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domingo, agosto 02, 2015

Todos para a piscina, todos para a piscina...! (Bolero incluído)


Há tempos, estava eu num jantar temático (digamos assim) quando, de repente, uma jovem se levantou de uma das mesas e começou a cantar uma ária. De seguida, de outra mesa, um jovem levantou-se a começou a acompanhá-la e, pouco depois, de outra mesa, um outro. A seguir, começaram a circular entre as mesas numa cantoria que só vista. Foi uma festa. A jovem era atrevida e, numa das árias, proporcionando-se o jogo da sedução, andou de mesa em mesa desafiando, e de que maneira, aqueles com quem mais engraçava, deixando uns ao rubro e outros encabulados de dar dó.

Outra vez não foi com cantores, foi com um casal de bailarinos. Foram para um recanto da sala, ali mesmo se despiram do traje normal, e desataram a dançar - feericamente, acrobaticamente, sensualmente - para grande surpresa dos comensais.

E isto foi o máximo a que me foi dado assistir no que a eventos artísticos inesperados se refere - nada que se compare com o que no vídeo abaixo se pode ver.

Estando os veraneantes calmamente usufruindo a piscina do Hotel Cordial Mogan Playa, na Gran Canaria, quando trinta músicos da Banda Escuela Municipal de Música y Danza de Mogán resolveram surpreender os hóspedes com a interpretação do Bolero de Ravel. Uma graça.



Parece-me bem. A ver se este domingo, na praia, me acontece uma destas.

....

1 comentário:

Fernando Ribeiro disse...

Há perto de dois anos, fui a um casamento em Cascais. Durante a boda foram cantadas algumas árias de óperas, por um grupo de cantores e cantoras do Teatro de S. Carlos! As árias foram muitíssimo bem cantadas, aliás, pois eles e elas eram mesmo do S. Carlos! Enquanto cantavam, evoluíam por entre as mesas e quando uma das sopranos cantou a Habanera, da "Carmen" de Bizet, metia-se com os convidados do sexo masculino de uma forma imensamente provocante...

Outra surpresa que houve nesse casamento: entre os convidados estava o Tony Carreira! Confesso que fiquei muito agradavelmente surpreendido com ele. Esteve muito discreto, sem vedetismos de qualquer espécie, e apladiu muito calorosamente os cantores do S. Carlos no fim.

Eu pus-me a pensar: o mundo é terrivelmente injusto. Aqueles cantores tinham vozes infinitamente melhores do que o Tony Carreira, trabalhavam infinitamente mais do que ele, em ensaios e em aperfeiçoamento técnico e vocal, e no entanto o Tony Carreira ganhava mais numa noite de música pimba do que qualquer deles numa dúzia de óperas, com toda a sua exigência e dificuldade. Ali estavam eles e elas a cantar numa boda, para poderem arredondar um pouco mais o seu vencimento. Não há justiça neste mundo.

Seja como for, e apesar de não gostar de música pimba (obviamente), fiquei bem impressionado com o Tony Carreira. Quem diria?