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terça-feira, agosto 25, 2015

Como interpretar sonhos sem cair no ridículo



Você está caindo num precipício

Fome. Simplesmente, isso: fome. Evite dormir com o estômago vazio. Coma alguma coisa, nem que seja com os olhos. Devorar livros ajuda sobremaneira. (...)

Você esquece todo o conteúdo da matéria exactamente no dia da prova

Esse sonho pueril, juvenil, só acomete os estudantes devotados. Denota certo grau de insegurança. Com o que sonham os relapsos, os desinteressados em aprender? Sei lá. Provavelmente com a hora do recreio ou em comprar smartphones novos.

De repente, você se depara nu no meio de uma sala de aula lotada de gente

Timidez. Insegurança. Pénis pequeno. Feiura. Falta de coisa melhor para sonhar.

Você se apaixona por alguém que nunca viu na vida

Provavelmente, durante a vigília do quotidiano, você já viu ou já cruzou com a pessoa pela qual você se apaixonou dormindo. O problema é que você não se recorda onde, quando e por que. Esse é um dos mais frustrantes sonhos que um ser humano pode sonhar, principalmente quando se está solteiro. O sonhador desperta, cerra os olhos com esperança, força, implora o comparecimento imediato do sonho, mas ele simplesmente não retorna, e o ser amado escapa, evapora com os primeiros raios de sol.

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O texto é um extracto de Como interpretar sonhos sem cair no ridículo da autoria de  Eberth Vêncio na Revista Bula, texto esse onde se pode ler que :
Os sonhos nada mais eram do que uma válvula de escape para que as mentes não enlouquecessem, uma espécie de câmara de gás para dizimar os pensamentos quootidianos, um recomendável back-up neuronal para se começar tudo de novo na manhã de um novo dia, uma privada para sinapses.
(Passei algumas palavrinhas para português pré-AO porque colocar aqui um texto brasileiro tout court pode dar a ideia de que me converti - e converti o tanas)


Os vídeos referem-se ao filme La parade, uma fábula real que fala da majorette Cloco Nº18 e de mais uns quantos bacanos.  Achei que tinha a ver com o texto dos sonhos. (Também sou uma bacana, como é bom de ver)

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3 comentários:

Rosa Pinto disse...

Depois de um dia muito dificil estou com dificuldades em dormir. A cabeça dói. Estive ao lado de uma amiga. Amanhã acompanho.a no seu último trajecto. É verdadeiramente relaxante ler o ujm. Pensei nos sonhos. Tinha um sonho recorrente. Saio de casa descalça, uma aflição. Sempre complicado. Poderia ser antes um sonho com muitos sapatos. Mas eu que sei que devemos aproveitar a vida vingo.me e compro alguns sapatitos para combinar com os modelitos e já está!

Um Jeito Manso disse...

Olá Rosa Pinto,

Imagino. Momentos tristes. Ai... Nunca se está preparado.

Um tio meu que morreu não há muito tempo dizia, depois de saber o que tinha, que não estava infeliz, que não se importava, que tinha tido uma vida feliz e que achava que já tinha vivido o suficiente. Dizia isto e deixava-nos de cara ao lado, sem saber o que dizer. Lutei por ele até ao fim, tentei que fosse a Cuba onde eu tinha lido que havia um tratamento eficaz. Mas ele não tinha vontade de experimentar, achava que era uma maçada para nada.

Pode ser que não seja mau chegar ao fim, especialmente quando se sente que já se viveu o suficiente. Mas não sei. Mais vale ir adiando.

E recordar os que partem como se fossem um bocado antes de nós mas que vão ficar por aí, a pairar (talvez a pairar na nossa memória).

Quanto aos sonhos, sonho às vezes com o que aqui se diz: que caio, que tenho que passar por declives perigosos, saltar sobre abismos; ou que chego ao dia do exame e me tinha esquecido, não tinha estudado; ou que chego à rua e não tenho sapatos, uma vergonha.

Mas uma vez cheguei ao emprego e vi que tinha ido com sapatos diferentes. Tinha uns sapatos em bordeaux, parecidos, salto alto. Uns eram mais cavados e quase em forma de coração e os outros tinham um corte mais simples, mais fechados. Com as pressa, enfiei um, enfiei outro e ala que se faz tarde. a meio da manhã, estava de pé a falar com um colega quando olhei para os pés. Ia-me dando uma coisa. Foi quase como se estivesse descalça.

Enfim.

Olhe, Rosa, que o dia não seja muito duro.

E obrigada pela sua presença. Acho que devemos ser parecidas, sabe...?

Um abraço, Rosa Pinto!

Rosa Pinto disse...

Obrigada. O tempo....

Essa dos sapatos diferentes o máximo.