António Costa não ceda um milímetro! Se ceder, então venham novas eleições! Isto é aviltante!! Bruxelas é hoje um Dictact! Não podemos aceitar que nos ditem as leis e como devemos governar, sendo uma Democracia adulta, como somos. Bruxelas não acha mal salvar Bancos privados falidos, mas não aceita políticas de esquerda sufrajadas pela maioria do povo. Um escândalo! Abjecto! Não podemos aceitar tal provocação.
P.Rufino

Corvo Negro disse...

Quando temos que fazer um PPT para uma apresentação é uma boa prática ter presente que uma imagem vale mais do que mil palavras.
Nesta sua magistral abordagem, sinto o contrário, ou seja, quanto mais palavras melhor é a imagem que vai construindo. Realidade pura. Gostei.

conceicao amaro disse...

Subscrevi!

Carlos Fonseca disse...

Peço encarecidamente que deixem de aparecer para ver se consigamos esquecer estes 4 anos😩