Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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segunda-feira, junho 08, 2015

Sobre o programa do PS e sobre o programa dos PAF logo falo um dia destes, está bem? Por enquanto, sei apenas que o programa do PS parece coisa feita com pés e cabeça e que o vice-irrevogável Portas diz que não sei o quê lá para as bandas dos PaFs está a bombar. E ainda sobre a extraordinária dupla comentadeira Mendes & Marcelo e, de raspão, também sobre o Bruno de Carvalho, o Marco Silva e, imagine-se!, o Daniel Oliveira.


No post abaixo mostrei-vos imagens de um momento belíssimo a que assisti esta tarde depois de um animado picnic em família. Mas estou um bocado arreliada porque o céu se encobriu e as fotografias ficaram pouco luminosas -- e logo estando eu a retratar Lisboa e o Tejo que são sempre tão cheios de cor e luz. Mas, enfim, a beleza esteve lá na mesma e os veleiros da Volvo Ocean Race são imponentes e de uma elegância que só vista, eu é que não os soube captar convenientemente.

Seja como for, isso é a seguir. Aqui, agora, a conversa é outra. E, com vossa licença, vai ser conversa com mão pesada.

Com a ajuda da Capicua, se estiverem de acordo



Por diversas razões, durante este fim de semana, quase não vi televisão nem li jornais. O tempo não chega para tudo e há que fazer opções. Por isso, o pouco que sei resulta da leitura corrida e apressada do Expresso, de um ou outro noticiário apanhado de forma fragmentada, uma ou outra notícia que li com desinteresse nos jornais online, um ou outro comentário desgarrado.

Por exemplo, lembro-me que vi o Paulo Portas, histriónico como sempre (embora a fazer de conta que está a fazer um esforço para ser comedido), a invocar balelas para justificar que é neles que se deve votar. E, à falta de melhor argumentação, dizia que qualquer coisa estava a bombar. Não faço ideia do que possa ser. Talvez a falta de vergonha na cara, dele e dos outros PaFs.

Santa paciência para aturar tanta vacuidade. 

Agora, antes de escrever isto, fui espreitar o Programa Eleitoral do Partido Socialista bem como o documento preparatório, ou lá o que é, para o programa eleitoral da Coligação (airosamente designada por PaF, tal como acima já o referi).


Dado o adiantado da hora, a leitura que fiz foi em diagonal e, portanto, reservo a minha opinião para quando tiver feito uma análise mais circunstanciada. Mas, assim de súbito, o que acho é que comparar um e outro é como comparar o Género Humano com o Manuel Germano (Mário de Carvalho dixit a propósito de outros carnavais).

Também ouvi um excerto do comentário que o Marques Mendes teceu na SIC -- trocas e baldrocas, como de costume: que o Nóvoa fez mal em ter ido àquilo do PS, que o Nóvoa para aqui e para acolá. Tretas. 

Era o que faltava que o homem, se quer ser presidente de todos os portugueses, agora se armasse em esquisito e não aceitasse o convite para assistir de perto ao que o PS se propõe fazer se ganhar as eleições. Aquele pequeno Nóia, com aquelas conversetas de puto charila, fez-me lembrar um catraio a brincar aos quatro cantinhos ou às pedrinhas. 
Nada daquilo é para ser levado a sério e não percebo porque é que as televisões gastam dinheiro a pagar a estas criaturas que para ali estão a baralhar e dar de novo, conjecturando sobre as infantilidades que lhes ocorrem.

Também vi um bocado do Marcelo na TVI com a imaculada, de tão branca a vestimenta, Judite Sousa. 


Cada vez mais ridículo aquele homem. Agora aparece carregado de sacos com presentes, parece daquela turma do Preço Certo em que aparecem todos carregados de presentes para o Carlos Mendes. Assim está o Marcelo, com queijos e sei lá que mais que não sei quem envia para a Judite. Depois há a secção da propaganda de livros, em que vale tudo, toda a treta que lhe enviam ele ali publicita, misturando livros bons, com outros assim-assim ou com alguns que não lembram ao careca. E os comentários políticos estão ao mesmo nível, faz previsões como se fosse a taróloga Maria Helena, dá conselhos, avança com palpites e, se for necessário, no fim, faz propaganda a telenovelas ou programas de televisão.

Não se aproveita nada. 


Tirando isso, o tema continua a ser a cena do Jorge Jesus e do doido do Bruno de Carvalho -- e meio mundo invade as televisões para 'mandar bocas' sobre tão relevante tema. 



Até o Daniel Oliveira, no Eixo do Mal, estava quase a desvalorizar a forma aparentemente ignóbil como Bruno de Carvalho está a querer ver-se livre do treinador Marco Silva sem lhe pagar o que lhe é devido, com desculpas esfarrapadas e identicamente pueris. 


Dizia ele que o dito Marco ganhava bem, teria advogados para o defender, escusava ele, Daniel, de o defender. Aberrante esta posição: então a lei não tem que ser igual para todos? As pessoas parece que perdem o tino quando o assunto é a pestilência futebolística.

Resumindo e baralhando: não tenho nada a dizer sobre a actualidade quer, nuns assuntos, porque ainda não me sinto devidamente informada, quer, noutros, porque não encontro ponta por onde se pegue na maior parte dos temas que alastram pela comunicação social.

E, assim sendo, permitam que sacuda a poeira e que, a seguir, vá pregar para outra freguesia. Há mais marés que marinheiros e amanhã é outro dia e rebéubéu pardais ao ninho.


Fotografia de Alexander Yakovlev

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Usei algumas imagens do We Have Kaos in the Garden para ilustrar alguns dos artistas que proliferam na vida política portuguesa.

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Relembro que, já a seguir, poderão ver imagens da regata em frente a Lisboa da Volvo Ocean Race

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma boa semana a começar já por esta segunda-feira. 
Façam de tudo para serem felizes, está bem? 
Riam, cantem, andem ao ar livre, namorem, sejam carinhosos, generosos, tolerantes, pacientes, etc, (excepto com a tropa fandanga dos PaFs que esses não merecem paciência e tolerância nenhuma, claro está)

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