Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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sábado, outubro 11, 2014

Tecnoforma processa Poiares Maduro e Clara Ferreira Alves que o entrevistou. Não me parece bem. O Poiares, tadinho, não tem maldade nenhuma aquele corpinho. Ó senhores da Tecnoforma, porque é que fizeram isso? Ele é um fofinho, é inimputável, dá ideia de que não sabe bem o que diz ou faz. Por isso, deixemos isso para lá e dediquemos, antes, a nossa atenção a um artista especial: chama-se Nathan Sawaya e trabalha com legos


No post abaixo já mostrei palavras belas, mulheres belas, roupas e penteados belos, corpos belos, movendo-se numa dança muito bela.


Aqui, agora, apetecia-me continuar no mesmo comprimento de onda mas uma driving force puxa-me para a inclemente realidade. 

Tantas coisas de que teria vontade de falar (a cidade que tomba às mãos de facínoras sem que ninguém o impeça, a jovem mulher que se fez explodir para se defender e para destruir os assassinos, o vírus que parece o logótipo da morte que este fim dos tempos transporta, e a menina que ganhou o Nobel da Paz por defender a educação para as crianças e o homem que também o ganhou defendendo os meninos de ignorância que os põe a trabalhar em vez de a estudar ou brincar - tantos assuntos) e, no entanto, não me parecendo justo encaixar assuntos de tal forma imensos num pequeno espaço entre moda e dança, retiro-me respeitosamente e ocupo-me de pormenores, de insignificâncias.

Soube-se hoje quem é que molestou os puros ouvidos da Tecnoforma. Cristovão Carvalho - o advogado que tem ar de justiceiro, de bad man, aquele peludo a quem, no outro dia, chamei o Tony Ramos da advocacia, pôs os motores em marcha, carregou no acelerador e aí vai ele, prego a fundo, derrubando paredes, passando por cima de todos os obstáculos. E não faz por menos: um ministro, o coisinho maduro que é tão verdinho, tadinho, e que, bebezoco mais fofo, mais não fez do que alinhar na onda da Clara Ferreira Alves, mulher que é sabido que quando está verbalmente destravada leva tudo à frente; também o Pacheco Pereira e Ana Gomes, dois temíveis pesos pesados com uma língua viperina que devem estar a esfregar as mãos de contentes, até vão achar graça a poderem dizer, alto e bom som, tudo o que pensam deste assunto; junta-se-lhes o Cerejo, esse bravo jornalista do Público. E não sei se mais alguém. 


Uma festa. Como dizia o outro há tempos: uma órgia.

Não sei o que pretende a Tecnoforma com isto mas quem deve ficar a suar as estopinhas com a investida é o Passos. Tanto que ele queria que isto ficasse esquecido e agora a Tecnoforma e o seu advogado castigador arranjaram maneira de pôr esta malta toda a escancarar a boca. 




De todos, o único que deve ter ficado aflitinho, com medo de ainda ir parar à prisão, intelectualzinho e fofinho no meio de uma cela cheia de mânfios esfomeados, é o poiazita verdinha, tadinho dele. Tenho ideia de ter lido essa entrevista no Expresso e não me lembro que ele tinha dito alguma coisa chocante. Aquele advogado é um mauzão, é o que é. Imagina se o ministrinho queridinho tem lá maldade que chegue para fazer mal a alguém. Nem a uma mosca, quanto mais a uma Tecnoforma.


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Não sei se este fim de semana vou conseguir repor a energia mas bem precisada estou já que ando cheia de sono e chego a esta hora já mais a dormir do que acordada. 

Queria aqui falar de Stoner de John Miller mas isso requer algum tempo e eu estou que não posso, dou por mim praticamente a escrever de olhos fechados. A ver se consigo amanhã; mas já não digo nada pois tenho boas intenções que acabo por não conseguir cumprir, tantas as solicitações e tanto o sono.

No entanto, para que não se sintam frustrados com isto acabar com o verdinho ou com o advogado mauzão, mostro-vos um artista invulgar, aquele de quem o meu filho no outro dia me enviou um link. Vejam, por favor, porque é espantoso.

[Isto podem tentar reproduzir em casa, basta terem Legos. Depois enviem-me fotografias das vossas obras de arte que eu, se elas me deixarem de queixo caído, publico-as aqui.]






The Art of the Brick by Nathan Sawaya



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E, agora, mais nada. Deixem que vos leve pela mão até ao post já a seguir. Ou melhor, levem-me vocês pela mão. Se conseguirem, até prefiro que me levem ao colo.

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, um belo fim de semana.


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1 comentário:

FIRME disse...

COM AQUELA CARA...HUMM,É MELHOR CRIAR UMA BANDAZITA,MAIS OS AMIGOS,ele vocalista os outros músicos de suporte! Pedem ás ex.doce,aulas de dança,e vão á eurovisão ! Talvez façam melhor figura,do que por aqui...Sugiro um nome prá banda:PANTOMINEIROS.