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sexta-feira, janeiro 27, 2017

Porcos muito humanos ou humanos muito porcos?
Seja como for, o que foi eleito presidente dos Estados Unidos já fez adiantar o Doomsday Clock.
Os riscos são reais e cada vez maiores, dizem os cientistas.

[Mas a malta parece que prefere continuar a dançar no convés]





Estou como talvez adivinhem: recém acordada depois de ter adormecido profundamente no sofá. Agora é isto. Não é pelos meninos que esses são uns doces, dormem toda a noite. Isto é porque, acho que com aquelas mudanças brutais de temperatura entre o interior e o exterior, em Madrid, vim de lá com um torcicolo do caneco. Então, tomo um comprimido (que se pode tomar até 3 por dia mas eu apenas tomo 1), um relaxante muscular, que não actua o suficiente nos músculos do pescoço e ombros mas que, em contrapartida, mal aqui me sento, me deixa neste lindo estado. Era capaz de dormir uma semana de seguida, tal a soneira e moleza que desce em mim. Depois acordo a pensar que deveria ir já para a cama mas, ao mesmo tempo, sem vontade de ir sem antes escrever mais alguma coisa. 

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Choveu muito de dia. Perto da hora do almoço ia a passar na 24 de Julho. Pôs-se ao meu lado um camião grande que levantava água dos dois lados como um hovercraft e, nesse instante, uma onda passou por cima do meu carro, deixando eu de ver o exterior. Acto reflexo fechei os olhos e, quando os abri, ainda não via nada. Pensei: bonito serviço, faço o quê? Só que, felizmente, o camião acelerou e eu fiquei para trás. Um susto.

O resto do dia foi todo assim: sobressaltos, sustos e... uff, passou. Todo o santo dia. Não se aguenta.

Até que cheguei a casa e tudo ficou tranquilo e feliz.


Há bocado, enquanto tentava manter-me acordada a ver se arranjava energia para responder aos comentários, passei os olhos pelo DN. E li uma notícia que me deixou incomodada. Nada de que não tivesse já ouvido falar e até, mesmo, visto algumas imagens arrepiantes. Mas é daquelas coisas, uma pessoa pensa que são invenções, que, apesar do perigo ser real, as comissões de ética  hão-de regular, impedir e que, portanto, nada a temer. Mas depois lê-se isto, com indicações precisas e percebe-se que a tecnologia anda à frente, avança sem baias, e que, um dia destes o mundo ainda acaba nas mãos de robots e... humanóides.

Transcrevo uma parte:

Cientistas misturam homem e porco e criam animal híbrido


Cientistas criaram embriões de um animal híbrido que tem genes de humanos e porcos, numa investigação que pretende fazer crescer órgãos humanos em animais para serem usados em transplantes.


A criação desta quimera - uma referência aos monstros da Grécia Antiga que eram a mistura de dois ou mais animais - é tida pela comunidade científica como um grande passo na produção de órgãos humanos, saudáveis e compatíveis com os pacientes.

"O principal objetivo é criar tecidos ou órgãos funcionais e que possam ser transplantados, mas ainda estamos longe disso. É um importante primeiro passo", disse Juan Carlos Izpisua Belmonte, investigador do Instituto Salt para Estudos Biológicos, na Califórnia. Estes órgãos poderiam ser usados ainda para testar medicamentos e tratamentos em segurança.

Para isso, os cientistas colocaram células estaminais de humanos em embriões de porcos. Daí resultaram dois mil híbridos que foram implantados nos suínos. Desenvolveram-se mais de 150 embriões que eram maioritariamente porco e tinham cerca de 10 mil células humanas, segundo um artigo na revista científica Cell. (...)

Este estudo reacendeu as discussões éticas e os receios sobre os animais híbridos, com várias pessoas a questionarem se estas quimeras terão aparência humana ou se terão as capacidades intelectuais dos homens. Alguns apontam ainda o risco de surgirem animais inteligentes que consigam escapar dos laboratórios.

Belmonte afirma que estas questões são motivadas por mitos e defende que todas as experiências são realizadas em locais meticulosamente controlados. (...)


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Pois, tomara que sim, tomara que não haja cientistas malucos, tomara que tudo seja controlado como deve ser. Mas a perfeição humana é uma raridade e o que vejo é que, por todo o lado (e agora nos Estados Unidos nem se fala...) a estupidez campeia.

E isto no mesmo dia em que surge uma outra notícia do mesmo calibre:


Relógio do Juízo Final diz que estamos mais perto do apocalipse.


Faltam apenas dois minutos e meio para a meia-noite, indica agora o Relógio do Juízo Final (o Doomsday Clock, no original), um relógio simbólico em que a meia-noite representa a destruição por uma guerra nuclear. Responsabilidade do Bulletin of the Atomic Scientists, é atualizado anualmente em função do que se passa no mundo. Este ano, graças a Donald Trump, a meia-noite está mais próxima trinta segundos do que estava. (...)

O presidente Trump teve muito a dizer no último ano. Tanto as suas declarações como ações como presidente eleito romperam romperam com precedentes históricos de formas perturbadores", defende o Bulletin of the Atomic Scientists, considerando irrefletidos os comentários de Donald Trump sobre o arsenal nuclear dos Estados Unidos. O organismo criticou ainda o facto de Trump rejeitar aconselhamento de especialistas acerca da segurança internacional e as pessoas escolhidas para cargos importantes no Departamento de Energia e da Agência de Proteção Ambiental.


"Resumindo, apesar de só agora ter tomado posse, as declarações intempestivas do presidente, a sua falta de abertura para aconselhamento de peritos e as nomeações questionáveis agravaram a já má situação da segurança internacional", lê-se.(...)

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The "Doomsday Clock," which the Bulletin of the Atomic Scientists uses to illustrate how close the group thinks the world is to destruction, has moved to two minutes and 30 seconds to midnight.


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O primeiro vídeo, lá em cima, não tem nada a ver com isto. Apenas tento humanizar um pouco esta visão um bocado apocalíptica destes perturbantes tempos que vivemos.

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Permito-me ainda convidar-vos a descer até ao post seguinte: aí o mundo é ainda um lugar maravilhoso.

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