Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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domingo, março 16, 2014

Marques Mendes encarna o verdadeiro espírito da vizinha, posta de janela a tirar sentidos ao que vê, sempre pronta para criticar e para inventar histórias, fofoqueira, intriguista. Porque será que a SIC paga a tão deprimente figurinha, alguém me explica?


No post a seguir já acertei contas com a minha opinião acerca de Clara Ferreira Alves. Quem gosta de se apresentar transbordante de certezas e com pose arrogante deveria ter o cuidado de se documentar minimamente antes de falar. No sábado, no Eixo do Mal, esteve muito mal. No post que se segue falo nisso. Vou continuar a segui-la com atenção mas, hélas, já com um pé atrás.

Mais abaixo, mostro o que as senhoras devem fazer após uma sessão de exercício físico intenso. Mostro... é como quem diz. Quem mostra é a minha assistente, a elegante Martina Hill.

Aqui, agora, continuo a acertar contas com o que, este fim de semana, vi na televisão.


Madame Mendes
(segundo o blogue We Have Kaos in the Garden)


Bem, ver não será o verbo. Não sei o que se passou ontem no momento em que estava a dar o comentário habitual do Marques Mendes na SIC. Se calhar o meu marido não estava na sala e se calhar eu estava longe da televisão a fazer outra coisa e não me apeteceu levantar-me para mudar de canal. Não sei. O que sei é que, por algum percalço, o coisinho estava na televisão e ali ficou. E eu a ouvi-lo incrédula. Mas a que propósito contratam uma vizinha para comentar coisas sérias?

Enquanto o ouvi, o coisinho pronunciava-se sobre o Manifesto dos 70. O que ele para ali disse. Inventou intenções, fez conjecturas, tirou ilações, traçou cenários, viu os que estiveram menos bem e os que assim assim. 
Uma vizinha sem tirar nem pôr. E, claro, como uma boa vizinha de província, daquelas que vivem de pôr na boca dos outros o que não têm coragem de dizer na primeira pessoa, não se pronunciou sobre o assunto em si mas apenas sobre o diz-que-diz-que à sua volta. 
Que a dívida seja matematicamente impossível de pagar a menos que se faça qualquer coisa, que persistir na política criminosa que destrói o País e aumenta a dívida só revela anti-patriotismo e burrice encartada, etc, etc, isso não lhe interessou para nada, ou seja, sobre o assunto em si, nem falou.

Falar de coisas sérias ao coisinho Mendes não lhe assiste. A vizinha Mendes está ali mesmo é para lançar boatos, mandar bocas, espalhar censuras, dizer dichotes. Ó coisinha mais intriguista e fofoqueira. Pessoas assim, ele, o Professor Marcelo, o Henrique Monteiro e outras vizinhas que tais, personificam o que a política e o jornalismo têm de pior. Superficiais, opinando a eito sobre o que calha e não calha, não acrescentando nada que se aproveite, não são, no entanto, inofensivos.

É sabido como algumas pias almas receiam agir não vão as vizinhas achar isto ou aquilo. Ou é sabido como algumas pessoas mais destituídas, não conseguem formar, por si só, uma opinião e que, portanto, bebem da opinião dos outros.

Por isso, acho que a sociedade portuguesa está o pântano que está por muitas razões, sem dúvida, mas uma delas é seguramente o nefasto papel da comunicação social que tem permitido que os seus principais veículos estejam enxameados de vizinhas alcoviteiras, intriguistas, parvas, gentinha que não faz nem deixa de fazer mas que actuam como dissuasores, como inibidores, como censores sempre de serviço.

Que coisa, esta. Que grande vassourada que este país está a precisar de levar, senhores. Com tanta gente a precisar de ganhar dinheiro honestamente, e andam as televisões a pagar a vizinhas alcoviteiras para ali virem desfiar o seu inútil palavreado. 


***

Relembro: descendo por aí abaixo encontrarão a Clara Ferrreira Alves e a seguir a Martina Hill.


1 comentário:

Anónimo disse...

Aconselhava o pequeno Mendes e outros como ele, anti-Manifesto, a ouvirem o que disse a este respeito, por exemplo, o patrão da CIP, António Saraiva, um dos subescritores do dito Manifesto.
P.Rufino