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sexta-feira, janeiro 20, 2017

Mr. Trump -- Day one



E não sou eu de lá; faria se fosse. Incomodada. Incomodada mesmo. Dá vontade de tentar tudo por tudo para que este pesadelo acabe antes que o pesadelo acabe connosco.

Não é que, aqui ou ali, ele não tenha uma ou outra ideia assim-assim. Só que não apenas isso é raro como, mesmo nesses casos, é pelos motivos errados e corre-se o risco de que a emenda seja pior que o soneto.

Com a filha Ivanka
De facto, por muito que algumas almas penadas queiram antever virtudes na eleição de cavalgaduras para a frente dos destinos dos povos, o que eu vejo são riscos, períodos negros, a anti-matéria a devorar tudo em que toca.

O que leva as gentes que votam a escolherem aqueles que mais os prejudicarão é algo que me perturba. Mas a comunicação social atrofiante, uma indústria de entretenimento que apenas valoriza a sacanagem e o vale-tudo, as redes sociais que embotam o raciocínio de quem delas faz a sua fonte de informação, tudo isso leva a este estado mental generalizado. Cegueira colectiva, a tal cegueira branca que contagia -- talvez seja isso.

Com a actual mulher Melania
Não sou socióloga, antropóloga, psicóloga. Faltam-me as bases teóricas para poder entender fenómenos como estes. Já por cá nunca percebi como é que tanta gente se deixou enganar por um destituído como Láparo. Sem a preparação mínima para a função, sem intelecto que o ajudasse a ultrapassar os obstáculos, sem bom senso, sem conhecimento fosse do que fosse -- eu interrogava-me como era possível. E, ainda hoje, me interrogo sempre que vejo que cerca de 30% dos eleitores ainda daria o seu voto a uma pessoa relativamente à qual já está provado à saciedade que só fez mal aos portugueses (e a Portugal, ouviu Montenegro?).

E se isto se passa cá, num país que supostamente tem história, identidade nacional, uma cultura razoável, imagine-se nos Estados Unidos em que aquilo é uma manta de retalhos, cada qual de sua nação, uns muito ricos, outros muito pobres, outros incultos, outros isolacionistas, outros vidrados em armas e outros em petróleo, e que se lixe o clima e todas essas frioleiras.

A democracia encerra em si este perigo: o de devorar os seus melhores e ficarem no poder os algozes, os maníacos, os palhaços.

Neste momento, se há voto que possa formular é este: que o anormal que está prestes a tomar posse não dê cabo da vida de muita gente e não envergonhe os americanos.

Para já, era bom que não cumprisse parte das suas estúpidas promessas.

Donald Trump's promises for day one of his presidency



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E queiram seguir, por favor, para o post abaixo. Mete Trump mas mete, sobretudo, The Boss em dois momentos que dizem muito dele.

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