Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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domingo, abril 19, 2015

Assim dizia Wilde







  • Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe.
  • A verdade raramente é pura e jamais é simples.
  • Não quero ir para o céu: nenhum dos meus amigos está lá.
  • Não sou jovem o suficiente para saber tudo.
  • Dinheiro é como adubo: só serve quando espalhado.
  • Desculpe-me, não reconheci você: eu mudei muito.
  • Ser natural é a mais difícil das poses.
  • É absurdo dividir as pessoas em boas e más. Elas são apenas encantadoras ou tediosas.
  • A única diferença que existe entre um capricho e uma paixão eterna é que o capricho dura um pouco mais.
  • Se for dizer a verdade aos outros, faça-os rir, do contrário eles o matarão.
  • Quando me acontece pensar à noite em meus defeitos, adormeço imediatamente.
  • Adoro os prazeres simples. Eles são o último refúgio dos homens complicados.
  • A vantagem de brincar com fogo é aprender a não se queimar.
  • Tenho gostos extremamente simples: só o melhor me satisfaz.
  • Às vezes podemos passar anos sem realmente viver, e de repente toda a nossa vida se concentra em um só instante.
  • Convém ser moderado em tudo, até na moderação.
  • Dêem-me o supérfluo, pois o necessário qualquer um pode ter.
  • A melhor maneira de livrar-se da tentação é ceder a ela.
  • Nada pode curar a alma, excepto os sentidos.
  • Para a maioria de nós, a verdadeira vida é a que não levamos.
  • É muito difícil não ser injusto com quem amamos.
  • Quando as pessoas concordam comigo, tenho sempre a impressão de que devo estar enganado.
  • Só podemos dar uma opinião imparcial sobre as coisas que não nos interessam; sem dúvida, por isso mesmo, as opiniões imparciais carecem de valor.
  • As desventuras são suportáveis porque vêm de fora, são meros acidentes. É no sofrimento causado pelas nossas próprias faltas que sentimos a ferroada da vida.
  • Quando a pessoa está apaixonada, começa por enganar a si mesma e acaba enganando os outros. Isso é o que o mundo chama de romance.
  • O que nos absolve é a confissão, não o padre.
  • A educação é algo admirável, mas é bom recordar que nada que valha a pena saber pode ser ensinado.
  • Amar a si mesmo é o começo de um romance que vai durar a vida inteira.
  • A cada boa impressão que causamos, conquistamos um inimigo. Para ser popular, é preciso ser medíocre.
  • O pessimista é aquele que reclama do barulho quando a oportunidade bate à porta.
  • A ilusão é o primeiro dos prazeres.
  • Qualquer um pode ter empatia com o sofrimento de um amigo. É simpatizar com o sucesso dele que exige uma natureza delicada.
  • Ela se comporta como se fosse bela. Esse é o segredo do seu encanto.
  • A sensação mais agradável do mundo é fazer uma boa acção anonimamente e ela ser descoberta.
  • Dê uma máscara ao homem e ele dirá a verdade.
  • Cada um de nós é seu próprio demónio e faz deste mundo um inferno.
  • A arte nunca deve tentar ser popular. O público é que deve tentar ser artístico.
  • A vida é apenas um tempinho horroroso cheio de momentos deliciosos.

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Publicado no Brasil pela editora Sextante, “Oscar Wilde Para Inquietos” é um pequeno manual que reúne 99 aforismos do dramaturgo, escritor e poeta irlandês. 




Filho de um médico e de uma escritora, Oscar Wilde nasceu em Dublin, Irlanda, em 16 de outubro de 1854. Adepto do esteticismo — arte pela arte —, suas principais obras são o romance “O Retrato de Dorian Gray”, considerado uma das obras-primas da literatura inglesa, e a peça “A Importância de ser Prudente”, que reúne alguns dos melhores aforismos de Wilde e faz uma contraposição a ideologia da sociedade vitoriana.

Por sua homossexualidade, Oscar Wilde foi alvo de um célebre processo — “por cometer atos imorais com diversos rapazes” — que o levou a cumprir dois anos de prisão com trabalhos forçados entre 1895 e 1897. Durante o cárcere, o autor de “O Príncipe Feliz”, “O Rouxinol e a Rosa” e “Salomé” escreveu algumas das obras que ajudaria a imortaliza-lo, entre elas, “De Profundis”, uma longa carta de recriminações a seu ex-amante, na qual Wilde explica sua conduta sem tentar defendê-la; o ensaio anarquista “A Alma do Homem sob o Socialismo”; e a célebre “Balada do Cárcere de Reading”, revelando as condições inumanas da vida na prisão.

Depois de ser libertado, Oscar Wilde foi morar na França e adotou o pseudônimo de Sebastian Melmoth. Passou seus últimos anos de vida em Paris. Morreu em dia 30 de novembro de 1900, vitimado por uma meningite, agravada pelo álcool e pela sífilis.




Este texto e os aforismos que escolhi de entre os 99 foram extraídos do artigo da Bula que, uma vez mais, me foi dada a conhecer por Leitor a quem volto a agradecer.

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E, a propósito de Wilde:

The Harlot's House de Oscar Wilde (lido por Tom O'Bedlam)



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"The Arrest of Oscar Wilde at the Cadogan Hotel" de John Betjeman (lido por Tom O'Bedlam)

 

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E, ainda. Wilde.



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Permitam que vos informe: no post seguinte poderão assistir a situações divertidas, algumas das quais poderão ser replicadas em casa.

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, um belo domingo.


1 comentário:

André disse...

«Definir é Limitar», n' O Retrato de Dorian Gray :)