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sábado, fevereiro 09, 2019

E outra adivinha: porque é que os enfermeiros não fazem greve quando trabalham nos hospitais privados?
Uma batatinha a quem adivinhar.





Já aqui o digo desde o início: estávamos habituados a respeitar a profissão dos enfermeiros. Víamo-los como gente digna, dedicada a bem servir a vida humana, gente em quem podíamos confiar. Os verbos estão no passado: infelizmente, não mais o poderemos fazer.

Ana Rita Cavaco, essa sinistra criatura -- presumo que numa de fuga para a frente (e ela saberá porquê e não vou ser eu a dizer que as denúncias sobre a forma como exerce o cargo podem ter a ver com isso) -- destruíu (e quase me apetece dizer que o fez de forma criminosa) essa boa imagem.

Os sindicatos -- que parecem subjugados às orientações da passista Cavaco, PSD encartada -- encabeçados por criaturas que parecem igualmente sinistras, têm feito o resto.


Estou chocada com a frieza dos enfermeiros que afirmam com frieza que, se for preciso, se não os deixarem fazer a sua sinistra greve às cirurgias, faltam ao trabalho. Pelos vistos podem dar 5 dias seguidos de faltas injustificadas ou 10 interpolados sem que nada lhes aconteça. E sabendo-se que ninguém se submete a cirurgias no Serviço Nacional de Saúde por desporto mas por necessidade de saúde, não consigo imaginar o que é estar doente, mal, sem qualidade de vida, com medo, e ter que ver a vida adiada, à espera que os enfermeiros continuem a brincar com a saúde e a vida dos portugueses, em especial dos que não têm posses para ir a hospitais privados. Estou chocada por saber que, por não terem respeitado sequer os serviços mínimos, foram adiadas cirurgias a neoplasias graves, a crianças, etc. Fico chocada. Aliás, creio que todos os portugueses com um mínimo de humanismo e decência estão igualmente chocados. O que esta gente está a fazer é simplesmente imperdoável.

Querem reformar-se antes do resto da população, querem aumentos de 400 euros, querem sabe-se lá o quê que vão acrescentendo à medida que lhes apetece. Querem privilégios que exigem sob chantagem sobre os mais indefesos. É imperdoável. E, face a este imoral comportamento, será só a legitimidade que está em causa? Parece-me bem que não. 


Quando está a vida das pessoas em jogo, actuar desta forma tão fria, gananciosa e sinistra (repetirei mil vezes a palavra sinistra, se necessário for), parece-me coisa criminosa. Ilegal. 

E há aquela surpreendente verba que recolheram através de crowd funding, já acima de 780 mil euros, e através da qual os grevistas recebem um dinheiro que ainda não percebi se é limpinho de impostos. E há aquele mistério sobre quem são os generosos beneméritos que se prestam a financiar estes actos de malvadez. 

É que uma greve é um movimento reinvindicativo contra a entidade patronal. Ora esta greve é exclusivamente contra doentes que necessitam de ser operados, gente que fica a sofrer, que se arrisca a morrer. Que movimento é este?


E, depois, tenho aquela dúvida de fundo já antes aqui formulada: os enfermeiros no sector privado ganham melhor do que no SNS? os enfermeiros nos hospitais privados têm uma carreira mais promissora? os enfermeiros nos hospitais privados têm melhores condições de trabalho? os enfermeiros nos hospitais privados não têm razões de queixa ou reivindicações?

Poderia dar já uma resposta que tornaria esta greve ainda mais intrigante. E revoltante. 

Mas fico-me por aqui. Os jornalistas que divulguem. Já começaram a fazê-lo mas ainda de forma muito incompleta. Escavem. Encontrem enfermeiros que trabalham simultaneamente nos dois sectores. Investiguem as condições num e noutro. E, quando digo as condições, digo as condições todas: condições de trabalho, ordenados, subsídios, garantias. Tudo. Percebam porque armam este escarcéu num lado e nem piam noutro. Investiguem. E os políticos acordem, façam o trabalho de casa.

É que só isso, arrisco eu a dizer, bastaria para desmascarar rapidamente esta sinistra ofensiva contra o SNS e contra o Governo -- e, infelizmente, contra os doentes.


E mais uma dúvida, que, também, já antes aqui formulei: não será caso para a rapaziada do Ministério Público avançar? Li que a ASAE já está em cima dos 'donativos' -- mas é pouco. 

Quase a terminar: até há uns dias, andava incomodada com o silêncio de Marcelo sobre esta escabrosa situação. Honra lhe seja feita: já falou e falou bem. Mais: já deixou claro que há instrumentos jurídicos para se actuar. Actue-se, pois. Rapidamente.

E, para acabar, um apelo à consciência dos enfermeiros: reflictam. Querem ser vistos como uma classe de gente irresponsável, desumana, um bando de anjos da morte? É que, se não querem, dêem um passo atrás, acabem com esta actuação sinistra, peçam desculpa aos portugueses e, em particular, aos doentes.

A sua honra profissional está maculada, muito maculada, mas mais vale parar já do que persistir e vir a carregar com uma série de crimes às costas.


20 comentários:

bea disse...

Concordo. Até comecei por pensar que tinham razão em fazer greve. Mas as exigências e os prejuízos sem olhar a quem, estão a destruir a minha crença.

Lúcio Ferro disse...

Desculpe a minha ignorância, mas estaremos a falar dos mesmos enfermeiros que, no tempo do passos e das confort zones, se tiveram de pôr ao fresco para Inglaterra e que então não tugiram nem mugiram?
Bom fim de semana.

Anónimo disse...

Esta greve ultrapassou entretanto os limites da sua aceitação. Poder-se-ia ter enveredado, a certa altura, por um diálogo com o Governo, mostrando boa vontade e seriedade nas negociações. Mas, o que está a suceder é reprovável. E espero bem que o Supremo Tribunal Administrativo dê para trás à Providência Cautelar e recuse a razão à Ordem, que ali´s, muito bem explicou o PM na sua entrevista, não lhe compete propro e organizar greves, do ponto de vista jurídico, pois não as Ordens, mas os sindicatos a quem cabe essas decisões.
Curioso que os comentadores de Direita nos "media" e até os partidos de Direita nãose pronuciarem, ou apoiarem e defenderem esta greve (afinal de contas Ana Rita Cavaco é alguém importante no PSD).
Bom fim de semana!
P.Rufino

Francisco de Sousa Rodrigues disse...

Muito bem!!!
Ponha-se esta gente no devido lugar, investigue-se tudo o que há para investigar e tomem-se as devidas medidas, pois a saúde das pessoas não pode ser arma de arremesso para fim algum.

Um bom fim-de-semana, brava UJM

Anónimo disse...

Não pretendo a batatinha até porque já jantei, mas toda a gente sabe que a maioria dos enfermeiros trabalha a dois portalós. No de bombordo e no de estibordo.
No portaló do Estado é o emprego fixo e com as garantias de não ser despedido. Já no privado andam ao "gancho" e sempre arrecadam mais algum, sem as garantias que o emprego fixo lhes dá.
Mas atenção, no privado dão o "litro" todo, já no SNS é a grande paródia...
Podem insultar à vontade, mas daqui ninguém me tira...

Isabel disse...

Nunca percebi porque é que há profissões, como por exemplo os enfermeiros, que podem trabalhar ao mesmo tempo no público e no privado, e outras, como os professores, não podem. Não concordo . Trabalhar no público e no privado, tem que ter forçosamente conflito de interesses. Não me venham dizer que não.
Ultrapassa a minha compreensão.

Beijinhos e um bom domingo:))

Anónimo disse...

Deputados, médicos, enfermeiros, por exemplo, trabalham no Público e no Privado. No caso dos Deputados, é inadmissível, pois permite a promiscuidade de interesses privados e públicos. Embora seja matéria que pouco ou nada incomode os tais Deputados – o que é lamentável e exemplifica o tipo de gente que ajudamos a eleger! Há muito que os Deputados deveriam estar em regime de Exclusividade, mas “é o estás”! (não convém aos seus interesses profissionais privados). Quanto às restantes profissões, é de facto criticável que tal assim suceda, já que outras profissões do Estado o não permitem. Nem militares, nem diplomatas, nem forças de segurança, nem professores, etc. O Estado nunca teve uma “bitola homogénea” para este tipo de situações. Já houve, mas há muitas décadas. Convém não esquecer, para melhor perceber as várias situações e comportamentos no Estado, que quem manda no Estado é, 1) o Sector Privado; 2) Os Políticos Profissionais. Isto porque quem decide são PMs, Ministros, Secretários de Estado, ou então, noutros sectores, tipo empresas público-privadas, etc, gente que vem do sector privado, Escritórios de Advogados, Consultadorias económico-financeiras, etc, etc. Nomeados pelos tais políticos. E portanto se as coisas falham no Estado é porque essas mesmas administrações, ou direcções-gerais, nomeadas pelos tais governantes, gente que, genericamente vem do sector privado, ou dos tais Partidos Políticos (gente que circula por aí e por ali, de “Posta em Posta, ou Tacho em Tacho”, não souberam), como lhes competia, fazer o seu trabalho – é certo que para ali vão com vista a isso mesmo, aproveitar o tal tacho e fazer curriculum, na maior parte das vezes, havendo, naturalmente, sempre excepções…embora raras).
2. Ainda quanto aos enfermeiros e no seguimento do que atrás referi, não critico o que reivindicam…face a outras situações – tão só a forma como acabaram por conduzir a greve, que prejudicou, e muito, quem mais sofre e precisa do SNS. E não critico, por exemplo, os tais 1.600 euros de salário que, é só um exemplo, porque nunca aceitarei que um Governo prefira untar as mãos de um Banco Novo com 800 milhões de Euros, pague rendas (obscenas) anuais à EDP, que ache que se deva salvar Bancos com o nosso, dos contribuintes, dinheiro (a exemplo do que já tinham feito os tratantes do PSD/CDS no Governo anterior), a par de outros contributos que entretanto foram feitos à Banca (que já vai em cerca de 17 mil milhões de Euros, entre este Governo e o anterior, um verdadeiro escândalo, pois é mais do que aquilo que fazia parte do pacote dos 12 mil milhões do empréstimo aos abutres da Troika, 78 mil milhões-12 mil milhões para a dita Banca corrupta) e não pague melhor aos seus servidores. Não é aceitável, por exemplo, que um PR ganhe, mensalmente, o mesmo que essa criatura, o Mexia da EDP, ganha por dia (6 mil Euros por dia!), ou que um Juiz do Supremo, da Relação, um Embaixador, um General, um docente universitário, um professor do secundário, um investigador, um enfermeiro, um médico e a lista é longa, ganhem o que ganham, tendo em vista as suas qualificações, cargos e funções! É um desrespeito para com essas classes profissionais. Embora depois se aceite pagar cerca de 500 mil Euros anuais ao Macedo da Opus Dei, para presidir à CGD (amigo do tratante do BdP que, quando esteve no bCP fez o que sabemos, por caria, mas foi foi compensado e lá está à frente do BdP, um jeitinho do ProF. Cavaco).Mas, como bem sabemos, quer o PM (e o anterior), quer este Centeno (e o seus antecessores), estão-se nas tintas para essas questões, a única coisa que lhes interessa é o tal Deficit (apesar da Dívida Pública face ao PIB estar em níveis preocupantes!). O importante é agradar à Comissão Europeia e salvar Bancos. E estamos conversados.
P.Rufino

Um Jeito Manso disse...

Olá Bea,

Choca-me que os enfermeiros façam greve sacrificando os doentes dos hospitais públicos e se portem como cordeirinhos satisfeitos nos hospitais privados onde ganham menos, onde têm poucas ou nenhumas garantias, onde têm condições muitas vezes inferiores. Há nisto tudo um cinismo, uma hipocrisia e um desprezo pelos doentes que me revolta. Isto não é uma greve, é um crime. Mas, enfim, não sou jurista, falo apenas como leiga.

Um bom domingo, Bea.

Um Jeito Manso disse...

Olá Lúcio,

Até me fez sorrir com essa pertinente observação. E tem razão: zarparam para longe, caladinhos e obedientes e agora apenas porque não lhes dão o tal aumento de 400 euros e porque não pulam tão depressa quanto queriam na carreira jã é isto, nem se importando de p^r vidas em riscos.

Não digam que não tenham algumas razões de queixa. Quem as não tem? Eu que nem cheiro mais de metade do que ganho também tenho muitas razões de queixa. Agora uma oisa é certa: se eu quiser aborrecer alguém para mostrar o meu desagrado não vou prejudicar pessoas doentes.

Obrigada pelo seu comentário. E boas fotografias, Senhor Engenheiro!

Um Jeito Manso disse...

Olá P. Rufino,

Se um banco correr o risco de colapsar, dando origem a uma hecatombe de consequências imprevisíveis (incluindo perdas de economias de depositantes), a bem da estabilidade do sistema financeiro global, o governo tem obrigação de acudir. Claro que isto não significa que se aceite a má gestão anterior do banco, os bónus que recebiam, etc.

Ora isto não significa que, lá porque se acode a um banco, a seguir se queira que as contas públicas se desequilibrem que a dívida aumente, que os encargos da dívida aumentem, que para pagar os encargos da dívida, escasseie noutro lado, etc.

Por isso, acho que Centeno, ao querer reduzir a dívida e, portanto, a conter o défice, está a querer encontrar balões de oxigénio para poder aliviar o aperto noutros sectores.

E, por tudo isto também, acho que não se deve derrapar, aceitar dar aumentos estapafúrdios para quem não tem noção dos limites.

O que os enfermeiros estão a fazer é sinistro.

E, para serem coerentes, porque não fazem também greve quando trabalham nos hospitais privados?

Um bom domingo, P. Rufino.

Um Jeito Manso disse...

Olá Francisco,

Os profissionais da saúde devem poder reivindicar melhores condições como quaisquer outros profissionais mas, em todos os momentos, devem ter sempre presente o respeito pela vida, pela dignidade humana, devem sentir compaixão pelos mais vulneráveis.

Quem exige mundos e fundos não deve, em momento algum, por ganância ou oportunismo, esquecer aqueles que são a razão de ser da sua profissão.

Um bom domingo, Francisco.

Um Jeito Manso disse...

Olá Anónimo dos dois portalós,

Concordo completamente com tudo o que diz. É isso mesmo.

E... gosto da forma como escreve. Escreva mais, ouviu..? Vou ficar à espera.

Um bom domingo!

Um Jeito Manso disse...

Olá Isabel,

Eu até admito que, para ganhar mais dinheiro, e trabalhando por turnos, os enfermeiros façam um turno num sítio e a seguir um turno noutro sítio.

Mas que se exija tudo o que lhes dá na veneta a um dos patrões e se acate tudo o que o outro quer sem piar e, como forma de pressão perante o patrão Estado cujas verbas vêm do Orçamento, se sacrifiquem os doentes dos hospitais públicos, isso é inadmissível.

Um belo domingo, Isabel!

Célia disse...

Discordo de servirem dois senhores, além disto ser possivel apenas a alguns profisionais da função pública, sendo discriminatório, eles justificam o seu elevado grau de exaustão profissional para exigirem a reforma aos 57 anos.
Pudera!

Leonor Santana disse...

Subscrevo!

Um Jeito Manso disse...

Olá Célia,

É isso: trabalhar num emprego, ir a correr para outro, fazer mais um turno... não hão-de cansar-se...?

Aliás, com esta minha empreitada nocturna aqui no blog acho que vou reivindicar também uma excepção para mim, que isto de aqui estar à noite é duro... Pena é não ser funcionária pública, senão a ver se não organizava aí um movimento grevista qualquer...

:)

Um Jeito Manso disse...

Leonor,

É caso, entáo, para dizermos: give me five!

:)

Um Jeito Manso disse...

Isabel!!!!!!

Quando vinha no carro, ao querer publicar o seu comentário, fugiu-me o dedo e, sem querer, eliminei-o. Mas li-o. Dizia que não concordava comigo, que forçosamente há conflito de interesses entre o público e o privado. Se calhar tem razão. Uma coisa é certa: entre maçar o patrão no privado sabendo que o patrão pode ficar chateado e isso poder vir a ter alguma consequência e incomodar o Estado, onde nada de mau lhe pode acontecer, naturalmente vai pressionar o Estado, poupando o patrão.

Uma boa semana, Isabel

Isabel disse...

Deixe lá, acontece!

Eu tinha escrito outro comentário enorme, onde falava também dos professores e blá, blá, blá...era enorme, mas sabe que me aconteceu?...Uma coisa que nunca me tinha acontecido: tinha o computador mal ligado na ficha e fiquei sem bateria e pfff! Foi-se o comentário! Depois já não tive capacidade para escrever outro.
Estava destinado não ver a luz do dia! :)))))

Beijinhos e boa semana:))

Anónimo disse...

Cara UJM,
Por ter estado fora só agora vi este seu excelente Blogue.
Permita-me um comentário: não, as contas públicas ficaram desiquilibradas precisamente por causa da situação da Banca! Aliás, foi precisamente a Banca e o sector financeiro que deu origem à situação em que J.Sócrates se veio a defrontar. Estivesse lá o Passos como PM e teria tido o mesmo problema! Daí que, quando o Estado acode à Banca, ou aos bancos, injectando capital proveniente dos contribuintes deveria de seguida ficar com aquilo que, proporcionalmente lhe corresponderia, ou então, passar a exigir que todos esses bancos lhe pagassem, com juros idênticos aos que cobram àqueles que lhes pedem empréstimos, a correspondente prestação. Estes governos, no qual incluo este, procederam muito mal, pois, no caso deste (aliás a exemplo do anterior) optou por salvar bancos, injectando-lhes dinheiros públicos, em vez de investir na Saúde, na Educação, na Investigação Científica, na Cultura, na Segurança Social, etc, etc.
E não é aceitável o tipo de vencimentos para determinados quadros especiais, superiores, como os que atrás mencionei, a começar pelo PR.
Numa profissão liberal, cada um mexe-se como pode e sabe. Não me queixo. Mas, e outros?
Felizmente para uns a vida corre bem, mas, nem por isso se deve esquecer quem vive mal, seja desempregado, ou com salário de trampa. Seja no público, ou no privado.
Uma das situações que deveriam ser denunciadas era esta treta da descida do desemprego. É um facto...mas com base em salários baixíssimos, entre o mínimo e uns 700/800 eiros! Uma vergonha. As empresas privadas, ou porque não têm capacidade de pagar mais, ou, noutros casos, que aqui não vou mencionar, porque apostaram na onda dos salários baixos. Assim, absorvendo parte dos tais desempregados, é fácil para o Governo vir com a conversa das estatíticas de que o desemprego está a baixar. Está, na verdade, mas a que custo?
Voltando "à vaca fria", o Centeno não está a reduzir a Dívida Pública (que face ao PIB é enorme!), mas tão só a conter o Déficit, com o que daí, de prejuízos para o resto do investimento público isso implica. Ainda por cima, por decisão da Comissão Europeia
e do BCE, as ajudas à Banca não contam para o déficit das contas públicas. É espantoso! Imaginemos se contassem e aquilo que o Estado já pôs no rabo da Banca passasse a integrar a despesa pública face à C.E e o BCE? Centeno e Costa preferem acudir a bancos insolventes (sem ficarem a deter a sua parte nesses bancos) do que investir onde o Estado deve investir. Tenho o mais profundo desprezo por estre tipo de atitudes. O que, ao que vejo, não é o seu caso. Estamos em campos opostos, neste caso.
E ainda há quem diga, parvamente (como a Direita) que este governo é de Esquerda!
Vou ali e já venho!
P.Rufino