Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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sábado, outubro 11, 2014

Não provoques os deuses. Sempre teríamos de aqui voltar. Quem me dirá o que fui? Uma bella figura?



não provoques os deuses    ouvi
alguém dizer   e por isso
não houve perguntas para
o teu regresso

que também não durou mais 
que um solstício de verão
a cair no rio

um sinal na rua
a passar do vermelho
ao verde






Porque sentimos que chegávamos a um lugar
onde a terra se mede com a vida
e o tempo nos larga de repente da mão,
detivemo-nos um momento na pergunta
e soubemos que sempre teríamos de aqui voltar.











Usei de mim o que não tinha de melhor
e o melhor que havia em mim nunca cheguei a entender.
Hoje apercebo sombras
e a minha memória erra entre imagens difusas
e palavras ríspidas.
Quem me dirá o que fui?












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Será superficialidade, coisa de mulher - aceito. Misturar poesia e dança com moda se calhar não é coisa bonita. Mas então? As mulheres têm destas coisas, uma certa falta de vergonha, uma certa impudica leveza. Desculpo-me e penso que moda é beleza, feminilidade. E intimidade. E talvez isso possa ligar bem com poesia e dança. Sei lá.

Gosto de pedras preciosas ou não preciosas, gosto de cores profundas, de branco com bolas pretas e brincos coloridos ou sapatos encarnados, e casacos bordados, carteiras bordadas, casacos de veludo macio com bordado em pedras.

Calças justas pretas que dão com tudo, blusas macias na cor que for, ou pretas. Não é preciso muito dinheiro, basta sentir alegria na escolha e combinação das roupas. E um perfume subtil, um odor morno que se sinta apenas de perto.

E se o casaco é chique demais, então que se combine com uns jeans. Tudo é possível desde que devidamente conjugado e desde que usado com descontração.

Dolce & Gabanna é uma festa. Podíamos ter filigranas aqui também. E os cabelos tão bem penteados, tudo uma graça. Mulheres cheias de graça - aqui sempre bem vindas. 


Dolce&Gabbana Summer 2015 Womens Fashion Show: the day before






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O primeiro poema é de Alice Vieira in Os armários da noite

O segundo é o nº 3 de Nossa Senhora de Rocamadour de Luís Filipe Castro Mendes in A Misericórdia dos Mercados

O terceiro poema chama-se De Senectude de Luís Filipe Castro Mendes in A Misericórdia dos mercados

O bailado é Bella Figura, uma coreografia de Jiří Kylián, pelo Nederlands Dans Theater.


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