Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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sexta-feira, julho 25, 2014

Pacheco Pereira na Quadratura do Círculo sugere que Ricardo Salgado, o ex-DDT, ao cair, faça cair meio mundo. E sugeriu que fale dos submarinos, do financiamento de partidos, de negócio de armas em geral, de dinheiros em Angola. Ouvi isto e pensei: Ui... muitas velinhas devem estar acesas para que a Caixa de Pandora permaneça bem fechada.


No post mais abaixo mostro dois anúncios que têm mensagens sexuais muito pouco subliminares, um com o Futre, que foi banido (banido o anúncio, não o Futre, diga-se) e outro, muito alta voltagem e muito chique, que não escandalizou ninguém. Enfim, critérios.

Mais abaixo ainda, conto-vos um susto que apanhámos e que me fez andar deitada no chão, de lanterna na mão. Um susto. Fica uma pessoa com um animal de estimação à sua guarda e vai o bicho e escafede-se. Dá para acreditar? Ainda não estou em mim.

Mas isso é a seguir.

Aqui, agora, não sei se a conversa vai ser outra ou se vou deixar-me dormir a meio caminho.

O estado de adormecimento em que me encontro retira-me a potência nos dedos. A da cabeça nunca é muita mas os dedos costumam fazer a despesa sozinhos. Hoje não me parece que se vão aguentar.

Adiante.

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Don't let me be misunderstood




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Já referi no post mais abaixo que ouvi o Pacheco Pereira, na Quadratura do Círculo, a formular votos de que o Ricardo Salgado aproveite o ensejo para começar a desbocar-se, entalando meio mundo pelo caminho.


Havia de ter graça: o DDT, que se gabava de nunca deixar cair ninguém, ao cair, arrastar consigo todos aqueles que comiam à sua mão.

Pacheco Pereira sugeriu: e que tal o Ricardo Salgado falar do negócio dos submarinos; ou de todos os negócios ligados ao armamento em geral; ou financiamento de partidos políticos; ou movimentações de dinheiros em Angola...? Não sei se ele juntou outros temas. Provavelmente adormeci a meio do enunciado.


Mas fiquei a pensar que isto parece ser um filme que ainda mal começou. Muito dinheiro escuso, muitas trocas de favores, muitas influências negociadas durante anos, toda uma teia oleada e bem oleada. E sempre muitos advogados com pareceres, e consultores, e assessores. Com chefe de gabinete e secretariado à sua volta, gente de confiança, muita confiança, e comparsas e colaboradores de topo. Gente que com certeza sabia de tudo ou, senão de tudo, pelo menos de muito mas que, por lealdade ou conivência, assobiou para o lado. Gente, alguma dela, que, de tanta confiança, quase se achava tão importante quanto o seu amo. Mas tudo com muita classe, muito savoir faire.

Agora as pessoas perguntam-se: para onde foram os milhares de milhões que parece que voaram sem deixar rasto? Pois. Devem ter ido para tudo aquilo de que o Pacheco Pereira fala. Cá e por onde ele e os seus próximos se iam movimentando.

Num país pobre como Portugal este dinheiro que percorre os bastidores da economia é dinheiro que não está ao serviço do desenvolvimento. Unta mãos aqui e ali, vai para offshores, para luxos, para bolsos de corruptos e, talvez, Pacheco Pereira o deu a entender, também para para pagar minudências como, por exemplo, campanhas partidárias. Em suma, para sabe-se lá o quê.

O Hotel Palácio Estoril é um hotel com cachet, requintado, sem ostentações vulgares. Vê-se o que é o suave charme da burguesia, mas da alta burguesia, da burguesia com muitos anos de história. Conheço-o. Leio que Ricardo Salgado montou lá o seu escritório provisório, que estaria a eliminar documentos. 


É natural. Agora que todos o abandonam e o temem, é natural que queira eliminar documentos comprometedores.

A justiça deverá fazer o seu caminho e a comunicação social, que durante tanto tempo o protegeu e dele se fez arauto, deverá agora respeitar a decência que se exige em todas as circunstâncias.

O que eu espero é que os inocentes sejam poupados, que as economias ganhas honestamente não saiam beliscadas, que se encontrem alternativas honradas para as empresas que vão ser alienadas e que se respeite o direito ao trabalho dos que, até aqui, lealmente têm servido o GES (e refiro-me às empresas do Grupo Espírito Santo e não à família em si). E que se faça justiça. Quem, julgando estar acima da lei e julgando-se com mais direitos do que o vulgar dos mortais, quem servilmente aceitou ser conivente de toda uma teia de corrupção, fraude e ilegalidades, quem desprezou a importância das economias das pessoas para as usar como se fossem suas, deve ser punido.

E que haja celeridade na justiça e serenidade enquanto esta se exerce. Julgamentos irracionais na praça pública não fazem qualquer falta.


E assim, com duras aprendizagens, se vai fazendo o caminho das pedras em Portugal. A cada dia que passa vamos perdendo um pouco mais da nossa inocência.

Talvez um dia nos tornemos ainda uma democracia madura. (A menos que nos tornemos um protectorado chinês ou angolano, coisa para a qual parece caminharmos a passos largos).

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E com isto me vou que hoje: com o sono com que estou, não consigo dizer muito mais. Antes de me deitar ainda vou espreitar a Tartaruga Voadora, não vá estar, a esta hora, à janela a ver o Tejo nesta noite fresca de verão.

Filha da mãe da Jaquina, que belo susto nos pregou, ainda não me refiz.

E a ver se esta sexta feira não cai ou desaparece outro avião. Isto que anda a acontecer aos aviões é estranho. Ainda bem que, nestes tempos próximos, não estou a contar ter que viajar, senão bem apreensiva andaria. Parece que, de vez em quando, há por aí umas quaisquer ondas magnéticas que incendeiam os ânimos, que distorcem os raciocínios, que tornam malvadas algumas mentes, que viram do avesso a cabeça dos deuses. Não sei. Coisas estranhas.


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Relembro: desçam, por favor, para saberem de uns anúncios do além, um que foi banido e outro, bem pior, que o não foi embora me pareça que deve fazer pior à saúde que as cápsulas do Futre. E ainda mais um pouco para saberem de um fenómeno que tenho cá em casa, uma Jaquina aventureira (a alpinista?).


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E, por agora, fico-me por aqui. Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela sexta feira!


6 comentários:

bob marley disse...

constitucional, era o que faltava, o que é isso - http://www.publico.pt/local/noticia/constitucional-rejeita-ultimo-recurso-e-obriga-antonio-costa-a-entregar-documentos-ao-publico-1627131

ohhh costa, amigo costa

Anónimo disse...

Adorava ver o Salgado por a boca no trombone e afundar muita gente, não digo empresas, mas gente. Políticos sobretudo. Dos submarinos a banqueiros, a escroques de interesses privados, etc. Mas, Salgado é um fraco, está metido numa camisa de varas e dela não sairá. Nem quer.
P.Rufino

FIRME disse...

Eu beirês me confesso: OUTRA VEZ; Em primárias ou findárias vamos acabar,com o seguro destes cavacos!!!Aconselho,estes meus conterrâneos;No próximo inverno,não comprem bilhas de gáz,sem primeiro queimarem os cavacos e as silvas...MAS ATENÇÃO AOS FOGOS!!! Esses queimam até o que é nosso!!! Isto já é mesmo a sério!!!

Humberto Barbosa disse...

Boa noite
Sinceramente, não acredito que Salgado ponha a "boca no trombone ".
Essas pessoas, cujo nome só ele sabe, são a garantia que nada lhe acontecerá.
Afinal estamos em Portugal.
Bom fim de semana para todos
HB

Tété disse...

E é por estas e por tantas outras e outros do mesmo calibre que o país está como está.
O que estarão a pensar os intocáveis que julgavam ser imunes às crises com as doses de falcatruas que vêm impingindo ao povo?
Deus queira que lhe dê para dizer umas coisinhas e deixar ao léu uns quantos que servem de séquito aos mais altos deste país que continuam a pensar que ninguém lhes chega.
E quanto à "Jaquiná" (nome do Herman José quando fazia em tempos de uma estilista de alta escura), o melhor é dar-lhe rédea curta ou ainda se habilita a que vá dar um passeio pela vizinhança.
Beijos e abraços

Concha disse...

Gosto muito do mar, mas sempre nadei tendo receio dos polvos!!!