Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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terça-feira, fevereiro 14, 2017

A minha recomendação ao inteligente Hugo Soares, ao exemplar Passos Coelho e ao grande estadista Marques Mendes:
para a próxima que queiram chatear a medula aos portugueses a propósito do Centeno, do Domingues, do Marcelo ou da existência em geral,
disfarcem-se de Cavaco, de Dias Loureiro, de Oliveira e Costa a ver se conseguem ter ainda mais graça
[Ponham os olhinhos na malta do SNL a imitarem o Trump e Sean Spicer, o delicioso Porta-Voz da Casa Branca]


Já confessei: tive um dia um bocado a tender para o berbicachudo. Nada de mais a não ser, talvez, pela quase overdose. Como se já não bastasse, à vinda para casa, ouço o pobre Centeno, certamente de corda ao pescoço, a lamentar a sua própria falta de jeito. E, a seguir, as reacções, os incontornáveis afobados comentários. E, claro, o costume. As araracas do regime a contrafenearem, brotojeando boca afora mais uma série de vulgares cacafuandos. Apeteceu-me ligar para o Provedor do Ouvinte e protestar. Não há direito. Não se respeita a inteligência de quem ouve. É que nem sequer conseguem fazer despertar-nos um sorriso. Gente desprovida; contudo overloaded de falta de graça. Até um tal Anselmo Crespo apareceu a catatuar, zebelindo marafundués disfarçados de cocoxins. Gente chata a cacarrotear sobre temas congelados, descongelados, voltados a congelar, fedorentosos, ranhíticos, uzucatinos.

Mudei de posto e vim montada na Antena 2. 

Chegada a casa, tarde e más horas, poupei-me. Não vi televisão e não me apeteceu ver os jornais online.

Certamente só veria cenas tristes: o Centeno com cara de 'tirem-me deste filme' e, aos balcões comentadeiros, os urubus pafianos querendo lamber-se com a carniça do pobre e cagando-se para a sua competência e para os bons resultados que vem alcançando (País? Qual país? A gente quer é dar cabo da CGD, do Costa, da Geringonça, do Catavaento e desta porcaria toda. É para partir. -- consta que é o que vai na alma da cambada a quem a balsemânica sic acoberta)

Estamos quase no carnaval e aquela pafienta gentinha não se enxerga: continuam todos a levar-se a sério -- mesmo os que são de gargalhada.


Como se alguém conseguisse levar a sério um tipo com cara de Hugo Soares. Ou como se um sujeitolas, com a cara de pau do Láparo, merecessse alguma credibilidade. 


Ou como se um catraio com cara de velha fofa e ar de quem tem bué de carteiras de vistos gold para a troca pudesse ser levado a sério no papel de garganta funda do regime. 


E depois lá nos aparecem logo também o Baldaia e todos esses que estão sempre a postos para virem armar-se em catequistas rezadeiras de tal maneira que a gente, ouvindo-os, até os imagina logo de joelhos e terço na mão a fazer novenas à santinha do pau oco.


Não há pachorra.

Ao menos disfarcem-se. Finjam que são daquelas gradas e folionas figuras do regime cavaquista que nasceram cinquenta vezes e que, ainda assim, a gente continua a não levar a sério. Finjam que são banqueiros exemplares, empresários impolutos, presidentes de alta estirpe. Divirtam-nos a sério.








Enquanto não o conseguirem, tenho pena mas Huguinho, Pedrinho, Luisinho et al para o vosso actual peditório não dou. Aliás, nunca dei.

Para já, prefiro divertir-me com as imitações americanas. Aprendam.

Aqui abaixo é mesmo o carismático Sean Spicer, o Porta-Voz da Casa Branca, um rapaz tão esperto como o dono.





E, a seguir, Melissa McCarthy da SNL faz uma imitação de Sean Spicer (e ficamos a saber o que ele disse sobre a imitação e, de caminho, podemos também ver Alec Baldwin a imitar Trump):





E, na senda das imitações do impagável palhaço Trump, temos agora Leslie Jones. Ver para crer.




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PS: Se não reconhecem algumas palavras lá em cima, temos pena. Foram as que me ocorreram para relatar a situação e, depois de árdua consulta a dicionários,  não consegui descobrir sinónimos. Fica assim que, pelo som, acredito que conseguirão captar o sentido. Senão, nada a fazer.

Duas das imagens provêm do grande We Have Kaos in the Garden. A do Huguinho não sei mas a culpa de não ser grande coisa não é do fotógrafo.

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E, se estão numa de humor, vejam bem o que os meus Leitores me enviam.

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3 comentários:

Makiavel disse...

Não me ria assim há muuuuito tempo.

Anónimo disse...

Excelente! Sobretudo as relativas ao Cavaco! Bom rir! E foi aquele gajo PR!!!!
P.Rufino

Anónimo disse...

É rir até às lágrimas, +por enquanto. pode terminar com choros, mas por enquanto é rir demais