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sexta-feira, fevereiro 10, 2017

As mulheres de generosa carnadura são mais sensuais do que as outras?



Já aqui contei, acho eu. Quando eu passei de miúda a adolescente, tinha uma 'melhor amiga'. Mais precisamente: duas 'melhores amigas'. Uma era gordinha, não particularmente bonita, muito divertida. Não tinha muitos pretendentes mas convivia bem com isso. Mais tarde encontrou um rapaz bem interessante, casaram novos, tiveram filhos. Ele deixou os negócos da família e tornou-se artista. Ela é médica. A minha mãe vê-a muitas vezes e ela pergunta por mim. Calma e despretensiosa como sempre, diz-me a minha mãe. A outra era muito bonita e, com o tempo, tornou-se invulgarmente namoradeira. Andavamos sempre juntas. Mesmo quando comecei a namorar, antes delas, eu arranjava maneira de andar imenso com elas, confidenciávamos, ríamo-nos muito com as nossas dúvidas e descobertas. A mais gordinha tinha dois irmãos mais velhos mas que não lhe prestavam muita atenção pelo que ela não sabia muito mais de rapazes do que nós. Tinha também um irmão muito mais novo, para aí uns onze ou doze anos mais novo, com quem muito andei ao colo e a quem troquei muitas fraldas. Vejo-o agora frequentemente na televisão, quase sem cabelo, com idade para poder ser meu pai. A outra tinha um irmão e uma irmã, ambos ligeiramente mais novos e a quem ela pouco ligava.

A mãe era uma senhora que não trabalhava e que pouca paciência tinha para os casos do marido, pessoa importante na cidade, casos esses que eram quase públicos, e muito menos para aqueles três adolescentes que, cada um, levava amigos lá para casa, tornando-a um lugar de entra e sai, sem baias de qualquer espécie. A senhora era bonita mas tinha uns seios enormes, pesadíssimos, que lhe faziam vergar as costas, dando-lhe um ar cansado. Não conduzia. Era o marido que a transportava ou, não podendo ele, andava a pé.


Tinha a senhora uma irmã igualmente bonita mas muito diferente quer no físico quer no temperamento. Ao contrário da mãe da minha amiga que era silenciosa, absorta, indiferente ao que a cercava, e discretamente vestida, ela parecia atrevida, vestia-se de forma audaciosa, ria alto, interessava-se pelos sobrinhos e pelos amigos deles. Era divorciada, conduzia um carro bom, tinha uma profissão liberal onde era bem sucedida, e, por tudo, toda ela era uma lufada de modernidade. Quando estava de visita à irmã, aquela casa ganhava redobrada animação. Mais: com ela vinham duas filhas mais ou menos da nossa idade. Essas primas tinham, contudo, uma característica. Eram umas big girls: mais altas que nós, eram raparigas 'cheias', fortes, e numa coisa quase saindo à tia: tinham ambas seios igualmente fartos. Feições bonitas, parecidas de cara com a minha amiga, mas em versão XL. Acontece ainda que o volume não as condicionava nem um pouco. Eram disinibidas, posso mesmo dizer que descaradas, todas elas malícia, desafio, convite. Quando íamos à praia, ao cinema, aos bilhares ou à esplanada à beira-mar, era em casa dessa minha amiga que as raparigas se juntavam, indo depois, em bando, ter com os rapazes que, geralmente, já lá estavam à nossa espera. Quando as primas lá estavam, tudo assumia contornos de festa. Elas falavam alto, riam, vestiam-se vistosamente e, ruas afora, o grupo de raparigas dava invariavelmente nas vistas. Os rapazes, quando nos viam a chegar com as primas, ficavam logo numa agitação. Elas alinhavam no jogo da sedução apenas pelo prazer de seduzir, deixavam-se tocar, abraçavam os rapazes, se calhasse davam-lhes um beijo à má fila só para os deixar de cabeça feita num oito.


 As nossas manhãs na praia eram um festival de jovialidade e alegria. Éramos seguramente para cima de doze jovens danados para a brincadeira, tudo a nadar até longe, as raparigas a mergulharem e nadarem como golfinhos, os rapazes a assustarem-nos, vindo debaixo de água, depois na areia, sentados em volta, na conversa, nas anedotas, no namoro, na maluqueira, elas duas provocadoras, os rapazes com as hormonas desgovernadas. 

Para acompanhar esta turma, a mãe da minha amiga fazia questão de ir. Levava um chapéu de abas largas e um livro, e não nos dirigia a palavra desde que chegávamos até que partíamos, Nesses dias em que a irmã lá estava, punham-se por vezes a conversar. Depois a mãe da minha amiga punha-se a ler e a irmã apanhava banhos de sol, mergulhava, caminhava e fumava, e vinha meter-se connosco, lançando ainda mais achas para a fogueira.


Lembrei-me agora delas ao ver as feições delicadas e alegres e as generosas curvas do festivo corpo de Ashley Graham. As duas primas eram muito este género. Até a boca tenho ideia que era parecida, e a forma como se riam, gargalhadas francas, era esta. E tinham igualmente cabelos compridos que nunca prendiam e que, por vezes, voavam em volta delas.


Ashley Graham lança os fatos de banho 2017 


Swimsuits For All Collection


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E, caso queiram fugir, a estas visões mais calientes, sugiro os tigres na neve do post abaixo.


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1 comentário:

Anónimo disse...

Uma mulher sensual e belíssima, esta. Ponto!
P.Rufino