Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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terça-feira, fevereiro 17, 2015

Porto, lindo e majestoso [4 de 4] - a Livraria Lello, uma das mais belas do mundo


Dado o adiantado da hora e dado que estou num quarto de hotel correndo o risco de ser expulsa se não apagar rapidamente a luz, tenho que me deixar de conversas e ir ao que interessa. Tinha ideia de fazer acompanhar as imagens que vou mostrar de excertos de uma entrevista a Iris Murdoch em que ela falava do seu ofício de escritora; mas alarguei-me nos posts anteriores e agora nem pensar em pôr-me a copiar o livro. Mas é pena pois parecia-me que nada como dar a palavra a uma escritora ao falar de uma casa que acolhe a palavra dos escritores. Fica para outra ocasião, paciência, não dá, não dá.

No post a seguir a este mostrei a beleza do Porto, em particular quando visto da margem do Douro, mais abaixo falei da tentação que são as lojas tão bem decoradas e, lá mais para o fundo, mostrei uma árvore linda como um poema.

Mas isso é a seguir. Aqui, agora vou mostrar uma livraria ímpar. Não vou dar nenhuma novidade porque as suas fotografias correm mundo e não sou eu que diz que é das livrarias mais fantásticas e belas do mundo, é toda a gente que a visita e já viu muitas outras livrarias por esse mundo fora.


A escadaria da Livraria Lello é uma das suas maiores belezas.
Vista de baixo, toda rendilhada, é mesmo uma maravilha





A Livraria Lello e Irmão, também conhecida como Livraria Chardron ou simplesmente Livraria Lello, situa-se na Rua das Carmelitas 144 perto da Torre dos Clérigos.


Uma pessoa entra lá e não tem vontade de sair. Há mil motivos de interesse. A grande maioria das pessoas que por lá anda não está para comprar livros mas sim para se deslumbrar com aquela obra quase surreal na qual os livros se espalham um pouco por cada recanto.

Algumas fotografias ficaram escuras mas não quis andar por lá a usar flash até para não incomodar as pessoas que por lá circulavam mas, paciência, mostro-as mesmo assim porque quero mostrar a beleza da livraria e não a minha habilidade como fotógrafa.


Aqui estou no piso de cima, junto aos cadeirões azuis onde apetece estar a beber um chá


Vista do piso térreo a partir do piso superior


Aqui estou no nível intermédio mostrando uma das galerias do piso superior e o piso inferior


Aqui estou a descer as escadas para o piso térreo. Apreciem por favor a magnífica talha.


Vista exterior do edifício.

Com projecto do engenheiro Francisco Xavier Esteves, no dia 13 de janeiro de 1906 inaugurou-se o novo edfício da Livraria Lello, no número 144 da Rua das Carmelitas, causando grande impacto no meio cultural da época. 

De entre as diversas figuras presentes na inauguração, encontrava-se Guerra Junqueiro, Abel Botelho, João Grave, Bento Carqueja, Aurélio da Paz dos Reis, José Leite de Vasconcelos e Afonso Costa.

Vista da Lello a 360º aqui

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A música é um excerto da 7ª sinfonia de Beethoven (e as imagens do vídeo foram colhidas pelo Hubble).

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Não vou reler nada do que escrevi não apenas porque já tenho muito sono mas, especialmente, porque tenho mesmo que apagar a luz e desligar o computador senão ainda vou dormir para o corredor. Se encontrarem gralhas por favor relevem, mas, se forem cabeludas, por favor avisem-me, está bem?

Relembro que este foi o 4º post de um conjunto de feito hoje a propósito do Porto, a bela cidade em que estou. Convido-vos a percorrê-los porque a cidade é um encanto que merece ser visto.
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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela terça-feira. 

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1 comentário:

Anónimo disse...

Magnifica reportagem fotográfica sobre o Porto! Que beleza! Adorei ver e ler o que escreveu!
Temos a sorte, neste país tão maltratado pela cáfila de anormais que nos desgovernam, de ter duas (entre muitas outras, naturalmente, de Norte, ao Centro, a Sul) grandes cidades muito belas, com um encanto único: Lisboa e Porto. Um dia, dentro de algum tempo, assim espero, acabo parte no Porto, o resto em paisagens nordestinas e serranas, mas ainda vou acabar por sentir saudades desta grande urbe, que é Lisboa. Que reportagem tão completa e bonita!
Quando vou ao Porto, muita das vezes gosto de por ali andar sózinho, a ver isto e aquilo, a saborear e, mesmo sabendo que não morre de amores pelo passado, eu gosto muito do passado, já que foi feliz, recordo muita coisa, com saudade e outras descubro. este país tem tanta coisa de belo! De cidades a paisagens, aldeias a vilas, de gastronomia a bom vinho,etc! E gente fantástica! Ainda hoje comprei a revista Evasões e lá estão tantas coisdas interessantes! Entre elas, Sintra, um dos locais mais encantadores deste Portugal. Estivemos lá, a passear, no Sábado, 14, sem ligar pêvas ao Dia dos Namorados, treta de americanos. E por lá comemos num sítio muito agradável.
Tenha uma bela e descansada noite!
P.Rufino