Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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quinta-feira, outubro 13, 2016

Vindimei e agora mal posso esperar por noivar com dois ao mesmo tempo


Depois das anedotas dos posts abaixo, mostro a última colheita. Volta e meia arranjo umas rédeas que trago curtas para ver se me impeço de sair pelas livrarias como cavalo à solta pelas pradarias. Disciplino-me, digo-me que não tenho tempo, instruo-me no sentido da razoabilidade, que nem que viva até aos duzentos anos, com boa vista e boa cabeça, daria conta dos livros que tenho por ler, que tenho é que arrumar tudo o que, por aqui, anda à solta, que deveria era organizar-me, traçar -- por uma vez na vida -- um plano de leitura e, depois, manter-me fiel a ele.

Mas qual quê?, quem nasceu num convento, já morta, coberta de limos, e, ao ressuscitar, se fez gente numa massa imoldável, não seria agora que ia ser capaz da obediência que desconheceu durante uma vida inteira.

Por isso, entrei, feliz da vida, como se pela primeira vez entrasse num campo por vindimar. Alegria das alegrias, tantos e talvez tão bons. Ceder à tentação é uma coisa tão boa.

Cheguei a casa, estendi-os no chão. O prazer dos livros, de ver as capas, de tocar a textura da sua pele, de abrir, folhear, ver a mancha de escrita, a elegância da paginação, espreitar as palavras, sentir o frémito do prazer por vir. A fase do namoro.


Por acaso gostava que algum entendido traçasse o meu perfil psicológico ou, vá lá, talvez não psicológico (que isso deve ser pedir muito) mas de leitora, ao regressar da vindima trazendo estes livros no cesto. Haverá alguma coisa de comum entre eles?

Mais direi, se é que isso ajuda na caracterização que, de certeza, passarei da fase do namoro ao noivado começando com dois ao mesmo tempo: a Bíblia (volume I) na tradução de Frederico Lourenço e o Rebuçados Venezianos de Maria Filomena Molder. De quando em quando, para introduzir algum picante à coisa, talvez introduza um terceiro mas isso mais na base de lhe fazer olhinhos, o Street Art, poésie urbaine de Sophie Pujas.

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E agora apetece-me ouvir isto e, como gosto de companhia, ouçam comigo, está bem?

(acaba abruptamente e é uma pena mas paciência)


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E pronto. Seguem-se as anedotas. É só descerem caso estejam para aí virados.

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2 comentários:

Anónimo disse...

Não me diga que foi à Pó dos Livros?

Um Jeito Manso disse...

Olá, Anónimo, porque pergunta?