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domingo, agosto 10, 2014

A moralidade da desonestidade


No post abaixo, falei do enjoo que a visão do Tozé provoca em mim. O que ele diz e faz e a forma como se apresenta não fazem o meu género. Tal como eu está muito mais gente, a julgar pelo resultado das mais recentes sondagens: o PS cai nas sondagens e a indigência (des)governativa é premiada. 

Um nonsense, esta situação. 

Como é que se chegou a este ponto de se ter a democracia esquartejada em partidos entregues a gente desqualificada?

Mas, enfim, isso é a seguir. Aqui, agora, vou traduzir um texto que me enviaram. Não é inédito ou exclusivo mas é muito oportuno.


A moralidade da desonestidade



Alguns anos atrás, uns ladrões entraram num banco numa pequena cidade. Um deles gritou:

   - Não se mexam! O dinheiro pertence ao banco. A vossa vida pertence a vocês.

Imediatamente toda a gente se deitou no chão, com calma e sem pânico.

  • Isto é um exemplo de como a formulação correcta de uma frase pode fazer com que toda a gente mude a sua visão do mundo.

Uma mulher deitou-se no chão de uma maneira provocante. O ladrão aproximou-se dela e disse:

   - Minha senhora, isto é um roubo, não uma violação. Por favor, comporte-se devidamente.

  • Isto é um exemplo de uma verdadeira conduta profissional, e de foco no objectivo.

Depois de fugirem do banco, o ladrão mais novo (que tinha um curso superior) disse ao ladrão mais velho (que mal tinha acabado a primária):

   - Olha, e se contássemos o dinheiro que roubámos?

O mais velho respondeu:

   - Não sejas parvo. É um monte de dinheiro. Por isso vamos esperar pelas notícias na televisão para descobrir o dinheiro que tirámos do banco.

  • Isto é um exemplo de como a experiência de vida é mais importante do que um diploma.

Depois do roubo, o administrador do banco disse ao contabilista:

   - Vamos chamar a polícia e dizer-lhes quanto é que nos roubaram.

   - Espere, disse o contabilista, antes de fazermos isso, vamos acrescentar os 800.000 euros que tirámos para nós há uns meses e é como se fizesse parte do roubo de hoje.

  • Isto é um exemplo de retirar vantagem de uma oportunidade.

No dia seguinte as notícias divulgaram que o banco tinha sido roubado em 3 milhões de euros.

Os ladrões contaram o dinheiro, mas apenas contaram 1 milhão. Começaram a resmungar:

   - Arriscámos as nossas vidas por 1 milhão de euros, enquanto a administração do banco roubou dois milhões sem pestanejar? Se calhar mais vale aprender a viver dentro do sistema, em vez de ser um simples ladrão.

  • Isto é um exemplo de como o conhecimento pode ser mais importante do que o poder.


..  Moral  ..

Dê a uma pessoa uma arma e ela pode roubar um banco. 

Dê a uma pessoa um banco e ela pode roubar toda a gente.





Ricardo Salgado e o BES : Primus inter pares


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As imagens foram obtidas na net sem que eu saiba a proveniência original. Mas a última é uma fotografia minha: tal como ontem mostrei, é um cartaz que começa a aparecer colado um pouco por todo o lado.

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Relembro: para verem e lerem o que o Tozé para aí andar a demagojar ou a bolsar ou lá o que é que ele anda a fazer, é descerem, por favor, até ao texto que se segue.

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