Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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quinta-feira, novembro 19, 2015

A música nas palavras. Fatal. Pura e simples.


“The rhythm of music has been the biggest influence on my writing – it’s not Wordsworth, it’s Ray Charles.” Michael Ondaatje, one of Canada’s most influential authors, explains how music and writing are so connected that they must sometimes be separated. 

Ondaatje is influenced by music to such a degree that when he writes, he has to do so without music, as it affects the rhythm of the sentences too much. Words and sentences create their own rhythm, their own music: “The pacing of a paragraph or a long, long sentence that takes up over a page is closer to music than anything else I know.” 

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Os moços tão bonitos me doem,
impertinentes como limões novos.
Eu pareço uma actriz em decadência,
mas, como sei disso, o que sou
é uma mulher com um radar poderoso.
Por isso, quando eles não me vêem
como se me dissessem: acomoda-te no teu galho,
eu penso: bonitos como potros. Não me servem.
Vou esperar que ganhem indecisão. E espero.
Quando cuidam que não,
estão todos no meu bolso.


['Fatal' de Adélia Prado in 'Bagagem']
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Muito gostaria que me visitassem também no meu outro blog, o Ginjal, onde hoje vou com a Maria Bethânia desfiando palavras que seguem a luz dos Poemas de Amor do Antigo Egipto.

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela quarta-feira.
Que se sintam felizes é o que vos desejo.
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