Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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domingo, dezembro 11, 2016

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Pensar que não a tenho. Sentir que a perdi já.
...
Importa lá que o meu amor não pudesse guardá-la.
A noite está estrelada e ela não está comigo.



Já não a amo, é verdade, mas talvez a ame ainda.
É tão curto o amor, tão longo o esquecimento.

Porque em noites como esta a tive nos meus braços,
a minha alma não se contenta com havê-la perdido.

Embora esta seja a última dor que ela me causa,
e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo.


[Posso escrever os versos, Pablo Neruda - em tradução inglesa na voz de Tom O'Bedlam]
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Dançar no meio da noite -- o lamento no feminino.

Ephemeroptera: A Jiří Kylián Choreography on A Greek Moirolói, Lament


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[Abaixo, um conselho especial aos homens. A não perder!]

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2 comentários:

bea disse...

Deve ser o nu mais dramáticamente bonito que já vi e que menos vale para os olhos. Sendo físico, é todo ele mental.

P. disse...

Esqueci-me de fazer um pequeno comentário num Post, mais abaixo. Já que é apreciadora de Arte, quando voltar à Gulbenkian, aproveite para comprar uma das melhores edições sobre o tema: “A Nova História de Arte de Janson (H.W.Janson), já vai na 9ª, ou 10ª edição. É uma obra magnífica, que tem vindo a ser actualizada, com dedicação e muita qualidade e que merece uma leitura atenta. São mais de mil e cem páginas sobre a História da Arte, mas vale a pena!
Com alguma poesia de permeio, acaba por conseguir ler. Tenho seguido, com muito interesse, o seu “Ginjal”. É um dos melhores Blogues, em termos de qualidade, poesia e sensibilidade (e de fotografia), dentro do género. Ou seja, o outro lado de UJM (mais sensível, mais poética, mais feminina, mais romântica até).
P.Rufino