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terça-feira, fevereiro 17, 2015

Porto, lindo e majestoso [3 de 4] - a beleza desta cidade que tem um rio chamado Douro


No post abaixo mostrei algumas das pequenas lojas de comércio local do Porto e que são parte do encanto desta cidade que está cada vez mais bonita.

Noutro, mais abaixo ainda, mostrei uma árvore muito especial.

Aqui, agora, mantenho-me no Porto e, para não vos maçar demais, vou cingir-me a uma das zonas mais felizes da cidade, a Ribeira. Mas abro uma excepção para a 1ª fotografia. Sempre que venho ao Porto gosto de dar um giro na R. de Sta Catarina. 



Na Rua de Sta Catarina, casal sorrindo para a selfie da ordem enquanto um 'local' lhes tenta vender qualquer coisa


É um hábito que vem de outros tempos, quando a Rua de Sta Catarina tinha uma loja que eu conhecia de Espanha e que ainda não havia em Lisboa, a Zara. Gostava de ali comprar roupas para os miúdos, e para mim também, claro. Chegava a vir ao Porto quase de propósito para vir às compras. Havia outras lojas onde também gostava de me abastecer. E sempre gostei muito de aqui passear.

Dantes o meu marido tinha que cá vir em serviço com alguma frequência e eu chegava a meter um dia de férias para ficar a flanar pela cidade enquanto ele tinha reuniões.

É uma cidade à qual volta e meia e de há muito também eu venho em serviço mas na qual, nessas alturas, irritantemente nunca consigo passear: é chegar, trabalhar e largar. Mesmo quando cá fico a dormir, chego ao hotel ao fim do dia, faço o check in, saio para jantar, jantar também de serviço, regresso tarde, vou para o quarto e, no dia seguinte, estupidamente cedo, pequeno almoço, check out e ala moço que se faz tarde para mais um longo dia de reuniões. Por isso, com uma certa frequência, bate esta vontade de cá voltar para me desforrar.

Claro que o tempo é sempre muito rateado e é um calcorrear até quase à exaustão, turista no meio de muitos outros. Mesmo nesta altura do ano, com frio, chuva, tempo cinzento, há muitos estrangeiros e isso é bom para a cidade, torna-a ainda mais cosmopolita. Mas tal a raça da sua gente, nota-se que a alma tripeira continua viva no sotaque e na irreverência das pessoas do Porto.


Porto sentido - Rui Veloso



Há um passeio a que nunca consigo resistir: ir até à Ribeira. Descemos até lá, eu fotografando, tantas coisas sempre novas, um prédio que se recupera, um novo hostel muito bonito de onde saem jovens animados, as caixas com os quadro eléctricos nas ruas com pinturas engraçadas, uma loja que dá vontade visitar, uma gaivota sobre um carro ainda longe do rio, o cheiro a bolos que vem de uma pastelaria que aqui geralmente se chamam leitarias, sempre mil motivos de interesse.

Até que chegamos à margem, à Ribeira. Menos gente do que quando o tempo está mais quente e, portanto, mais calmo. Sentámo-nos de frente para o rio e ali ficámos, eu a ver as gaivotas, os barcos, a outra banda.


A zona ribeirinha, com as esplanadas


S. João Baptista de João Cutileiro no nicho da Fonte da Praça da Ribeira



Depois passámos para o lado de Gaia para poder ver o Porto de frente, ver o rio que aqui, ao contrário do Tejo que é largo como um lago, é estreito e permite que praticamente se veja de um lado para o outro. É um rio romântico, e os tons são melancólicos. Há muita beleza mas é uma beleza requintada, solene, não uma beleza meridional e luminosa como a de Lisboa. 


A beleza quase sublime do Douro e dos seus barcos rabelos na margem do lado de Gaia


Mesmo a zona da Ribeira que é uma zona popular, de casas antigas, muitas com ar pobre e que se adivinham com poucas condições, tem uma beleza ancestral, de cidade histórica com muitas histórias, que forçosamente inspira amores, abandonos, traições.


O colorido quase irreal do Porto que se quer ver ao espelho na superfície das águas do Douro


De todas as vezes rendo homenagem ao Mestre Júlio Resende que tão bem gravou no azulejo a sua Ribeira Negra.


No lado de cá da estrada está a homenagem ao barqueiro salvador Deocleciano Monteiro, mais conhecido por Duque. Foi esculpido por José Rodrigues.




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Relembro que no post abaixo há lojas para todos os gostos e, mais abaixo, uma árvore bela demais.

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