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domingo, abril 22, 2018

Elegância e beleza no sobe-e-desce do Chiado




Pronto. Desvendei. De resto, presumo que também já tivessem adivinhado onde eram as montras que mostrei no post abaixo. Chiado.

As ruas mais turísticas estão pejadas de gente. Muitos grupos em filinha de pirilau por aqueles passeios estreitinhos seguindo um guia que vai à frente com o braço ao alto e uma tabuleta com um número. Vários grupos de gente asiática, muitos americanos, brasileiros all over, franceses, o que queiram.  Todas as línguas do mundo. Uma torre de Babel. E muita gente jovem. Muitos casalinhos, jovens e não jovens, a puxarem a sua maleta com rodinhas. Gente, gente, gente. 

Eu -- que gosto tanto de gente diferente e que acho que gente de origens díspares só enriquece os lugares, que sou fervorosa adepta da miscigenação -- vendo tamanha avalanche (e isto num dia de Abril, meio chuvoso), comecei a pensar que lá mais para o verão a coisa pode mesmo ser excessiva.


Para fugirmos aos passeios pejados de gente, deslocámo-nos para as ruelas, escadarias e recantos menos badalados e, aí, ainda se conseguiu aquele recato bom daqueles lugarzinhos que são dos mais bonitos de Lisboa.

Fotografei também gentes. E o Chiado tem isto: mulheres elegantes que, como que aparecidas do nada, atravessam as ruas, atravessam as multidões, e caminham sedutoramente. Podem ser belas toilettes, pode ser beleza natural, pode ser a graça do conjunto, mas há sempre um desfile interessante de observar por aqui. Agora coloquei apenas a fotografia lá de cima pois prefiro não mostrar o rosto mas, não fora esse meu cuidado, muito mais pessoas poderia mostrar. Pela Rua do Carmo, pelo Largo de S. Carlos, pelo Camões, por todos essas ruas e largos, há gente que dá gosto contemplar.

Mas, pronto, fico-me pelos candeeiros, pelo Tejo que se avista ao fundo com os seus veleiros e veleirinhos, pequenos pontos brancos num rio amansado, fico-me pelos céus onde se desenham os arabescos dos cabos que alimentam os 'eléctricos'.


E tuc-tucs. Omnipresentes. De todos os tamanhos, cores e decorações. Mas agora, para vos mostrar, escolhi esta fotografia aqui abaixo com os GoCars. São muito engraçados estes carrinhos e, não sei exactamente porquê, as pessoas que vão neles (de capacete) vão sempre a rir, ar feliz da vida.

Parece que os carrinhos assobiam, contam anedotas e mais não sei o quê. Na volta é isso que faz rir os seus condutores.


Como é bom de ver -- e como os meus Leitores já estão fartos de saber -- ando sempre de máquina fotográfica em punho e por todo o lado vejo coisas ou pessoas que despertam a minha atenção ou que me encantam.

Quando chego a casa e revejo o que os meus olhos viram, penso sempre que estou a acumular milhares de fotografias que ninguém vai alguma vez ver e que eu própria, que gosto é de fotografar e não de ver fotografias, também jamais me darei ao trabalho de rever. Há qualquer coisa de irracionalidade nisto mas, enfim, fazer o quê? Pertenço ao sub-gupo dos humanos irracionais e está tudo dito.

E mesmo, quando quero escolher algumas para aqui, à laia de diário, ilustrar o andamento dos meus dias, tenho tantas por onde escolher que a coisa não é fácil. Por vezes, uma verdadeira seca, tantas elas são. 

E não quero pô-las a eito, tento encontrar uma linha comum entre algumas para que haja alguma coerência no post. No de baixo, escolhi as que tinham a ver com montras. Aqui resolvi escolher as que evidenciam a orografia de Lisboa: ruas inclinadas, escadinhas a unir as ruas, o rio lá em baixo. E juntei uma mulher para mostrar a elegância desta cidade que amo de coração. Mas, acreditem, podia ter inventado muitas outras combinações. O Chiado é lindo demais seja qual for a perspectiva pela qual o olhemos.


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E queiram, meus Caros Leitores, continuar a descer porque, já a seguir, há mais Chiado.