Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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sexta-feira, setembro 19, 2014

Nuno Crato e Paula Teixeira da Cruz em modo 'Perdoa-me', Stock da Cunha, o senhor muita bom (' melhor não pode haver', cacarejaram logo os arraçados de papagaio) que veio substituir o filósofo anti-patriota Vítor Bento, diz que tem como missão fazer o que não deixaram o filósofo fazer; o Luís Filipe Menezes sob suspeita de corrupção e parece que o Passos Coelho também, coisas do tempo em que estava deputado em exclusividade e dizem que a receber dinheiro da Tecnoforma, e mais uma tal agência, a WeBrand, por onde rolavam milhões do PSD. E que mais?, ora deixa cá ver...


Agora vai ter que ser a despachar porque já são duas da manhã e daqui a nada tenho que estar a pé. 

Mas, antes, deixem-me que vos diga que, no post já a seguir a este, falo de uma descoberta fascinante por parte de neurocientistas ligados à Fundação Champalimaud e mostro um vídeo onde uma outra neurocientista fala da forma como a meditação muda a configuração do cérebro. Um tema que me deixa à beira de uma sucessão de epifanias, coisa quase da ordem dos êxtases místicos. Quase.
A seguir há dois posts deliciosos. Coisas de gajas...? Pode ser. Mas é das boas. E é ver para crer.

Mas, atendendo a que isto agora - e, caraças, era sobre isto que eu vinha com intenção de me alongar - é para atar e pôr ao fumeiro, vou já direito ao assunto.

Na quarta feira vi um casal de criaturas sinistras, pareciam desenterradas, um que parecia que não dormia há mais de um ano e que não percebi bem o que queria e a sua patroa, farripas amarelas escorrendo ao longo da cara igualmente mal encarada, dizendo que pediam desculpa pelo transtorno. Falavam do Citius, assunto que me arrepia só de pensar. 

Gente incompetente que não faz ideia do que é gerir, pensam que isto vai tudo na base das bocas e dos cortes e o improviso. Os juízes andam doidos e imagino a felga que por lá vai, sem saberem a quantas andam. 

A Teixeira da Cruz, ar de mulherzinha pedante, como se estivesse a ter uma atitude corajosa, veio, pois, pedir perdão pelos transtornos. Não sei o que é que ela acha que resolve ou ganha com isso mas gente desatinada é assim mesmo, faz o que lhes vem à cabeça.


A seguir, na quinta, vejo uma reprise: o Crato, cada vez mais com ar de rato, na mesma cena, a pedir desculpa. Pediu desculpa aos pais, aos alunos, aos professores, aos deputados, ao País, e provavelmente aos restantes ratos da bancada. A fórmula de cálculo na colocação dos professores da bolsa de colocação de escolas estava engatada como toda a gente lhe andava a gritar aos ouvidos. Entretanto, o director-geral já se demitiu. O Crato, que só tem feito porcaria desde que foi para ministro, agora deu nisto, pede desculpa. E gaba-se de estar a pedir desculpa. Esta gente não tem vergonha na cara; como se as cavalices se resolvessem com desculpas. Mas mais: ao desculpar-se, arranjou uma expressão que podia ser usada por qualquer vice-irrevogável, trauliteiro ou pequeno arauto de serviço ou papagaio analfabeto, nunca por um matemático de quem se espera um mínimo de rigor: disse que tinha havido incongruência na harmonização da fórmula. O que será isso?


Vale tudo para esta gente.

Parece até que o Marques Mendes anunciou que a Alexandra Lencastre vai voltar a apresentar o Perdoa-me, agora  em versão governativa. Um a um vão sentar-se-lhe no sofá a pedir perdão a alguém.

Ai minha mãezinha, que ninguém me poupa. A ver quem é que esta sexta feira nos aparece a pedir desculpa. Talvez o vice-Portas ou o próprio Nóia por terem insinuado que o ex-incensado Vítor Bento é anti-patriota.

Ai.

Não são bons da cabeça, é o que é.

Mas é que parece mesmo que anda tudo doido. Ao vir para casa, debaixo de chuva e no meio de um trânsito engaiolante, ouvi na rádio p comunicado do rei dos bifes, o génio dos bancos, o melhor possível (assim o declararam os papagaios do costume e não cito nomes para não pecar por defeito), o Stock da Cunha. Dizia ele - e eu vinha pasmada - que queria criar valor para o banco, angariar clientes, e que não tinha pressa, que a prioridade era valorizar o Novo Banco. Como estava sozinha no carro, soltei umas interjeiçoes jeitosas. Mas não foi por ser esta a sua ideia, uma ideia desalinhada com os accionistas, que o Bento se foi embora? Não foi por defender isto que deixou de ser abençoado para passar a ser um excomungado? Raios partam estas alimárias que não sabem a quantas andam, nem o que querem nem o que dizem.


E comprei a Visão com a face Oculta do PSD e nem tive tempo de a ler. Primeiro saí tarde, já quase de noite, num pára arranca que não dá para ler nem nada, depois caminhada, depois jantar, depois macacadas aqui, e, com isto, ainda não sei que moscambilhas andou a maltosa do PSD a tramar, gastando dinheiro à tripa forra à custa do pagode. Parece que passa ou que a desconfiança começou com uma tal Cristina Ferreira (outra, não a da TVI) de uma agência amiga do PSD, a WeBrand. Mas tenho que passar dos primeiros parágrafos para perceber onde está o cabeludo da história.



Já para não falar do ilustre gaia-caloteiro Menezes que parece que tem milhões de património quando não teria rendimentos para isso e que, portanto, já está a ser investigado por corrupção para enriquecimento pessoal. Logo ele, o choramingas, esse paladino da moral e dos bons costumes. Dá para acreditar?


E, como se não bastasse, leio que o Láparo, esse outro modelo de virtudes, a criatura do seu criador Relvas, também está sob suspeita, ó que admiração, por causa de uns trocos que recebia da Tecnoforma quando estava como deputado em regime de exclusividade (segundo a Sábado, qualquer coisa como uns 150.000 euritos). Mas diz ele que está de consciência tranquila, que não pisou o risco. A ver vamos como diz o ceguinho.


E eu só pergunto: mas o que vem a ser isto? Os anjinhos afinal têm pezinhos de barro e segredos cabeludos? Mas não eram todos tão santinhos? Competentes, inteligentes, cultos... e santinhos? Não eram eles que iam cortar gorduras, sanear as finanças, reduzir a dívida, equilibrar as contas, moralizar a política? E não houve tantas virgens que rasgaram as vestes por eles? E tantos papagaios que repetiram que eles eram bons, ai tão bons, e que vinham para pôr ordem na piolheira?

Não me venham agora dizer que era tudo treta... Não façam com que eu deixe de acreditar no Pai Natal. Se faz favor.


Bem, assim como assim, e já que daqui a nada são mas é horas de me pôr a caminho do trabalho, fico-me por aqui - mas não sei antes ver o legítimo Perdoa-me da SIC quando a Alexandra Lencastre ainda era morena e as maminhas ainda não lhe tinham crescido.






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Relembro que por aí abaixo há mais três posts, espero que aproveitem algum.


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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela sexta-feira.

...

4 comentários:

Silenciosamente ouvindo... disse...

Minha amiga também li a Visão.
Será que vão mesmo a sério "começar a investigar as
gentes do PSD?" Até me custa a
acreditar. Que há matéria certamente, agora que vão a fundo?
Sobre o BES concordo com tudo o que escreveu e sobre os "perdões"
deve ter sido ordem que receberam
para provarem que são humildes...
Eu nem quero pensar ter que aguentar esta gente mais 4 anos.4
Bj.
Irene Alves

Anónimo disse...

Sigo com curiosidade estas histórias e sobretudo qual será o desfecho futuro das mesmas. Parece que a nossa Justiça começou finalmente a actuar com mais coragem. Mais vale tarde do que nunca! E, entretanto, já vai havendo uns casos. Isaltino foi um deles, Vara, Penedos, etc, mas a mais bombástica terá sido a da ex-Ministra da Educação, M.L Rodrigues (uma das piores M.E de sempre). Arrogante, como sempre fora, ainda se pôs a criticar publicamente a sentença do Tribunal e a dar entrevistas na TV (SIC), a justificar o que tinha ficado provado na 1ª Instância. De uma falta de bom senso inaceitável! Um arguido (e réu) pode e tem o direito de não concordar com uma sentença, mas não deve faze-lo daquela forma, utilizando o palco dos “media”, como fez essa ex-Ministra, para atacar (que é substancialmente diferente do que discordar) o Tribunal e o colectivo de Juízes que a condenou. Num Estado de Direito como o nosso, ao réu condenado (no caso, ré) é-lhe concedida a possibilidade e direito de recorrer para as instâncias judiciais superiores. E depois aguardar pela decisão desse Acórdão. Uma certa reserva de atitude é o que se pede naquelas circunstâncias. Até Vara e Isaltino tiveram mais cuidado após as condenações, com menor exposição palavrosa.
Quanto a estes casos que refere, a ver vamos se o tolo do Menezes ainda vem a bater com os dentes num banco de réus. E quanto ao PM, tudo aquilo é também lamentável! Mas, nem um nem outro, me surpreendem. Já quanto ao pedido de desculpas daqueles dois, só mesmo a fala de seriedade os impede de se demitirem.
P.Rufino

Pôr do Sol disse...


Estes governantes saberão o que é vergonha, competencia sentido de estado?

Depois de serem avisados de que as medidas que impoem, só virão a causar caos, vêm pedir desculpas armados em inocentes?

Pensarão que somos todos totós?
O caos na justiça, com a perda de processos foi muito oportuno.

As desculpas evitam-se, sempre nos disseram.

FIRME disse...

Se há coisas que adoro,são os comentários ANÓNIMOS: Sinto/leio neles a coragem,a frontalidade e a cobardia dos valentes ,que atiram pedradas,e ficam a ver se partiram o vidro ou não!!! Depois fogem,com as mãos nos bolsos...assobiando.Quanto ás desculpas?...Falem primeiro,com os paizinhos,educadores infantis,cujo tempo educativo foi um desperdício! OLHEM-SE ao espelho e ele vos dirá;SOIS UNS INCOMPETENTES,que nem aldrabar sabeis...DEIXAI O POVO ESCOLHER! Não nos aldrabem nos vossos canais de televisão,rádios e jornais ! CHEEEEEGA.