Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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terça-feira, agosto 12, 2014

Ricardo Salgado, Henrique Granadeiro, Carlos Costa, Passos Coelho e todos os outros que por aí andam a ver se nos engravidam pela porta dos fundos, não precisam de ensinamento ou então aprendem uns com os outros. Já Gregório Duvivier não aprende de maneira nenhuma. Mas, enfim, como poeta inventa trens para os Astescas e isso é de louvar


Todos os dias é uma tal avalancha de porcaria que a gente nem sabe se a tente enfrentar e se ponha a relatá-la (sendo que o mais certo é que se acabe por ficar soterrado), ou se tente subir a um promontório e arranje maneira de se rir disto tudo, ou se, sabiamente, se vá mas é refugiar juntos dos Aztecas, lá bem para trás no tempo.

Estou para aqui a ver se arranjo vontade para falar do BCE, do BdP, do BES, do Novo Banco e de todos os seus tristes actores mas a verdade é que essa vontade peregrina não desce em mim. Para ver se me motivo vou-me entretendo com alguns refrescos, que é como quem diz, com a rapaziada da Porta dos Fundos. Ó gente divertida. O que eles me fazem rir. E o que eles se devem rir a fazer isto.

Ora bem. 

Há aqueles que não se ensaiam nada para f**** quem apanhem pela frente, estejam ou não a jeito. E há outros, coitados, que não têm intuição nem jeitinho nenhum, um dó. 



CONCEPÇÃO - Porta dos Fundos







A quem não saiba, informo que Gregório Divivier é poeta.
Aqui vos deixo com ele enquanto diz um poema de sua autoria, O meio de todas as coisas.




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Enquanto estou aqui no meio de todas as coisas, vou pensar para que lado me hei-de voltar.

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1 comentário:

Anónimo disse...

Essa do “engravidar pela porta dos fundos” (bem apanhada!), recordou-me as reacções ao aparecimento e sobretudo do alastrar da sífilis a partir do Séc. XV e, designadamente, a partir do Séc. XVI. Supostamente, terá sido trazida pelas tropas espanholas que tinham regressado do Novo Mundo e ali contraído a doença, ou por ocasião dos confrontos entre as tropas francesas (de Carlos VII) e napolitanas, onde se encontravam soldados espanhóis a apoiar os napolitanos, que teriam estado nas Américas. Enfim, para o caso, isto agora pouco importa. A verdade é que a sífilis (“syphilus”, que significava “o que gosta de porcos”) assustou muitos homens que, quando mantinham relações sexuais, quer com suas mulheres, quer com as prostitutas, ou outras que não as suas mulheres preferiam praticar sexo anal (por vezes à força, segundo relatos de queixas à época), o que levou as autoridades civis e religiosas (a Igreja tinha então uma grande influência e poder não esqueçamos) a penalizar esse tipo de atitudes, designando o acto como “sexo em vaso impróprio”. Na opinião daquelas autoridades, em particular da Igreja, só existia um “vaso” adequado, na mulher, para que um homem praticasse sexo (e mesmo assim, só na “natural posição submissa”, a mulher por baixo, o homem por cima, já que a mulher era considerada inferior, assim pensava a Santa Madre Igreja). Curiosamente, numa altura em que a Igreja teve um sem número de Papas pederastas, sendo o mais destacado Júlio II (a quem muito a arte renascentista deve, destacando-se, por ex. a obra de Michelangelo). Mas, foi devido à sífilis, que, ao que consta, devemos a ideia do preservativo, inicialmente, sobretudo em França, fabricado com intestino de carneiro, a que se chamava, não sei se por graça, “capote”, ou “redingote anglaise” (que vinha do termo inglês “riding coat”, literalmente, “manto de cavalgar”). Não eram muito eficazes na altura, pois rompiam-se por vezes. Uma chatice! Mas, também aqui, alguns representantes da Igreja viram nessa invenção um meio para os homens poderem praticar relações sexuais “em vaso impróprio”, neste caso por permitir uma “mais higiénica” relação no tal “vaso impróprio”. O grande sedutor dessa época, Giocomo Casanova, foi um dos seus maiores utilizadores, segundo parece (que pagaria enormes somas de dinheiro, visto esse preservativo ser relativamente caro e porque ele “seria um grande praticante do bom sexo, em qualquer vaso”). Enfim, histórias patuscas da História.
P.Rufino