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sábado, junho 20, 2015

Shakespeare para apaixonados


My love is a fever




Se não se lembra do menor sinal de loucura que cometeu por amor, não amou.

É melhor ser rei do seu silêncio do que escravo de suas palavras.

Guardar algo que me ajude a lembrar de si seria admitir que posso esquecê-lo.

Na amizade e no amor é-se mais feliz com a ignorância do que com o saber.




Tão impossível é avivar o lume com neve quanto apagar o fogo do amor com palavras.

Duvides de que as estrelas sejam fogo, duvides de que o Sol se mova, duvides de que a verdade seja mentira, mas não duvides jamais de que te amo.

Oh, amor poderoso, que às vezes faz da besta um homem, e outras, de um homem, uma besta!




Um homem que não se alimenta dos seus sonhos envelhece cedo.




Mostre-me um homem que não seja escravo das suas paixões.

É um amor bem pobre aquele que se pode medir.

Para celebrar os ritos amorosos, aos amantes basta a luz de sua própria beleza, e, como o amor é cego, o que lhes cai melhor é a noite.




O curso do amor verdadeiro nunca fluiu suavemente.

Quando não houver nada a perder, arrisque tudo.

Deixe-me confessar que somos dois, embora o nosso amor seja indivisível.




A ti vigio, enquanto ao longe despertas, tão distante de mim e de outros, tão perto.

Preciso saber de ti a cada dia e a cada hora!

Não me atrevo a oferecer o que desejo dar, tampouco a tomar o que me fará morrer, mas quanto mais procuro encobrir meu sentir, maior meu amor se mostra.



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Shakespeare in love




William Shakespeare  (1564 - 1616)

- Biografia




Considerado maior escritor de língua inglesa e o mais influente dramaturgo da história, William Shakespeare nasceu em 23 de abril de 1564, na pequena cidade inglesa de Stratford-Avon. Terceiro filho de um rico comerciante, pouco se sabe de sua infância e juventude, mas especula-se que tenha frequentado a escola primária Rei Edward VI, na qual teria aprendido literatura e latim.
Em 1582, aos 18 anos, casou-se com Anne Hathaway. O casal teve uma filha, Susanna, e dois anos depois, os gêmeos Hamnet e Judith. Não se sabe ao certo quando Shakespeare começou a escrever, mas alusões contemporâneas e registros de performances mostram que várias de suas peças foram representadas em Londres a partir de 1952.
Suas obras conhecidas totalizam 38 peças, 154 sonetos, dois longos poemas narrativos, e uma centena de poemas curtos, embora biógrafos sugiram que o número exato ainda é desconhecido. É o autor mais traduzido da história e suas obras são encenadas mais do que as de qualquer outro dramaturgo. “Destacam-se pela grandeza poética da linguagem, pela profundidade filosófica e pela complexa caracterização dos personagens.” Muitos de seus textos e temas, especialmente os do teatro, permanecem vivos mais de quatro séculos depois, sendo revisitados com frequência pelo teatro, televisão, cinema e literatura. Entre suas obras mais conhecidas estão “Romeu e Julieta”, “Júlio César”, “Macbeth”, “Rei Lear”, “Otelo, o Mouro de Veneza”, “Sonho de uma Noite de Verão”, “A Megera Domada” e Hamlet, que possui uma das frases mais conhecidas da língua inglesa: To be or not to be: that’s the question (Ser ou não ser, eis a questão). Shakespeare morreu em Stratford em 23 de abril de 1616.
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  • Para este post, escolhi alguns dos 72 compilados por Allan Percy no livro “Shakespeare Para Apaixonados” 
  • Lá em cima era "Sonnet 147 - My love is as a fever.." de William Shakespeare (lido por Tom O'Bedlam)
  • Nesse vídeo:
"The Infidelity Discovered ", Augustus Leopold Egg 1858
"Joseph and Potiphars Wife", Jean-Baptiste Nattier (1678-1726, French)
"The Sacrifice of Flowers", Mihály Munkácsy (1844 - 1900, Hungarian)
  • As pinturas que escolhi para acompanhar as palavras de Shakeaspeare são de Sir Peter Paul Rubens (1577 – 1640)
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E, se permitem a sugestão, desçam, por favor, até ao novo diário de Rita Ferro

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E, agora, por aqui me fico.

Desejo-vos, meus Caros Leitores, um belo sábado. 
O tempo está de ananases mas há muita água no mar para os pôr de molho.

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