Actualidade, livros, árvores, amores, ficções, memórias, maluquices, provocações, desatinos, brinca

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segunda-feira, agosto 15, 2016

Qual o segredo para viver mais anos?
Beber sumos detox como se não houvesse amanhã?
Comer ao pequeno almoço 1 tomate, 1 maçã, 1 ovo, 1 fatia de pão com 3 pingos de azeite e 1 copo de sumo de beterraba?
Fazer 1 hora de caminhada diária e dormir no mínimo sete horas por dia?
Pois disso tudo não sei (mas mal não deve fazer).

Agora certo, comprovado e registado é que bom mesmo é ler livros.
Jornais e revistas também é bom mas ler livros é melhor.
Cerca de 3 horas por semana, no mínimo.


Muito bem. Depois de, no post abaixo ter falado de uma avozinha sexy que tem mais de dois milhões de seguidores nas redes sociais e de ter mostrado algumas das suas fantásticas fotografias, continuo na onda da longevidade.

Mas vamos com graffitis e com música, que vamos melhor. The Lumineers com Ophelia. Fotografias das paredes decadentes do Ginjal e de uma mulher a ler, em Cacilhas, enquanto a outra olha Lisboa.





Enquanto vejo os jogos olímpicos, vou saracoteando o olhar por aqui e por ali. Os que cá jantaram, depois de termos ido de visita aos bisas, já se foram. Hoje o mais crescido descobriu-se um realizador de primeira. Ele e o irmão, com o meu telemóvel, fizeram filmes de aventuras com chitas, cavalos, aviões de caça e, portanto, foi a animação do costume. Não é por nada mas, quando se foram embora, recolhi-me. Melhor: recolhemos, os dois. Às boxes.

Daqui, neste sofá, tenho um posição privilegiada: apanho com a aragem do ar condicionado mesmo de feição, vejo a televisão e consigo ter o computador estrategicamente colocado de maneira que vou lendo umas e outras, escrevendo, vendo as nossas Patrícia Mamona e Susana Costa a saltarem, sorrindo com a descontração do campeão Usain Bolt a olhar para trás a meio da prova...
... e gozando a sensação boa de, sendo já segunda-feira, não ser afinal dia de trabalho pelo que posso estar por aqui na boa, sem me censurar por, tendo que me levantar cedo, estar na borga blogosférica até às quinhentas.

E é assim que, enquanto aqui estou na maciota, dou com notícias de mais um estudo que comprova que ler livros não é apenas bom para o espírito: é também bom para estimular a longevidade celular.


Poderia ir buscar a síntese do estudo A chapter a day: Association of book reading with longevity publicado na Social Science & Medicine, ou o artigo do The New York Times, Read Books, Live Longer?, mas ou me punha a traduzir (e teria que descurar os saltos das nossas meninas - e a Susana Costa agora fez um salto que foi considerado nulo e eu não percebi porquê) ou os colocava mesmo em inglês e isto é importante demais para não ser lido por toda a gente e eu não sei se todos os meus leitores lêem bem a língua inglesa.


Por isso, transcrevo da brasileira Revista Bula que, ainda por cima, tem aquele português com requebro e doçura que dá graça a tudo o que lá se diz.

LER ROMANCES FAZ VIVER MAIS E MELHOR. PALAVRA DA UNIVERSIDADE DE YALE


(...) Pois aquilo que todos sabíamos por intuição, a ciência acaba de revelar por comprovação: ler faz você viver por mais tempo.

Não é forçação de quem ama e defende o protagonismo dos livros. É dado real. 


Estudos da Universidade de Yale (Estados Unidos) — décima maior do mundo* —, publicados no periódico científico Social Science and Medicine, concluíram que pessoas que passam mais de três horas e meia por semana lendo livros de romance ou ficção correm um risco de morte 23% menor do que aquelas que não leem nunca. 



Vale para Machado de Assis, Dostoiévski e Harry Potter. Sim, ler jornal, revista ou periódicos também traz benefícios para a longevidade, mas não tantos. Mais um ponto pro velho e bom livro.

Os pesquisadores analisaram informações sobre a saúde e os hábitos de leitura de 3.635 pessoas, com pelo menos 50 anos de idade. Os participantes foram divididos em três grupos: no primeiro ficaram aqueles que não costumavam ler livros; no segundo, aqueles que tinham o hábito de ler algum livro por até três horas e meia semanais; e, por último, aqueles que passavam mais de três horas e meia por semana lendo.

Não deu outra: os que tinham o hábito de ler livros viviam, em média, dois anos a mais do que aqueles que não leem. E os que leem mais correm um risco de morte 23% menor do que aquelas que não leem nunca. Uma mensagem do Spock (Jornada nas Estrelas) pra você que nasceu depois dos anos 1970 e dá uma folheada em algum livro de vez em quando: Vida longa e próspera!

Segundo Becca Levy, autora do estudo, os que relataram ler livros por apenas meia-hora por dia tinham maior probabilidade de sobrevivência do que aquelas que não liam nunca. “Essa vantagem permaneceu mesmo após ajustes para renda, educação, capacidade cognitiva e outras variáveis. Estes resultados sugerem que os benefícios da leitura de livros incluem uma vida mais longa para lê-los”. (...)



*****

E que não me venham cá vocês com desculpas, dizer que está calor, que custa a ler com esta canícula. Pois se está calor, toca a despir. Ler em pelota é do melhor que há. E, se não vos dá jeito, assim sozinhos a lerem todos nus, pois que não seja por isso, façam como Michelle L'Amour, arranjem companhia, formem um clube. E vale para mulheres e para homens. O que interessa é ler. Ler. Ler livros. Ler sempre. Um capítulo por dia. Um conto. Uma crónica. Páginas de diários, Cartas. Qualquer coisa.


[E. para não pensarem que estou a ficcionar, fiquem lá com as leituras da Michelle L'Amour]

Naked Girls Reading



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E, por mulheres descaradas, relembro que, descendo até ao post seguinte, poderão ver o que é uma avozinha sexy.

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