Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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sexta-feira, dezembro 04, 2015

O que oferecer a uma pessoa que gosta de livros e a quem não queremos dar um livro (pode a pessoa já o ter ou não gostar dele ou quelque chose)? Difícil...?! Nada difícil: montes de possibilidades. Ora confira aqui, se faz favor.


Portanto, agora que já cumpri a minha boa acção diária -- falando dessas duas figurinhas deprimentes, os bff PPC e PP, ou seja, mais concretamente, o láparo a rir à porco e o ex-vice armado em puto das internetes -- posso dedicar-me a falar de coisas de que gosto. 

Quem, só com esta introdução já ficar mortinho de curiosidade, pode já saltar daqui para lá. 

Aqui, agora, a conversinha é das boas como são boas todas as conversas que metem livros. E, como tenho sentido prático, deixo também os links para os sites onde os artigos que vou mostrar podem ser adquiridos. Contudo, alguns talvez consigam ser improvisados ou adaptados em casa por gente habilidosa.

NB: Claro está que não ganho comissão nenhuma. Isto de eu aqui ter os links é mesmo só altruísmo. Afinal, é Natal, ora bolas.

Livro lâmpada
[COMPRAR]


[Mas, antes, uma notícia: apareceu A Selva. Por isso é que eu, quando me desaparece qualquer coisa cá em casa, já não me inquieto: sei que quem é vivo sem aparece.]

A Selva  de Ferreira de Castro com ilustrações de Júlio Pomar

Tanto que procurei ontem o livro e não o descobri e, afinal, hoje fui ver de novo onde eu pensava que estava e... lá estava mesmo, o magano. Ontem devia estar ceguinha. Só pode.

(Na fotografia pode não parecer mas o livro é mesmo grande e a letra idem: quem for pitosga de todo conseguirá ler mesmo sem óculos)



E verifiquei que fiz uma coisa mesmo parva: apaguei a dedicatória do meu ex-namorado (é que o livro hoje teria ainda maior valor já que na altura ele era um ilustre anónimo e agora é a modos que uma sumidade). Adiante. E vamos com música, que vamos melhor.


Don Quixote de Richard Strauss numa interpretação de Yo Yo Ma
com a Philadelphia Orchestra conduzida por Christoph Eschenbach



Eu gosto imenso de oferecer livros: aos meus filhos, aos meus netos, à minha mãe, a amigos, a quem calhe. E gosto de escolher livros que acho que serão do agrado dos destinatários. Mas não gosto muito que me ofereçam a mim, a menos que sejam livros originais ou especiais (mas mesmo especiais; por exemplo, recebi, já por duas vezes, livros de poemas de um Leitor e adorei). A questão é que sei que tenho um gosto meio peculiar e acho que as pessoas, em geral, podem não acertar com ele e não gosto de mostrar má cara se receber um livro 'ao lado'. Imagine-se se alguém acha que eu vou gostar do último da Margarida Rebelo Pinto - como é que eu conseguiria disfarçar? Aliás, acho que nunca mais conseguira olhar para a cara dessa pessoa sem pensar que não era, de certeza, boa da cabeça. (tenho cara de quem gosta de livros da Rebelo Pinto?). Aliás, uma vez, uma pessoa, com ar entendido, perguntou-me se eu tinha lido O Alquimista. Respondi que não -- e a pessoa fez um ar francamente desolado, dizendo-me, com ar de quem nem sabe como falar face a tanta ignorância da minha parte, que não apenas era um best selller como era a minha cara. Que cara terei eu feito ao ouvir isso? Nem imagino. Mas, em geral, não costumam oferecer-me livros pois, como sabem que tenho muitos, receiam que eu já tenha. 

Pensando nas pessoas que têm esse problema, não saberem o que oferecer a uma pessoa que adora livros e que já tem muitos, aqui vos deixo uma pequena selecção de presentinhos de Natal. 

1. Marcadores que permitem que se marque o exacto sítio onde se interrompeu a leitura



COMPRAR


2. Canecas com dizeres alusivos ao gosto por livros



COMPRAR

3. Cadeirão-estante



COMPRAR

4. Estante-balança



COMPRAR


5. Estante suspensa



COMPRAR


6. Encosto para livros



COMPRAR 

........

E, pronto, de sugestões fico-me hoje por aqui mas, quem queira ver mais, há muitas no sítio onde vi estas.

.......

E, já agora, deixo-vos com o vídeo: A mild case of bibliomania

(E eu fico a pensar que, se este é um caso de mania levezinha, então eu sou normalinha: nem vícios nem manias por livros, nada, normalinha, normalinha)



...

E de livros, por hoje é isto. Caso vos apeteça sofrer um pouco, queiram, então, descer até aos Best Friends Forever, a dupla Láparo & Ex-Vice, um despropósito em forma de deputados.

..

4 comentários:

Maria disse...

eu roubava-lhe um dos muitos livros
talvez um daqueles aqui referidos

se não soubesse fazer
mandava fazer
uma encadernação
que não eliminasse a original
é óbvio

rsrs

GG

Maria disse...

outra ideia
pegava na enciclopédia luso brasileira que está ai a ocupar um espaço precioso
e mandava fazer os tais bancos
relembro

https://euamojoaquina.files.wordpress.com/2012/02/revistero-banco-mesa.jpg

e este com rodizios? era uma maravilha para os pestinhas... óh se era :)

http://msalx.casa.abril.com.br/2011/10/17/0334/ccago-pa-14-organizacao-03.jpeg?1380281671

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outra ideia era

se ainda não tem este livro

https://becresabandeira.files.wordpress.com/2011/03/mulheresqueleem.jpg

comprava-o (parece que está esgotado mas vi à venda no olx e outros assim do género)

se já tem surripiava-o assim de mansinho

em ambas as situações fazia uma capa com a ujm a ler in heaven
ou então
apenas acrescentava uma página ao livro com a foto
pronto

já deixei umas ideias para os "piquenos graúdos"

esta ideia também está engraçada
http://mesquita.blog.br/wp-content/uploads/2008/06/bl-pl-publicidade-outdoor-banco-de-praca-em-forma-de-livro-00.jpg

se me lembrar de mais venho aqui deixar
ehehehehheh

GG



Anónimo disse...

Há muito que sigo uma regra que é a de não oferecer livros, a não ser a título excepcional, sabendo de antemão que aquele determinado livro será, de facto, ao gosto do destinatário. Já comigo, não gosto que me ofereçam livros pois a possibilidade de coincidirem com os meus interesses e gostos são, genericamente, muito diminutos, raros mesmo. É curioso, mas a grande maioria das pessoas não sabe oferecer um livro. Pelo menos da experiência que tenho, directa e indirecta até. Resumindo, a oferta de um livro a alguém é quase sempre receita para o desastre, em minha opinião. O problema é que, até há algum tempo, não sabia que destino dar aqueles que me ofereceram e claro, estando longe de coincidir com meu interesse, não os vou ler. Descobri uma fórmula: quando porventura viajo de combóio, subrepticiamente, deixo por lá o dito livro, onde se depositam as malas, ou jornais. Pode ser que alguém o queira ler e já fico satisfeito. Deitar um livro fora, no lixo, foi coisa que nunca fiz, nem me passaria na cabeça.
Tenho quase toda a obra de Ferreira de Castro, desde há muitos anos. O livro dele que mais me impressionou e mais gostei de ler foi “A Lã e a Neve”. Excelente!
P.Rufino

Rosa Pinto disse...

Hoje ha sempre a hipótese de troca. Gosto de receber livros. P . Rufino ganhei esse livro qdo ainda andava no liceu.