Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

quinta-feira, janeiro 23, 2014

Teresa Leal Coelho demitiu-se de vice-presidente da bancada parlamentar do PSD, saíu do hemiciclo e faltou à votação sobre o referendo relativo à coadopção - e portanto, neste ponto, tenho que a elogiar e aqui estou a reparar um erro que involuntariamente cometi.


No outro dia manifestei aqui a minha profunda indignação pela falta de respeito que os deputados do PSD e do CDS tinham mostrado pela Casa onde exercem as suas funções, pelos eleitores que os elegeram e, sobretudo, pela sua consciência.

Dizia eu que tão miserável era o acto de engendrar a esperteza saloia de travar a lei através de um acto oportunista, insensível e descabido, como era miserável os que, não concordando, votaram favoravelmente ou abstiveram-se, tentando depois limpar a sua imagem através de pífias e, de facto, inúteis declarações de voto.

Erradamente incluí nesse grupo Teresa Leal Coelho pois, das notícias, tinha percebido que se tinha demitido depois de ter votado favoravelmente.

Ouvi hoje que não foi assim.

Deixo aqui o link para a entrevista que Teresa Leal Coelho concedeu a Paulo Magalhães na TVI 24 onde explicou que foi ao contrário (demitiu-se primeiro e ausentou-se da sala para não votar) e, portanto, honra lhe seja feita, portou-se bem e dignificou a sua função. Claro que teria sido preferível que tivesse levado mais longe a afirmação da sua vontade, votando contra, mas, enfim, compreendo que isso, nas actuais circunstâncias, seria um gesto corajoso (e coragem é algo que anda arredado dos actuais agentes políticos)


Tenho-a criticado muitas vezes e mantenho todas as críticas que lhe tenho feito - mas retiro completamente as que lhe dirigi neste caso e que resultaram do erro que involuntariamente cometi. Ou seja, peço desculpa pelas críticas indevidas.

Agiu bem e está a agir bem ao manter as suas críticas em público como foi o caso da entrevista acima referida. Assim passe a agir daqui para a frente. 


2 comentários:

Anónimo disse...

Não me espantaria que Teresa Leal Coelho fosse tão calculista como o marido, Francisco Ribeiro de Menezes, uma criatura sinistra, sem curriculum nos Serviços Internos do MNE, visto uma boa parte da sua carreira ter sido passada em...Gabinetes, entre o “rosas” e o “laranjas” (Menezes é um profissional de Gabinetes). Nunca chefiou um departamento, divisão, ou direcção. Mas, esteve, serviu, em Gabinetes, entre Sec de Est, Ministro, até, agora, PM. Mesmo no Quadro Externo, Ribeiro de Menezes andou lá pouco tempo. O mínimo para poder ser promovido. Entretanto, o facto de ter estado em tantos e diversos Gabinetes “permitiu-lhe” subir estratosfericamente na carreira, tendo ultrapassado mais de 80 e tal colegas! Naturalmente, o facto de ser casado com quem é, a tal Teresa Leal Coelho, figura relevante do PSD, também ajudou, e muito. Combinam-se bem, um ao outro. Agora, “abichou” mais uma promoção e ocupando o lugar que ocupa, as portas do sucesso profissional estão-lhe ainda mais franqueadas. E pode escolher o Posto que quiser. Falava-se em Madrid, mas também Paris, visto ambas as capitais europeias vagarem este ano. Como já esteve, embora por pouco tempo, em Madrid, ou volta para lá pela porta grande, ou preferirá Paris – o que não me espantaria nada. Inclino-me mais para esta última hipótese, que até, seguramente, agradaria mais a D. Teresa. FRM é um figurão daqueles que só aparecem de quando em quando no MNE (como os cometas), embora haja por lá muitos, mas, sejamos honestos, talvez não deste calibre. Daí que, quem sabe, se esta atitude da Teresinha não tivesse sido um passo bem calculado e melhor pensado, para depois poder rumar a Paris, ou Madrid, de cara lavada e livre? Quem sabe! Não me admiraria, basta conhece-los.

Anónimo disse...

Teresa Leal Coelho demitiu-se da direcção da bancada parlamentar do PSD, e faltou à votação que aprovou o referendo à co-adopção, por discordar da disciplina de voto imposta pelo partido, mas continua vice-presidente da Comissão Política Nacional do partido que impôs a disciplina de voto aos deputados na votação que aprovou o referendo à co-adopção… - daqui http://derterrorist.blogs.sapo.pt/?skip=20

rasgam as vestes e gritam blasfémia , mas só um pouquinho