Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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sexta-feira, outubro 07, 2016

Guterres, o nosso homem na ONU.

Ah e outra coisa: afinal sempre é verdade...!
As árvores sentem, têm relações de amizade e protegem-se entre si.
[Será que as árvores in heaven também gostam de mim?
Reconhecem-me quando ando junto delas? Ah.... tomara que sim.]



Há temas que são recorrentes por estas bandas, reconheço. Árvores é um deles. Mas sou uma pessoa limitada em tudo e até no tempo de que disponho para me inspirar. Sento-me aqui e, frequentemete, estando a milhas do andamento do mundo, dou um giro pelo espaço a ver se pesco alguma estrela em ascensão ou algum cometa descarrilado. Como é sabido, já que tantas vezes me queixo, frequentemente regresso ao meu sofá de balde vazio. Só cães a correrem atrás do rabo, rabos que já ganharam vida própria e que já correm mesmo sem cão, meninas a fazerem selfies, matarruanos a falarem do jogo da bola da véspera, papagaios de todas as cores e feitios, bernardos, rangélicos, galinhas, camelos -- e eu, já com sono, e sem ter um catalisador que me desate os dedos.

Claro que, em dias assim, o que me apetece é pôr-me a escrever sem motivo ou objectivo. Como quando pego em tintas e desato a pintar. Uma coisa apenas na boa.


Mas há outros dias em que, vindo já à espera de só encontrar provas e testemunhos de milagres atribuíveis a S. Guterres e de antever já uma corte de beatos a mover-se no sentido da canonização do Tony de Donas, dou com uma notícia surpreendente.

Note-se que isto não é cinismo meu pois a sério que acho que Guterres pode vir a fazer qualquer coisa de jeito na ONU, ao contrário do nhonhinas sorridente que lá está que, a bem dizer, a gente mal deu por ele (quando seria expectável que tivessse andado num virote com tanta guerra, tanto êxodo, perseguição, crise humanitária). 
Mas entre achar que é agradável para Portugal ter um seu -- e não um qualquer mas um ser sério, inteligente e humanista -- num lugar de prestígio e ficar contente por ele se ter aguentado perante tanto teste e, ainda por cima, por ter dado uma abada àquela marmanja insuflada pela Comissão Europeia e pela Alemanha 
alinhar nesta procissão de crentes, beatos, devotos que por aí andam entoando loas em sessões contínuas 
vai uma grande distância. 
Eu às vezes não percebo se os portugueses são maioritariamente totós, caniches que se atiram em voo picado sobre qualquer osso com que são desafiados, ou se são os nossos órgãos de comunicação social que são do tipo influenciável e que, à mínima, se alinham em rebanho para cenas de curtição colectiva, todos ao moche, bora lá malta.

Por qualquer coisa que aconteça, seja o que for, é uma bebedeira de comentário a copo: os balcões cheios de gente excitada a comentar, em repetex, o acontecimento. Resmas deles, em todos os canais. Agora é o Guterres. Todos gostam do Guterres, todos adoram o Guterres, todos beijam o chão que Guterres pisa, todos conhecem as virtudes de Guterres, o mais amado, o melhor de nós todos. E todos sabem tudo da vida de Guterres. Agora vi um biógrafo saído do século passado, de joelhos perante o mais novo santo do altar. Ou seja: uma overdose de Guterres.

Mas, dizia eu que, sem vir nada à espera, dei com uma notícia que me deixou enlevada, sorriso nos lábios, vontade de sair por aí a voar para me ir abraçar a elas, para conversar com as bichinhas.

Transcrevo:



Trees Can Make Friends And Look After Each Other Like An Old Couple


Trees provide mankind with an infinite source of useful stuff. They produce oxygen, they give us wood (stop it), they provide us with shade, and they give us something nice to look at when gazing out of the window. But trees aren’t just there to please us humans. No. According to a new documentary, trees, like us, have feelings. 
The documentary, called ‘Intelligent Trees’, is the work of German forester, author, and tree whisperer Peter Wohlleben, and Suzanne Simard, an ecologist from the University of British Columbia. According to their research, trees can feel emotions, communicate and make friends with other trees, and even cuddle one another.


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As fotografias são das minhas meninas in heaven, sempre juntas, felizes, verdes e frondosas, que não param de crescer, cheirosas, lindas.

E eu gostava de ser uma tree whisperer, uma encantadora de árvores.

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, um dia feliz.

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