Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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terça-feira, novembro 18, 2014

A remodelação do Governo de Passos Coelho. Quem são os novos ministros? Conheça as primeiras escolhas do ainda Primeiro-Ministro. E as segundas. E as terceiras. E as quartas. E, enfim, o que se arranjou.


O post já a seguir é dedicado ao humor. Mete freiras, fé e alguma malandrice, e os Leitores mais dados à beatice ou aos rigores da religião que me perdoem. Mas é só brincadeira.

Mais abaixo ainda, tenho um pedido de desculpas a alguns Leitores.

E, agora, aqui parto para coisas sérias: a substituição de Miguel Macedo.


Comecei o dia lendo as notícias, que a coisa se ia resolver em poucas horas. Passos Coelho não estava afim de ir na cantiga da oposição e dos paineleiros, nada de remodelações que ele não é pessoa dada a fricotes, remodelações é coisa para decoradores e ele é mais para a cozinha, farófias, queijadas, pastéis de massa fina.

Cheguei a casa à noite pensando que a coisa estava consumada. 

Mas não. Nada. 

Consta que passou o dia a convidar tudo o que lhe passava debaixo da janela, quem quer desenrascar o coelhinho que canta bem e é lavadinho? 


Parece que começou pelos devotos. Perguntou ao Abreu Amorim, ao Hugo Soares, ao Menezes-filho, à Leal Coelho, ao Gomes Ferreira, a todos esses, e nada, que estão bem na sua vidinha e gostam mesmo é de mandar bocas, não de se meterem em chatices. 

Depois lembrou-se do Alberto João que anda meio esquecido - nada, que ele devia estar era maluco para lhe dirigir tal convite. Depois para equilibrar a questão insular, pensou nos Açores, tentou a Berta Cabral. Nada, que tem mais que fazer. Depois lembrou-se da tal assessora malcriada, a Eva Cabral: nada, que ele fosse à m.... com uma conversa daquelas, que farta de aturar animais estava ela, quanto mais ainda ter que comer com a mulher do Toni Alburcas e os outros marmanjos no conselho de ministros.

Depois começou a aliciar os ajudantes, a saber, o puto Maçães, o Lombinha dos Briefings, nada. Nada, nada. Que preferem estar onde estão, sempre podem brincar ao bate-o-pé com as assessoras durante o recreio.

Depois, em desespero de causa, lembrou-se da ex, da Fátima Padinha. Que nada, que já o aturou para além do que é humanamente suportável, era o que faltava, que fosse chatear a actual mulher. 

Então, a seguir, tentou convencer a mulher, a D. Laurinha. Nada, que já basta ter que aturá-lo em Massamá e na Manta-Rota, chiça.

Pensou então no porta-voz, o catraio Mendes: nada, que não se juntava com qualquer gentinha mal afamada, só mesmo com alguns. 

Talvez o Menezes-pai. Mas também que não, que anda a curtir um léxico fashion com a nova companheira, coisa de tsunamis afectivo-emocionais. 

Voltou-se, então, para o Relvas. Que não, que está farto de mudar fraldas, tinha passado anos a mudar-lhas a ele, agora à petiza, era o que lhe faltava voltar ao mesmo, e que agora é que está como quer, a agilizar negócios, ora abelha. 

Pensou na D. Cavaca. Que não, que percebe, coitado, mas que não pode, que tem que massajar os pés do maridinho e lavar o chão da cozinha. 

A seguir pediu ao Portas que se deixasse da fantasia de ser vice e pegasse no batente, que fosse aturar os polícias e os cabos da GNR. Mas ele arregalou os olhos e explicou-lhe que, por uma, duas e três razões, que não, ora essa, que prefere gente de outros hemisférios, que quer é estar bem longe de tudo o que lhe cheire a coelho. 

Lembrou-se então da Maria José Morgado mas, quando suspeitou disso, a Loura da Cruz mandou um jagunço despi-la e acorrentá-la à secretária, fotografá-la e, a seguir, entregar as fotografias à PGR para que averiguassem se não será uma maluca pervertida. 

Por isso, o Láparo não conseguiu nada, niente, rien, nothing, népias. 

Consta que a esta hora está rodeado de velinhas, de joelhos, a rezar, para depois continuar a fazer telefonemas. Ouvi dizer que está a ligar para as concelhias a ver se há algum presidente de Junta que faça o sacrifício de vir para ministro. Caso não consiga, tem ainda uma na manga: o Ricardo Salgado a troco de não ir dentro.

Entretanto, sem Ministro da Administração Interna, com o Director do SEF detido, com o Director do SIS prestes a sair de funções, com o dos Notários e pelo menos duas Secretárias Gerais de Ministérios e mais uns quantos metidos ao barulho, com aquele latagão, o ex-espião Jorge Silva Carvalho, já a mandar bocas ao super-Juíz  Carlos Alexandre e tudo o que é espião maçónico em pé de guerra, isto está bom é para a bandidagem. Nem sei quem é que agora está a vigiar as fronteiras. Na volta é o Machete. A esta hora já está em amena cavaqueira com malta da Jihad, a contar-lhes os truques todos para entrarem sem darem nas vistas.

Leio no Expresso que se fala na Margarida Blasco mas, a ser, seria coisa bem feita: os jornais a falarem no assunto antes do Presidente ser informado.

Estou curiosa. A continuar assim, sem que ninguém queira pertencer a este governo e com mais uma data deles a quererem sair, não sei como vai ser. Cá para mim, vai contratar uns quantos actores, desses que andam meio pendurados, que não conseguem passar nos castings do la Féria, e vai pô-los a fazer de ministros e chefes das polícias. 

Provavelmente, para ver se ainda consegue ficar bem na fotografia, com a ajuda de uma agência de comunicação, ainda se está a preparar para ver se transforma isto numa coisa boa, numa vitória. Uma coisa assim: vai a Belém, põe o Cavaco e a Maria com vendas nos olhos e depois... Tãnãnãnã... queridos, mudei o Governo! 

E aparece um bando de saltimbancos, todos devidamente aperaltados com cabeças de burro.




Nós somos os novos membros do Governo de Passos Coelho e vimos apresentar os nossos cumprimentos. Permitam, Excelências, uma cançãozinha: 
Diga lá senhor Cavaco, diga lá D. Maria
Se as instituições estão a funcionar normalmente
Para quê acabar com esta romaria?
Diga lá Sr. Cavaco, diga lá D. Maria,
Para quê mexer no que funciona tão lindamente...?
Vamos mas é cantar e dançar na maior alegria!
E viva o nosso chefe Láparo e mais o D. Cavaco e a D. Maria! 

 [tudo isto a quatro vozes, enquanto uns cantam, outros zurram]
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Relembro: o post abaixo contém humor e aviso já: quem não achar graça a misturar freiras com piadinhas e piadolas não deverá descer.

Mais abaixo, apresento justificações e desculpas a alguns Leitores.

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Fico-me por aqui e não vou reler pois estou com muito sono. Relevem, por favor, quaisquer argoladas.

Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela terça-feira. 

E (agora estou a falar a sério) nunca deixem de ter esperança
Um dia destes vai acontecer uma coisa muito boa na vossa vida. 
Vão ver que sim e quando menos esperarem.

....

1 comentário:

Anónimo disse...

Eu gosto é das mãozinhas do bacano do Passos a rezar. Estes católicos de pacotilha dão-me nojo! Rezam e depois lixam-nos, em nome do Capital. Pata que os pôs!
P.Rufino