Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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domingo, fevereiro 01, 2015

Leves arabescos vão formando imponderáveis laços pelas nuvens - e mais ninguém existe, mais ninguém.








a ânfora da noite a derramar as suas
golfadas de penumbra no terraço,
os perfumes do vinho, a luz das velas,
cintilações do olhar, também alguma

borboleta mais louca a combinar-se
com surdinas de jazz aos ziguezagues,
e as palavras trocadas, as confiantes,
as incautas palavras, foz do douro,

tantos de tal, inventa-se a penumbra
entre rosas vermelhas de surpresa
e doces risos nela a ressoar
que em leves arabescos vão formando

imponderáveis laços pelas nuvens,
e mais ninguém existe, mais ninguém.






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O poema é 'uma invenção da penumbra' de Vasco Graça Moura in 'O Caderno da Casa das Nuvens'

As fotografias são de Patty Maher

A música é Music Around Circles - Marco Martins e Bernardo Sassetti

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Descendo até à Volúpia de ser o Sonho de Alguém, já a seguir, poderão ouvir Nina Simone nas palavras de Vasco Graça Moura ambos acompanhados pelas fotografias nuas de James Houston.

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, um domingo muito feliz.

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2 comentários:

Anónimo disse...

nada como comer e pagar menos

SABIA DISTO????
*Pagamento de COUVERTS em Portugal pode levar a coima até 35 mil euros -
DIVULGUEM!!!*
Eu já usei esse direito. Um dia, sentei-me no restaurante e consumi um
prato de presunto muito bem apresentado com uma broa deliciosa. No final
apresentaram-me a conta, onde o dito cujo era mais caro que a refeição.
Invoquei a lei e foi-me retirado de imediato a importância da factura.
Economia
Maioria dos consumidores desconhece
Pagamento dos aperitivos nos restaurantes não é obrigatório
Proprietários que não respeitem Lei incorrem em multa e até pena de prisão
Quando se senta na mesa de um restaurante e começa a consumir os
«couverts», também conhecidos por aperitivos ou entradas disponíveis, saiba
que não tem de os pagar.
O alerta foi feito esta terça-feira pelo presidente da Associação
Portuguesa dos Direitos do Consumo (APDC), Mário Frota, que, em declarações
à Agência Financeira, assumiu haver «uma ignorância das pessoas a esse
respeito», pelo que «a maioria delas deixa passar, continuando a pagar».
O responsável adianta ainda que «o consumidor pode recusar pagar o couvert
que habitualmente os restaurantes colocam na mesa dos clientes, sem ser
pedido, mesmo que seja consumido».
Em geral, o «couvert» define-o a Lei, é «todo o conjunto de alimentos e
aperitivos fornecidos antes do início da refeição, propriamente dita».
Cobrar «couvert» pode levar a coima até 35 mil euros

Os proprietários dos estabelecimentos estão convencidos que, tratando-se
de um uso de comércio, que esse uso tem força de Lei. Mas o que eles
ignoram é que a lei do consumo destrói essa ideia porque tem normas em
contrário», disse Mário Frota à AF.
Decreto_lei 24/96 (artº.9º.ponto 4)
O facto é que, no particular do direito à protecção dos interesses
económicos do consumidor, a Lei 24/96, de 31 de Julho, ainda em vigor,
estabelece imperativamente: «O consumidor não fica obrigado ao pagamento
de bens ou serviços que não tenha prévia e expressamente encomendado ou
solicitado, ou que não constitua cumprimento de contrato válido, não lhe
cabendo, do mesmo modo, o encargo da sua devolução ou compensação, nem
a responsabilidade pelo risco de perecimento ou deterioração da coisa.
Daí que, em rigor, o «couvert» desde que não solicitado, tem de ser
entendido como oferta sem que daí possa resultar a exigência de qualquer
preço, antes se concebendo como uma gentileza da casa, algo de gracioso a
que não corresponde eventual pagamento.
Num futuro próximo, «pode ser que se assista à inversão do cenário se as
pessoas começarem a reivindicar os seus direitos, caso contrário, pode
haver problemas, se os proprietários negarem os direitos dos consumidores».
SE ASSIM, O ENTENDER, DIVULGUE

a lei - http://www.legislacao.org/primeira-serie/lei-n-o-24-96-consumidores-consumidor-direito-servicos-129180


Bob Marley

Rosa Pinto disse...

Bom domingo.

Ausência
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus
[braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
Carlos Drummond de Andrade, O corpo

Beijinho