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quinta-feira, maio 07, 2015

O sms de António Costa a João Vieira Pereira é um ato de bullying, decretou Paulo Rangel. Ferreira Fernandes ofende-se e responde-lhe que não lhe admite que ele insinue pequenez e cobardia por parte dos que exercem a profissão dele, como se os jornalistas fossem uns mariquinhas que se borram com o sms dum político


Já no outro dia aqui falei do magno assunto do SMS que António Costa enviou a João Vieira Pereira do Expresso - e, sobre isso, nada mais tenho a acrescentar.




Mas há um jornalista, e um jornalista a sério (não desses de aviário ou pseudo), o Ferreira Fernandes - por quem nutro profunda admiração - que escreveu no DN uma divertida crónica que aqui faço questão de elogiar e para a qual chamo a vossa atenção. 

O meu sms de jornalista ao político Rangel


Resumindo os episódios dum não-assunto. Um diretor do Expresso, João Vieira Pereira, escreveu um artigo de opinião sobre a política do PS e qualificou-a, assim: "Cheia de falta de coragem e reveladora da ausência de pensamento político consistente." Tem direito a dizê-lo. O responsável pela política do PS, António Costa, mandou um sms ao jornalista: "Envio-lhe este sms para que não tenha a ilusão de que lhe admito julgamentos de carácter." Outro a exercer o direito que tem. Foi isto. Um jornalista a dizer mal da política dum político e este a responder dizendo que não lhe admite o tom. No fundo, dois cidadãos exercendo o seu direito à fala - banalidade. Ora, depois de o jornalista ter publicado o sms no seu jornal, o bocejo tornou--se um caso nacional. 

Ontem, um político e num jornal, Paulo Rangel no Público, cunhou o caso, assim: "O sms de António Costa é um ato de bullying contra a liberdade de expressão, contra João Vieira Pereira e contra o Expresso. E o bullying intimida, condiciona e apouca." Saltamos, assim, do caso nacional para o meu caso. O que Paulo Rangel diz sobre a pequenez e a cobardia dos que exercem a minha profissão - os jornalistas seriam, para ele, mariquinhas que se borram com o sms dum político - não lhe admito. Não lhe mando um sms, porque prefiro dizer-lho na cara da próxima vez que o vir. Com palavras, exercendo o meu direito de dizer coisas. E, para dizer a verdade, só lho direi se entretanto não me esquecer.

Acho este texto de uma ironia deliciosa. O final então, em que revela a grande importância que dá ao assunto e ao próprio Paulo Rangel, deixou-me com vontade de rir ao longo de todo o dia. 

Salve Ferreira Fernandes! Grande jornalista.

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3 comentários:

Anónimo disse...

Ferreira Fernandes é um excelente jornalista. Quanto ao Pereira do Expresso é daquelas aves que pouco ouço. Faz parte do clube do mano Ricardo. Não há pachorra para missas em louvor da cambada Passos/Portas.
Já o Rangelzinho, ainda outro dia o ouvi a perorar sobre Sampaio da Nóvoa e só me apetecia bater na criatura. Um cabotino de primeira. E depois detesto figuras como ele (o Portas é outro que tal, execrável!), vozinhas esganiçadas, muito coisinhos, mexidinhos, falsos, demagogos, pantomineiros, femininos (e feminino para mim é mulher, não é homem) que só visto!
Embora Costa esteja (muito) longe de me seduzir, sobretudo depois de ler o tal programa, com um Centeno a propor uma aspirina para combater a crise, em vez de um antibiótico (voltaremos a este tema, oportunamente), é menos mal do que estes estafermos (sempre, convém nunca esquecer, com o apoio do manequim de Belém).
P.Rufino

lidiasantos almeida sousa disse...

https://youtu.be/R3h4sOTLCZA

lidiasantos almeida sousa disse...

https://youtu.be/Z2yxQ6fm_DM