Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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segunda-feira, março 17, 2014

Paulo Portas, o chefe de Teresa Caeiro que, na questão da co-adopção, votou contra a sua consciência, a qual é mulher de Miguel Sousa Tavares que acha que ele, Paulo Portas, se prepara para atirar pela janela o chefe, Passos Coelho, quando chegarmos a Maio de 1640. Coisas lá deles que só servem para me porem as frases às voltas. E, para ter aqui coisa séria, deixo-vos um excerto da carta de Nuno Norte Pinto, 'Carta de um pai que emigrou (a uma filha que por cá fica)'. Tudo leituras no Expresso, desta e da semana passada.


Se não tomo cautelas e não vou dizendo que abaixo deste ainda há mais, é certo e sabido que, amanhã, o meu marido não os lê. Por isso, os meus Leitores que me desculpem estes intróitos mas eles têm um único destinatário: o meu digníssimo marido, o meu Cristo de olhos cor de mel (a minha filha passa-se com estas minhas descrições do pai: 'ó mãe! o pai um cristo de olhos cor de mel...!? please...!.'). Adiante. Voltando ao meu marido. Diz que não tem muito tempo, que abre o blogue num bocado que tenha livre, que espreita para ver o que há de novo e, se não há aviso a dizer que há mais, fica-se por aí. E, se eu lhe pergunto se ainda não aprendeu a espreitar a ver o que se segue, pergunta-me ele se eu ainda não aprendi que ele tem mais que fazer. O que é que eu hei-de fazer, portanto, senão ir dizendo: olha que há mais.

Por isso, cá vou eu: a seguir a este post, falo do Marques Mendes, depois da Clara Ferrreira Alves, e depois, para acabar em beleza, mostro a maravilhosa Martina Hills.

Mas isso é a seguir. Aqui, agora, a conversa é outra.


*

Excertos da imprensa


1. Sobre a indignidade dos deputados que não sentem que tenham que responder perante os seus eleitores ou, sequer, perante a sua consciência


Diz o Expresso: Teresa Caeiro absteve-se na coadopção em 2013 e queria voltar a fazê-lo


Mas não o fez. Votou contra. Ao Expresso ela explica porquê: senti-me na obrigação de saber interpretar a 'orientação firme de voto' e continua ' ao fim de quase 20 anos no CDS tive que interpretar qual o sentimento da estrutura orgânica do CDS.

Leio e fico revoltada por haver gente assim na Assembleia da República, gente que se esquece até da sua consciência. Não é que eu não esteja farta de sabê-lo mas, de cada vez que o vejo reiterado, não consigo evitar a náusea

Pois eu, o que tenho a dizer-lhe a ela, e mais à deputada do PSD que chorou ao assumir a sua cobardia, e todos quantos, por cobardia, subserviência, oportunismo ou pura estupidez votam de acordo com as instruções que recebem, é o seguinte:
Empregados de partidos, acéfalas correias de transmissão, não fazem falta nem no Parlamento nem em sítio nenhum da vida pública. Xô! 
Que uma criatura como Teresa Caeiro, que tem o desplante de vir para os jornais confessar a sua indignidade (e quase a gabar-se dela), não se demita no dia seguinte, é uma vergonha. Que não se sinta agoniada de cada vez que se vê ao espelho é um mistério.


*

2. Sobre o 1640 de Paulo Portas



Aproxima-se, entretanto, o 1640 de Paulo Portas e ele anda nervoso com as cerimónias inerentes à Restauração (terá que atirar algum Miguel Vasconcelos pela janela, alguém que simbolize a colaboração com o ocupante estrangeiro, e não vejo ninguém mais apropriado do que Passos Coelho). Deve ser por isso, porque o seu timing não pode ser perturbado, que ele se embrenhou num caminho sem honra, nem lógica nem coragem, na questão da co-adopção.



in 'A cada um o seu timing' de Miguel Sousa Tavares no Expresso deste sábado (falando, na última frase, da 'orientação firme de voto' que Paulo Portas, o chefe da sua mulher, Teresa Caeiro, deu ao partido, levando-a a abdicar da sua consciência.



*

Embora com uma semana de atraso, não quero deixar em branco

3. Sobre um dos efeitos da governação de Passos Coelho e Paulo Portas



Sinto, como certamente muitos outros pais e mães sentem, uma raiva enorme do meu país, que nos interrompeu as nossas vidas, os nossos projectos, a nossa felicidade.

sei que esta dor da separação forçada, que se aviva como uma brasa ao vento de cada vez que regressamos a Portugal (e partimos de volta), é uma dor comum a ti e a mim, à nossa família, a todas as famílias que estão literalmente partidas e que fazem um esforço para enfrentar a incerteza e a infelicidade de novos e provavelmente longos períodos de separação.

Sei também que as ditas 'elites' se estão absolutamente a marimbar para todos nós, os que partiram e os que aí ficaram.

E estou certo que, para muitos de nós, esta raiva vai, a pouco e pouco, transformar-se em desprezo, à medida que vamos reunindo as nossas famílias, recuperando a nossa felicidade.

E nada pode ser pior para um país do que o desprezo dos seus cidadãos.


in Carta de um pai que emigrou (a uma filha que por cá fica) de Nuno Norte Pinto, professor da Universidade de Manchester no Expresso de 8 de Março.


***

Relembro: abaixo há Marques Mendes, a seguir Clara Ferreira Alves e, finalmente, há Martina Hills (infelizmente de costas, lamentarão alguns leitores)

***

Volto hoje ao meu Ginjal e Lisboa para ouvir uma grande entrevista: Adélia Prado é um nome grande da literatura em língua portuguesa. E é uma grande e bela mulher. Uma mulher que prende. A inteligência é assim: não há nada mais atraente. Convido-vos, pois: muito gostaria que fossem até lá. Vão gostar, é o que vos posso prometer.

***

E, assim sendo, por aqui me fico por agora.
Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela semana a começar já por esta segunda feira.

6 comentários:

Bob Marley disse...

desta votação retiro esta conclusão, os que votaram em consciência (são contra), e os que votaram porque não têm mais emprego nenhum, não por dedicação a deputado, mas simplesmente porque se não fosse esse TACHO, ESTAVAM NO DESEMPREGO.

Anónimo disse...

"Uma das reacções mais duras ao chumbo da co-adopção no Parlamento veio de um militante do PSD. Carlos Reis, que foi vice-presidente e director do gabinete de estudos do PSD e presidente da distrital de Lisboa do partido, apontou críticas à “hipocrisia” do CDS e à presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves."
Não transmito o texto integral, que alías é curto, por razões que compreenderá. Mas, enviei-lhe por e-mail, a título de conhecimento.
P.Rufino

Bob Marley disse...

OE 2014 (Orçamento Cidadão)- http://www.portugal.gov.pt/media/1348545/orcamento%20cidadao.pdf

Bob Marley disse...

faça do seu monitor um aquário - https://www.aquard.io/

Bob Marley disse...

F1 em 360 graus - http://www.mercedesamgf1.com/en/car/f1-w05-360-video/

Anónimo disse...

Nuno(Eduardo)Norte Pinto é da minha família directa, relata a própria realidade, inesperada, que se mantêm.